Provérbios 30

Versão Católica (VC, 2024) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Palavras de Agur, filho de Jaque, de Massa. Palavras desse homem: Eu me fatiguei por Deus, estou esgotado por Deus, eis-me entregue.
1 Palavras de Agur, filho de Jaque, de Massá. Disse o homem: Fatiguei-me, ó Deus; fatiguei-me, ó Deus, e estou exausto
2 Porque eu sou o mais insensato dos homens, não tenho a inteligência de um homem.
2 porque sou demasiadamente estúpido para ser homem; não tenho inteligência de homem,
3 Não aprendi a sabedoria e não conheci a ciência do Santo.
3 não aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo.
4 Quem subiu ao céu e quem dele desceu? Quem reteve o vento em suas mãos? Quem envolveu as águas em seu manto? Quem determinou as extremidades da terra? Qual é o seu nome, qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?
4 Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?
5 Toda a palavra de Deus é provada, é um escudo para quem se fia nele.
5 Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam.
6 Não acrescentes nada às suas palavras, para que ele não te corrija e sejas achado mentiroso.
6 Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso.
7 Eu te peço duas coisas, não mas negues antes de minha morte:
7 Duas coisas te peço; não mas negues, antes que eu morra:
8 afasta de mim falsidade e mentira, não me dês nem pobreza nem riqueza, concede-me o pão que me é necessário,
8 afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário;
9 para que, saciado, eu não te renegue, e não diga: Quem é o Senhor? Ou que, pobre, eu não roube, e não profane o nome do meu Deus.
9 para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus.
10 Não calunies um escravo junto de seu senhor, para que ele não te amaldiçoe e sofras o castigo.
10 Não calunies o servo diante de seu senhor, para que aquele te não amaldiçoe e fiques culpado.
11 Há uma raça que amaldiçoa seu pai e que não abençoa sua mãe.
11 Há daqueles que amaldiçoam a seu pai e que não bendizem a sua mãe.
12 Há uma raça que se julga pura e que não está limpa de sua mancha.
12 Há daqueles que são puros aos próprios olhos e que jamais foram lavados da sua imundícia.
13 Há uma raça , oh, cujos olhos são altivos, com pálpebras levantadas!
13 Há daqueles — quão altivos são os seus olhos e levantadas as suas pálpebras!
14 Há uma raça cujos dentes são espadas e os maxilares, facas, para devorar os desvalidos da terra e os indigentes dentre os homens.
14 Há daqueles cujos dentes são espadas, e cujos queixais são facas, para consumirem na terra os aflitos e os necessitados entre os homens.
15 A sanguessuga tem duas filhas: Dá! Dá! Há três coisas insaciáveis, quatro mesmo, que nunca dizem: Basta!
15 A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam, sim, quatro que não dizem: Basta!
16 A habitação dos mortos, o seio estéril, o solo que a água jamais sacia e o fogo que nunca diz: Basta!
16 Elas são a sepultura, a madre estéril, a terra, que se não farta de água, e o fogo, que nunca diz: Basta!
17 Os olhos de quem zomba do pai, de quem se recusa obedecer sua mãe: os corvos da torrente o arrebatarão, os filhos da águia o devorarão.
17 Os olhos de quem zomba do pai ou de quem despreza a obediência à sua mãe, corvos no ribeiro os arrancarão e pelos pintãos da águia serão comidos.
18 Há três coisas que me são mistério, quatro mesmo, que não compreendo:
18 Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, sim, há quatro que não entendo:
19 O vôo da águia nos céus, o rastejar da cobra no rochedo, a navegação de um navio em pleno mar, o caminho de um homem junto a uma jovem.
19 o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar e o caminho do homem com uma donzela.
20 Tal é o procedimento da mulher adúltera: come, depois limpa a boca, dizendo: Não fiz mal algum.
20 Tal é o caminho da mulher adúltera: come, e limpa a boca, e diz: Não cometi maldade.
21 Três coisas fazem tremer a terra, há mesmo quatro que ela não pode suportar:
21 Sob três coisas estremece a terra, sim, sob quatro não pode subsistir:
22 um escravo que se torna rei, um tolo que está farto de pão,
22 sob o servo quando se torna rei; sob o insensato quando anda farto de pão;
23 uma filha desprezada que se casa, uma serva que suplanta sua senhora.
23 sob a mulher desdenhada quando se casa; sob a serva quando se torna herdeira da sua senhora.
24 Há quatro animais pequenos na terra que, entretanto, são sábios, muito sábios:
24 Há quatro coisas mui pequenas na terra que, porém, são mais sábias que os sábios:
25 as formigas, povo sem força, que, durante o verão, preparam suas provisões,
25 as formigas, povo sem força; todavia, no verão preparam a sua comida;
26 os arganazes, povo sem poder, que fazem sua habitação nos rochedos,
26 os arganazes, povo não poderoso; contudo, fazem a sua casa nas rochas;
27 os gafanhotos, que não têm rei e avançam todos em bandos,
27 os gafanhotos não têm rei; contudo, marcham todos em bandos;
28 a lagartixa, que se pode pegar na mão e penetra nos palácios reais.
28 o geco, que se apanha com as mãos; contudo, está nos palácios dos reis.
29 Há três coisas que têm bela aparência, quatro mesmo, que andam garbosamente:
29 Há três que têm passo elegante, sim, quatro que andam airosamente:
30 O leão, o mais bravo dos animais, que não recua diante de nada,
30 O leão, o mais forte entre os animais, que por ninguém torna atrás;
31 o animal cingido pelos rins, o bode e o rei acompanhado de seu exército.
31 o galo, que anda ereto, o bode e o rei, a quem não se pode resistir.
32 Se tiveres a asneira de elevar-te a ti mesmo, refletindo nisso, depois, põe tua mão à boca,
32 Se procedeste insensatamente em te exaltares ou se maquinaste o mal, põe a mão na boca.
33 porque quem comprime o leite, tira dele a manteiga, quem aperta o nariz, faz jorrar o sangue, quem provoca a cólera, promove a disputa.
33 Porque o bater do leite produz manteiga, e o torcer do nariz produz sangue, e o açular a ira produz contendas.

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