Jó 28
Versão Católica (VC, 2024) vs ARC
1 Há lugares de onde se tira a prata, lugares onde o ouro é apurado;
1 Na verdade, há veios de onde se extrai a prata, e, para o ouro, lugar em que o derretem.
2 o ferro é extraído do solo, o cobre é extraído de uma pedra fundida.
2 O ferro tira-se da terra, e da pedra se funde o metal.
3 Foi posto um fim às trevas, escavaram-se as últimas profundidades da rocha obscura e sombria.
3 O homem pôs fim às trevas e até à extremidade ele esquadrinha, procurando as pedras na escuridão e na sombra da morte.
4 Longe dos lugares habitados {o mineiro} abre galerias que são ignoradas pelos pés dos transeuntes; suspenso, vacila longe dos humanos.
4 Trasborda o ribeiro até ao que junto dele habita, de maneira que se não pode passar a pé; então, intervém o homem, e as águas se vão.
5 A terra, que produz o pão, é sacudida em suas entranhas como se fosse pelo fogo.
5 A terra, de onde procede o pão, embaixo é revolvida como por fogo.
6 As rochas encerram a safira, assim como o pó do ouro.
6 As suas pedras são o lugar da safira e têm pós de ouro.
7 A águia não conhece a vereda, o olho do abutre não a viu;
7 Essa vereda, a ignora a ave de rapina, e não a viram os olhos da gralha.
8 os altivos animais não a pisaram, o leão não passou por ela.
8 Nunca a pisaram filhos de animais altivos, nem o feroz leão passou por ela.
9 O homem põe a mão no sílex, derruba as montanhas pela base;
9 Ele estende a sua mão contra o rochedo, e revolve os montes desde as suas raízes.
10 fura galerias nos rochedos, o olho pode ver nelas todos os tesouros.
10 Dos rochedos faz sair rios, e o seu olho descobre todas as coisas preciosas.
11 Explora as nascentes dos rios, e põe a descoberto o que estava escondido.
11 Os rios tapa, e nem uma gota sai deles, e tira para a luz o que estava escondido.
12 Mas a sabedoria, de onde sai ela? Onde está o jazigo da inteligência?
12 Mas onde se achará a sabedoria? E onde está o lugar da inteligência?
13 O homem ignora o caminho dela, ninguém a encontra na terra dos vivos.
13 O homem não lhe conhece o valor; não se acha na terra dos viventes.
14 O abismo diz: Ela não está em mim. Não está comigo, diz o mar.
14 O abismo diz: Não está em mim; e o mar diz: Ela não está comigo.
15 Não pode ser adquirida com ouro maciço, não pode ser comprada a peso de prata.
15 Não se dará por ela ouro fino, nem se pesará prata em câmbio dela.
16 Não pode ser posta em balança com o ouro de Ofir, com o ônix precioso ou a safira.
16 Nem se pode comprar por ouro fino de Ofir, nem pelo precioso ônix, nem pela safira.
17 Não pode ser comparada nem ao ouro nem ao vidro, ninguém a troca por vaso de ouro fino.
17 Com ela se não pode comparar o ouro ou o cristal; nem se trocará por joia de ouro fino.
18 Quanto ao coral e ao cristal, nem se fala, a sabedoria vale mais do que as pérolas.
18 Ela faz esquecer o coral e as pérolas; porque a aquisição da sabedoria é melhor que a dos rubis.
19 Não pode ser igualada ao topázio da Etiópia, não pode ser equiparada ao mais puro ouro.
19 Não se lhe igualará o topázio da Etiópia, nem se pode comprar por ouro puro.
20 De onde vem, pois, a sabedoria? Onde está o jazigo da inteligência?
20 De onde, pois, vem a sabedoria, e onde está o lugar da inteligência?
21 Um véu a oculta de todos os viventes, até das aves do céu ela se esconde.
21 Porque está encoberta aos olhos de todo vivente e oculta às aves do céu.
22 Dizem o inferno e a morte: Apenas ouvimos falar dela.
22 A perdição e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama.
23 Deus conhece o caminho para encontrá-la, é ele quem sabe o seu lugar,
23 Deus entende o seu caminho, e ele sabe o seu lugar.
24 porque ele vê até os confins da terra, e enxerga tudo o que há debaixo do céu.
24 Porque ele vê as extremidades da terra; e vê tudo o que há debaixo dos céus.
25 Quando ele se ocupava em pesar os ventos, e em regular a medida das águas,
25 Quando deu peso ao vento e tomou a medida das águas;
26 quando fixava as leis da chuva, e traçava uma rota aos relâmpagos,
26 quando prescreveu uma lei para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões,
27 então a viu e a descreveu, penetrou-a e escrutou-a.
27 então, a viu e a manifestou; estabeleceu-a e também a esquadrinhou.
28 Depois disse ao homem: O temor do Senhor, eis a sabedoria; fugir do mal, eis a inteligência.
28 Mas disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência.
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