Jó 4
Versão Católica (VC, 2024) vs NAA
1 Elifaz de Temã tomou a palavra nestes termos:
1 Então Elifaz, o temanita, tomou a palavra e disse:
2 Se arriscarmos uma palavra, talvez ficarás aflito, mas quem poderá impedir-me de falar?
2 “Se alguém tentar falar, você terá paciência para ouvir? Mas quem poderá conter as palavras?
3 Eis: exortaste muita gente, deste força a mãos débeis,
3 Veja bem! Você ensinou a muitos e fortaleceu mãos cansadas.
4 tuas palavras levantavam aqueles que caíam, fortificaste os joelhos vacilantes.
4 As suas palavras sustentaram os que tropeçavam, e você fortaleceu joelhos vacilantes.
5 Agora que é a tua vez, enfraqueces; quando és atingido, te perturbas.
5 Mas agora, quando chega a sua vez, você perde a paciência; ao ser atingido, você fica apavorado.
6 Não é tua piedade a tua esperança, e a integridade de tua vida, a tua segurança?
6 Você não tem confiança no seu temor a Deus? Não tem esperança na integridade dos seus caminhos?
7 Lembra-te: qual o inocente que pereceu? Ou quando foram destruídos os justos?
7 Pense bem: será que algum inocente já chegou a perecer? E onde os retos foram destruídos?
8 Tanto quanto eu saiba, os que praticam a iniqüidades e os que semeiam sofrimento, também os colhem.
8 Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles colhem.
9 Ao sopro de Deus eles perecem, e são aniquilados pelo vento de seu furor.
9 Com o hálito de Deus perecem; e com o sopro da sua ira são consumidos.
10 Urra o leão, e seu rugido é abafado; os dentes dos leõezinhos são quebrados.
10 Cessa o bramido do leão e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos são quebrados.
11 A fera morreu porque não tinha presa, e os filhotes da leoa são dispersados.
11 O leão morre, porque não há presa, e os filhos da leoa andam dispersos.”
12 Uma palavra chegou a mim furtivamente, meu ouvido percebeu o murmúrio,
12 “Uma palavra me foi trazida em segredo, e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
13 na confusão das visões da noite, na hora em que o sono se apodera dos humanos.
13 Entre pensamentos de visões noturnas, quando o sono profundo cai sobre as pessoas,
14 Assaltaram-me o medo e o terror, e sacudiram todos os meus ossos;
14 sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
15 um sopro perpassou pelo meu rosto, e fez arrepiar o pêlo de minha pele.
15 Então um espírito passou por diante de mim; e se arrepiaram os cabelos do meu corpo.
16 Lá estava um ser - não lhe vi o rosto - como um espectro sob meus olhos.
16 Ele parou, mas não reconheci a sua aparência. Um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz:
17 Ouvi uma débil voz: Pode um homem ser justo na presença de Deus, pode um mortal ser puro diante de seu Criador?
17 ‘Pode um mortal ser justo diante de Deus? Pode alguém ser puro diante do seu Criador?
18 Ele não confia nem em seus próprios servos; até mesmo em seus anjos encontra defeitos,
18 Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições;
19 quanto mais em seus hóspedes das casas de argila que têm o pó por fundamento! São esmagados como uma traça;
19 quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e que são esmagados como a traça!
20 entre a noite e a manhã são aniquilados; sem que neles se preste atenção, morrem para sempre.
20 Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que ninguém se importe com isso.
21 Não foi arrancada a estaca da tenda deles? Morrem por não terem conhecido a sabedoria.
21 Se o fio da vida lhes é cortado, morrem e não alcançam a sabedoria.’”
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