Provérbios 26
Almeida Corrigida Fiel (ACF, 1994) vs NTLH
1 Como a neve no verão, e como a chuva na sega, assim não fica bem para o tolo a honra.
1 Elogiar um tolo é tão absurdo como cair neve no verão ou chover no tempo da colheita.
2 Como ao pássaro o vaguear, como à andorinha o voar, assim a maldição sem causa não virá.
2 A maldição não cai sobre quem não merece; ela é como um passarinho que voa sem rumo.
3 O açoite é para o cavalo, o freio é para o jumento, e a vara é para as costas dos tolos.
3 O chicote foi feito para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas de quem não tem juízo.
4 Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também não te faças semelhante a ele.
4 Quem dá uma resposta séria a uma pergunta tola é tão tolo como quem a fez.
5 Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus próprios olhos.
5 Responda ao tolo de acordo com a tolice dele para que ele não fique pensando que é sábio.
6 Os pés corta, e o dano sorve, aquele que manda mensagem pela mão dum tolo.
6 Quem manda um tolo dar um recado está procurando problemas; seria melhor que cortasse os próprios pés.
7 Como as pernas do coxo, que pendem flácidas, assim é o provérbio na boca dos tolos.
7 Um provérbio citado por um tolo tem tanto valor como as pernas de um aleijado.
8 Como o que arma a funda com pedra preciosa, assim é aquele que concede honra ao tolo.
8 Elogiar um tolo é o mesmo que amarrar a pedra no estilingue .
9 Como o espinho que entra na mão do bêbado, assim é o provérbio na boca dos tolos.
9 O tolo, citando um provérbio, é como o bêbado tentando tirar um espinho da mão.
10 O Poderoso, que formou todas as coisas, paga ao tolo, e recompensa ao transgressor.
10 O patrão que contrata qualquer tolo que lhe pede emprego acaba prejudicando todos.
11 Como o cão torna ao seu vômito, assim o tolo repete a sua estultícia.
11 O tolo que faz uma tolice pela segunda vez é como um cachorro que volta ao seu vômito.
12 Tens visto o homem que é sábio a seus próprios olhos? Pode-se esperar mais do tolo do que dele.
12 Pode-se esperar mais de um tolo do que de quem pensa que é mais sábio do que é.
13 Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas.
13 O preguiçoso fica em casa e diz: “Se eu sair, o leão me pega.”
14 Como a porta gira nos seus gonzos, assim o preguiçoso na sua cama.
14 O preguiçoso vira de um lado para outro na cama. Ele é como uma porta que gira nas dobradiças, mas, de fato, não sai do lugar.
15 O preguiçoso esconde a sua mão ao seio; e cansa-se até de torná-la à sua boca.
15 Existe gente que tem preguiça até de pôr a comida na própria boca.
16 Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que respondem bem.
16 O preguiçoso acha que ele sozinho sabe mais do que sete homens capazes de dar respostas certas.
17 O que, passando, se põe em questão alheia, é como aquele que pega um cão pelas orelhas.
17 Quem se mete na discussão dos outros é como quem agarra pelas orelhas um cachorro que vai passando.
18 Como o louco que solta faíscas, flechas, e mortandades,
18 — ausente —
19 Assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira.
19 — ausente —
20 Sem lenha, o fogo se apagará; e não havendo intrigante, cessará a contenda.
20 Sem lenha o fogo se apaga; sem mexericos a briga se acaba.
21 Como o carvão para as brasas, e a lenha para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.
21 Como carvão sobre as brasas e lenha no fogo, assim é o briguento para atiçar uma briga.
22 As palavras do intrigante são como doces bocados; elas descem ao mais íntimo do ventre.
22 Os mexericos são tão deliciosos! Como gostamos de saboreá-los!
23 Como o caco de vaso coberto de escórias de prata, assim são os lábios ardentes com o coração maligno.
23 Como o verniz cobre um pote de barro, as palavras fingidas encobrem um coração mau.
24 Aquele que odeia dissimula com seus lábios, mas no seu íntimo encobre o engano;
24 O hipócrita que odeia esconde o seu ódio atrás da bajulação.
25 Quando te suplicar com voz suave não te fies nele, porque abriga sete abominações no seu coração,
25 Ele pode falar muito bem, mas não acredite no que ele diz porque o seu coração está cheio de ódio.
26 Cujo ódio se encobre com engano, a sua maldade será exposta perante a congregação.
26 Ele pode disfarçar, mas todos acabarão vendo a sua maldade.
27 O que cava uma cova cairá nela; e o que revolve a pedra, esta voltará sobre ele.
27 Quem coloca uma armadilha para os outros acaba caindo nela; quem rola uma pedra será esmagado por ela.
28 A língua falsa odeia aos que ela fere, e a boca lisonjeira provoca a ruína.
28 Quem odeia fere os outros com mentiras; as palavras bajuladoras causam desgraças.
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