Salmos 109

Almeida Revisada Imprensa Bíblica (AA) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Ó Deus do meu louvor, não te cales;
1 Ó Deus do meu louvor, não te cales!
2 pois a boca do ímpio e a boca fraudulenta se abrem contra mim; falam contra mim com uma língua mentirosa.
2 Pois contra mim se desataram lábios maldosos e fraudulentos; com mentirosa língua falam contra mim.
3 Eles me cercam com palavras de ódio, e pelejam contra mim sem causa.
3 Cercam-me com palavras odiosas e sem causa me fazem guerra.
4 Em paga do meu amor são meus adversários; mas eu me dedico à oração.
4 Em paga do meu amor, me hostilizam; eu, porém, oro.
5 Retribuem-me o mal pelo bem, e o ódio pelo amor.
5 Pagaram-me o bem com o mal; o amor, com ódio.
6 Põe sobre ele um ímpio, e esteja à sua direita um acusador.
6 Suscita contra ele um ímpio, e à sua direita esteja um acusador.
7 Quando ele for julgado, saia condenado; e em pecado se lhe torne a sua oração!
7 Quando o julgarem, seja condenado; e, tida como pecado, a sua oração.
8 Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício!
8 Os seus dias sejam poucos, e tome outro o seu encargo.
9 Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva a sua mulher!
9 Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva, a sua esposa.
10 Andem errantes os seus filhos, e mendiguem; esmolem longe das suas habitações assoladas.
10 Andem errantes os seus filhos e mendiguem; e sejam expulsos das ruínas de suas casas.
11 O credor lance mão de tudo quanto ele tenha, e despojem-no os estranhos do fruto do seu trabalho!
11 De tudo o que tem, lance mão o usurário; do fruto do seu trabalho, esbulhem-no os estranhos.
12 Não haja ninguém que se compadeça dele, nem haja quem tenha pena dos seus órfãos!
12 Ninguém tenha misericórdia dele, nem haja quem se compadeça dos seus órfãos.
13 Seja extirpada a sua posteridade; o seu nome seja apagado na geração seguinte!
13 Desapareça a sua posteridade, e na seguinte geração se extinga o seu nome.
14 Esteja na memória do Senhor a iniqüidade de seus pais; e não se apague o pecado de sua mãe!
14 Na lembrança do Senhor , viva a iniquidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe.
15 Antes estejam sempre perante o Senhor, para que ele faça desaparecer da terra a memória deles!
15 Permaneçam ante os olhos do Senhor , para que faça desaparecer da terra a memória deles.
16 Porquanto não se lembrou de usar de benignidade; antes perseguiu o varão aflito e o necessitado, como também o quebrantado de coração, para o matar.
16 Porquanto não se lembrou de usar de misericórdia, mas perseguiu o aflito e o necessitado, como também o quebrantado de coração, para os entregar à morte.
17 Visto que amou a maldição, que ela lhe sobrevenha! Como não desejou a bênção, que ela se afaste dele!
17 Amou a maldição; ela o apanhe; não quis a bênção; aparte-se dele.
18 Assim como se vestiu de maldição como dum vestido, assim penetre ela nas suas entranhas como água, e em seus ossos como azeite!
18 Vestiu-se de maldição como de uma túnica: penetre, como água, no seu interior e nos seus ossos, como azeite.
19 Seja para ele como o vestido com que ele se cobre, e como o cinto com que sempre anda cingido!
19 Seja-lhe como a roupa que o cobre e como o cinto com que sempre se cinge.
20 Seja este, da parte do Senhor, o galardão dos meus adversários, e dos que falam mal contra mim!
20 Tal seja, da parte do Senhor , o galardão dos meus contrários e dos que falam mal contra a minha alma.
21 Mas tu, ó Deus, meu Senhor age em meu favor por amor do teu nome; pois que é boa a tua benignidade, livra-me;
21 Mas tu, Senhor Deus, age por mim, por amor do teu nome; livra-me, porque é grande a tua misericórdia.
22 pois sou pobre e necessitado, e dentro de mim está ferido o meu coração.
22 Porque estou aflito e necessitado e, dentro de mim, sinto ferido o coração.
23 Eis que me vou como a sombra que declina; sou arrebatado como o gafanhoto.
23 Vou passando, como a sombra que declina; sou atirado para longe, como um gafanhoto.
24 Os meus joelhos estão enfraquecidos pelo jejum, e a minha carne perde a sua gordura.
24 De tanto jejuar, os joelhos me vacilam, e de magreza vai mirrando a minha carne.
25 Eu sou para eles objeto de opróbrio; ao me verem, meneiam a cabeça.
25 Tornei-me para eles objeto de opróbrio; quando me veem, meneiam a cabeça.
26 Ajuda-me, Senhor, Deus meu; salva-me segundo a tua benignidade.
26 Socorre, Senhor , Deus meu! Salva-me segundo a tua misericórdia.
27 Saibam que nisto está a tua mão, e que tu, Senhor, o fizeste.
27 Para que saibam vir isso das tuas mãos; que tu,
28 Amaldiçoem eles, mas abençoa tu; fiquem confundidos os meus adversários; mas alegre-se o teu servo!
28 Amaldiçoem eles, mas tu, abençoa; sejam confundidos os que contra mim se levantam; alegre-se, porém, o teu servo.
29 Vistam-se de ignomínia os meus acusadores, e cubram-se da sua própria vergonha como dum manto!
29 Cubram-se de ignomínia os meus adversários, e a sua própria confusão os envolva como uma túnica.
30 Muitas graças darei ao Senhor com a minha boca;
30 Muitas graças darei ao Senhor com os meus lábios; louvá-lo-ei no meio da multidão;
31 Pois ele se coloca à direita do poder, para o salvar dos que o condenam.
31 porque ele se põe à direita do pobre, para o livrar dos que lhe julgam a alma.

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