Isaías 5

Versão Católica (VC, 2024) vs NTLH

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NTLH Nova Tradução na Linguagem de Hoje 2000
1 Eu quero cantar para o meu amigo seu canto de amor a respeito de sua vinha: meu amigo possuía uma vinha num outeiro fértil.
1 Vou cantar agora para o meu amigo uma canção a respeito da sua plantação de uvas. O meu amigo fez essa plantação num lugar onde a terra era boa.
2 Ele a cavou e tirou dela as pedras; plantou-a de cepas escolhidas. Edificou-lhe uma torre no meio, e construiu aí um lagar. E contava com uma colheita de uvas, mas ela só produziu agraço.
2 Ele cavou o chão, tirou as pedras e plantou as melhores mudas de uva. No centro do terreno, ele construiu uma torre para o vigia e fez também um tanque para esmagar as uvas. Esperava que as mas deram somente uvas azedas.
3 E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e minha vinha.
3 Agora o meu amigo diz: “Moradores de Jerusalém e povo de Judá, digam se a culpa é minha ou da minha plantação de uvas.
4 Que se poderia fazer por minha vinha, que eu não tenha feito? Por que, quando eu esperava vê-la produzir uvas, só deu agraço?
4 Fiz por ela tudo o que podia; então, por que produziu uvas azedas em vez das uvas doces que eu esperava?
5 Pois bem, mostrar-vos-ei agora o que hei de fazer à minha vinha: arrancar-lhe-ei a sebe para que ela sirva de pasto, derrubarei o muro para que seja pisada.
5 “Agora eu lhes digo o que vou fazer com a minha plantação de uvas: vou tirar a cerca e derrubar os muros que a protegem e vou deixar que os animais invadam a plantação e acabem com as parreiras.
6 Eu a farei devastada; não será podada nem cavada, e nela crescerão apenas sarças e espinhos; vedarei às nuvens derramar chuva sobre ela.
6 A plantação ficará abandonada; as parreiras não serão podadas, e a terra não será cultivada; o mato e os espinheiros tomarão conta dela. Também darei ordem às nuvens para que não deixem cair chuva na minha plantação.”
7 A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta de sua predileção. Esperei deles a prática da justiça, e eis o sangue derramado; esperei a retidão, e eis os gritos de socorro.
7 A plantação de uvas do Senhor Todo-Poderoso, as parreiras de que ele tanto gosta são o povo de Israel e o povo de Judá. Deus esperava que eles obedecessem à sua mas ele os viu cometendo crimes de morte; esperava que fizessem o que é direito, mas só ouviu as suas vítimas gritando por socorro.
8 Ai de vós, que ajuntais casa a casa, e que acrescentais campo a campo, até que não haja mais lugar, e que sejais os únicos proprietários da terra.
8 Ai de vocês que compram casas e mais casas, que se tornam donos de mais e mais terrenos! Daqui a pouco não haverá mais lugar para os outros morarem, e vocês serão os únicos moradores do país.
9 Os meus ouvidos ouviram ainda este juramento do Senhor dos exércitos: Grande número de casas, eu o juro, será devastado, grandes e magníficas herdades ficarão desabitadas.
9 Ouvi o Senhor Todo-Poderoso dizer isto: “As grandes e belas mansões serão destruídas, e ninguém ficará morando nelas.
10 Dez jeiras de vinha não produzirão mais que um bato, e um homer de semente não dará mais que um efá.
10 Um alqueire de parreiras dará somente uns vinte litros de vinho, e cem quilos de sementes produzirão somente dez quilos de trigo.”
11 Ai daqueles que desde a manhã procuram a bebida, e que se retardam à noite nas excitações do vinho!
11 Ai dos que passam o dia inteiro bebendo cerveja e vinho, desde a madrugada até tarde da noite, e ficam completamente bêbados!
12 Amantes da cítara e da harpa, do tamborim e da flauta, e do vinho em seus banquetes, mas para as obras do Senhor não têm um olhar sequer, e não enxergam a obra de suas mãos.
12 Nas suas festas há música de harpas e de liras , de pandeiros e de flautas e muito vinho para beber. Eles não se importam com os planos de Deus, o nem levam em conta o que ele está fazendo.
13 Por causa disso meu povo será desterrado sem nada pressentir. Sua nobreza será atenazada pela fome, e a multidão, mirrada pela sede.
13 Portanto, por causa da sua desobediência, o meu povo será levado prisioneiro para fora do país. O povo e as autoridades morrerão de fome e de sede.
14 Por isso a morada dos mortos se alargará, e abrirá desmesuradamente a boca. O esplendor {de Sião} e sua multidão barulhenta, seu alvoroço e sua alegria desaparecerão dela.
14 O mundo dos mortos , como se fosse uma fera faminta, abrirá a sua boca enorme e engolirá o povo e as autoridades, toda essa gente que vive nas farras e nas orgias.
15 O homem será curvado, os grandes serão humilhados, os olhares altivos serão abatidos,
15 Todos ficarão envergonhados, e os orgulhosos serão humilhados.
16 e o Senhor dos exércitos triunfará no juízo; o Deus santo mostrar-se-á como tal, fazendo justiça.
16 Mas o Senhor Todo-Poderoso fará o que é direito e assim mostrará a sua grandeza; Deus fará o que é certo, e assim todos ficarão sabendo que ele é santo.
17 Os cordeiros serão apascentados nesses lugares como em suas pastagens, e sobre as ruínas pastarão os cabritos.
17 As cidades virarão montões de ruínas, e ali as ovelhas e os cabritinhos encontrarão pasto.
18 Ai daqueles que arrastam a correção com as cordas da indisciplina, e a pena do pecado como com os tirantes de um carro!
18 Ai dos que se amarram aos seus pecados com mentiras! Eles andam arrastando a sua maldade como quem puxa um carro
19 {Ai} daqueles que dizem: Que ele se avie, que faça já sua obra, a fim de que a vejamos. Que o plano do Santo de Israel se execute para que o conheçamos!
19 e dizem: “Que Deus se apresse e faça logo o que vai fazer para que nós fiquemos sabendo o que é! Que o Santo Deus de Israel realize depressa os seus planos para que nós possamos conhecê-los!”
20 Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!
20 Ai dos que chamam de mau aquilo que é bom e que chamam de bom aquilo que é mau; que fazem a luz virar escuridão e a escuridão virar luz; que fazem o amargo ficar doce e o que é doce ficar amargo!
21 Ai daqueles que são sábios aos próprios olhos, e prudentes em seu próprio juízo!
21 Ai dos que acham que são sábios, dos que pensam que sabem tudo!
22 Ai daqueles que põem sua bravura em beber vinho, e sua coragem em misturar licores;
22 Ai dos que são campeões de beber vinho, que vencem apostas de misturar bebidas alcoólicas;
23 {ai} daqueles que, por uma dádiva, absolvem o culpado, e negam justiça àquele que tem o direito a seu lado!
23 que aceitam dinheiro para torcer a justiça, deixando livres os culpados e condenando os inocentes!
24 Por isso, assim como a palhoça é devorada por uma língua de fogo, e como a palha é consumida pela chama, assim a raiz deles sucumbirá na podridão e sua flor voará como a poeira, porque repudiaram a lei do Senhor dos exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel.
24 Portanto, assim como o fogo queima a palha, e as chamas acabam com a grama seca, assim também vocês desaparecerão. Serão como plantas cujas raízes ficam podres e cujas flores são levadas pelo vento como se fossem pó. Pois vocês desobedeceram às e desprezaram os mandamentos do Santo Deus de Israel.
25 Por isso o furor do Senhor se inflama contra seu povo, apodera-se dele e o castiga; os montes tremem, seus cadáveres, como carniça, jazem nas ruas. Entretanto, sua cólera não se aplacou, e sua mão está prestes a precipitar-se.
25 Por isso, o Senhor ficou irado com o seu povo; ele levantou a mão e os castigou. As montanhas tremeram, e os corpos dos mortos ficaram largados nas ruas como lixo. Mesmo assim, a ira de Deus não passou; a sua mão continua levantada para castigar.
26 Ele arvora uma bandeira para chamar uma nação longínqua, assobia para fazê-la vir dos confins da terra, e ei-la que, ágil, acorre às pressas.
26 O Senhor levanta uma bandeira para chamar uma nação que fica lá no fim do mundo; com um assobio, ele chama o povo daquele país distante, e eles vêm correndo com muita rapidez.
27 Ninguém dentre eles se arrasta ou tropeça, ninguém dorme nem cochila; ninguém desata a cinta de seus rins, nem desaperta a correia dos sapatos.
27 Nenhum dos seus soldados se cansa ou tropeça, nenhum descansa ou dorme. Eles estão preparados para lutar: os cinturões estão bem apertados, e as tiras das sandálias não se arrebentam.
28 Agudas são as suas flechas e todos os seus arcos, entesados. Os cascos de seus cavalos são {duros} como a pederneira, e as rodas de seus carros assemelham-se à tempestade.
28 As suas flechas são pontudas, e os seus arcos estão prontos para atirar. Os cascos dos seus cavalos são duros como pedra, e as rodas dos seus carros de guerra parecem redemoinhos.
29 É {como} o rugido da leoa, e o rosnar do leãozinho. Ele brame e agarra a sua presa, e a carrega sem que ninguém lha arrebate.
29 Esses soldados rugem como leões, como leões ferozes que matam um animal e, rosnando, o arrastam para um lugar onde ninguém o pode arrancar deles.
30 Naquele tempo, um estrondo, semelhante ao bramido do mar, retumbará contra ele. Quando olhar a terra, só verá trevas e angústia, e no céu se estenderão nuvens tenebrosas.
30 Quando chegar aquele dia, esse povo rugirá como o mar contra o povo de Israel. Se alguém olhar para a terra, verá somente escuridão e tristeza e nuvens negras escondendo a luz.

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