Jó 4

Versão Católica (VC, 2024) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Elifaz de Temã tomou a palavra nestes termos:
1 Então, respondeu Elifaz, o temanita, e disse:
2 Se arriscarmos uma palavra, talvez ficarás aflito, mas quem poderá impedir-me de falar?
2 Se intentar alguém falar-te, enfadar-te-ás? Quem, todavia, poderá conter as palavras?
3 Eis: exortaste muita gente, deste força a mãos débeis,
3 Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas.
4 tuas palavras levantavam aqueles que caíam, fortificaste os joelhos vacilantes.
4 As tuas palavras têm sustentado aos que tropeçavam, e os joelhos vacilantes tens fortificado.
5 Agora que é a tua vez, enfraqueces; quando és atingido, te perturbas.
5 Mas agora, em chegando a tua vez, tu te enfadas; sendo tu atingido, te perturbas.
6 Não é tua piedade a tua esperança, e a integridade de tua vida, a tua segurança?
6 Porventura, não é o teu temor de Deus aquilo em que confias, e a tua esperança, a retidão dos teus caminhos?
7 Lembra-te: qual o inocente que pereceu? Ou quando foram destruídos os justos?
7 Lembra-te: acaso, já pereceu algum inocente? E onde foram os retos destruídos?
8 Tanto quanto eu saiba, os que praticam a iniqüidades e os que semeiam sofrimento, também os colhem.
8 Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles segam.
9 Ao sopro de Deus eles perecem, e são aniquilados pelo vento de seu furor.
9 Com o hálito de Deus perecem; e com o assopro da sua ira se consomem.
10 Urra o leão, e seu rugido é abafado; os dentes dos leõezinhos são quebrados.
10 Cessa o bramido do leão e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebram.
11 A fera morreu porque não tinha presa, e os filhotes da leoa são dispersados.
11 Perece o leão, porque não há presa, e os filhos da leoa andam dispersos.
12 Uma palavra chegou a mim furtivamente, meu ouvido percebeu o murmúrio,
12 Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
13 na confusão das visões da noite, na hora em que o sono se apodera dos humanos.
13 Entre pensamentos de visões noturnas, quando profundo sono cai sobre os homens,
14 Assaltaram-me o medo e o terror, e sacudiram todos os meus ossos;
14 sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
15 um sopro perpassou pelo meu rosto, e fez arrepiar o pêlo de minha pele.
15 Então, um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos do meu corpo;
16 Lá estava um ser - não lhe vi o rosto - como um espectro sob meus olhos.
16 parou ele, mas não lhe discerni a aparência; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz:
17 Ouvi uma débil voz: Pode um homem ser justo na presença de Deus, pode um mortal ser puro diante de seu Criador?
17 Seria, porventura, o mortal justo diante de Deus? Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador?
18 Ele não confia nem em seus próprios servos; até mesmo em seus anjos encontra defeitos,
18 Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições;
19 quanto mais em seus hóspedes das casas de argila que têm o pó por fundamento! São esmagados como uma traça;
19 quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça!
20 entre a noite e a manhã são aniquilados; sem que neles se preste atenção, morrem para sempre.
20 Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que disso se faça caso.
21 Não foi arrancada a estaca da tenda deles? Morrem por não terem conhecido a sabedoria.
21 Se se lhes corta o fio da vida, morrem e não atingem a sabedoria.

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