Jó 39

Versão Católica (VC, 2024) vs NTLH

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NTLH Nova Tradução na Linguagem de Hoje 2000
1 Conheces o tempo em que as cabras monteses dão à luz nos rochedos? Observaste o parto das corças?
1 “Você sabe quando nascem os cabritos selvagens ou já viu nascerem as
2 Contaste os meses de sua gravidez, e sabes o tempo de seu parto?
2 Você sabe quantos meses as suas fêmeas levam para darem cria ou qual é o momento do parto?
3 Elas se abaixam e dão cria, e se livram de suas dores.
3 Você sabe quando elas se abaixam para dar cria, trazendo a este mundo os seus filhotes?
4 Seus filhos tornam-se fortes e crescem nos campos, apartam-se delas e não voltam mais.
4 Os filhotes crescem fortes, no campo; depois vão embora e não voltam mais.
5 Quem pôs o asno em liberdade, quem rompeu os laços do burro selvagem?
5 “Quem deu a liberdade aos jumentos selvagens? Quem os deixou andar soltos, à vontade?
6 Dei-lhe o deserto por morada, a planície salgada como lugar de habitação;
6 Eu lhes dei o deserto para ser a sua casa e os deixei viver nas terras salgadas.
7 ele ri-se do tumulto da cidade, não escuta os gritos do cocheiro,
7 Eles não querem saber do barulho das cidades; não podem ser domados, nem obrigados a levar cargas.
8 explora as montanhas, sua pastagem, e nela anda buscando tudo o que está verde.
8 Eles pastam nas montanhas, onde procuram qualquer erva verde para comer.
9 Quererá servir-te o boi selvagem, ou quererá passar a noite em teu estábulo?
9 “Será que um touro selvagem vai querer trabalhar para você? Será que ele vai passar a noite no seu curral?
10 Porás uma corda em seu pescoço, ou fenderá ele atrás de ti os teus sulcos?
10 Será que você consegue prendê-lo com cordas ao arado a fim de arar a terra ou puxar o rastelo?
11 Fiarás nele porque sua força é grande, e lhe deixarás o cuidado de teu trabalho?
11 Será que você pode confiar na grande força que ele tem, deixando por conta dele o trabalho pesado que há para fazer?
12 Contarás com ele para que te traga para a casa o que semeaste, e que te encha a tua eira?
12 Você espera que ele traga o trigo que você colher e o amontoe no terreiro?
13 A asa da avestruz bate alegremente, não tem asas nem penas bondosas...
13 “Como batem rápidas as asas da avestruz! Mas nenhuma avestruz voa como a cegonha.
14 Ela abandona os seus ovos na terra, e os deixa aquecer no solo,
14 A avestruz põe os seus ovos no chão para que a areia quente os faça chocar.
15 não pensando que um pé poderá pisá-los e que animais selvagens poderão quebrá-los.
15 Ela nem pensa que alguém vai pisá-los ou que algum animal selvagem pode esmagá-los.
16 É cruel com seus filhinhos, como se não fossem seus; não se incomoda de ter sofrido em vão,
16 Ela age como se os ovos não fossem seus e não se importa que os seus esforços fiquem perdidos.
17 pois Deus lhe negou a sabedoria e não lhe abriu a inteligência.
17 Fui eu que a fiz assim, sem juízo, e não lhe dei sabedoria.
18 Mas quando alça o vôo, ri-se do cavalo e de seu cavaleiro.
18 Porém, quando ela corre, corre tão depressa, que zomba de qualquer cavalo e cavaleiro.
19 És tu que dás o vigor ao cavalo, e foste tu que enfeitaste seu pescoço com uma crina ondulante?
19 “Jó, por acaso, foi você quem fez os cavalos tão fortes? Foi você quem enfeitou o pescoço deles com a crina?
20 Que o fazes saltar como um gafanhoto, relinchando terrivelmente?
20 É você quem os faz pular como gafanhotos e assustar as pessoas com os seus rinchos?
21 Orgulhoso de sua força, escava a terra com a pata, atira-se à frente das armas.
21 Impacientes, eles cavoucam o chão com as patas e correm para a batalha com todas as suas forças.
22 Ri-se do medo, nada o assusta, não recua diante da espada.
22 Eles não têm medo. Nada os assusta, e a espada não os faz recuar.
23 Sobre ele ressoa a aljava, o ferro brilhante da lança e o dardo;
23 Por cima deles, as flechas assobiam, e as lanças e os
24 tremendo de impaciência, devora o espaço, o som da trombeta não o deixa no lugar.
24 Tremendo de impaciência, eles saem galopando e, quando a corneta soa, não podem parar quietos.
25 Ao sinal do clarim, diz: Vamos! De longe fareja a batalha, a voz troante dos chefes e o alarido dos guerreiros.
25 Eles respondem com rinchos aos toques das cornetas; de longe sentem o cheiro da batalha e ouvem a gritaria e as ordens de comando.
26 É graças à tua sabedoria que o falcão alça o vôo, e desdobra as suas asas em direção ao meio-dia?
26 “É você quem ensina o gavião a voar e abrir as asas no seu voo para o Sul?
27 É por tua ordem que a águia levanta o vôo, e faz seu ninho nas alturas?
27 Será que a águia espera que você dê ordem a fim de que ela faça o seu ninho lá no alto?
28 Ela habita o rochedo, e nele passa a noite, sobre a ponta rochosa e o cimo escarpado.
28 Ela mora nas pedras mais altas e no alto das rochas constrói o seu ninho seguro.
29 De lá espia sua presa, seus olhos penetram as distâncias.
29 Dali enxerga o animal que ela vai atacar, os seus olhos o avistam de longe.
30 Seus filhinhos se alimentam de sangue; onde quer que haja cadáveres, ali está ela.
30 Onde há um animal morto, aí se ajuntam as águias, e os filhotes chupam o sangue.”

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