Isaías 5

Versão Católica (VC, 2024) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Eu quero cantar para o meu amigo seu canto de amor a respeito de sua vinha: meu amigo possuía uma vinha num outeiro fértil.
1 Agora cantarei ao meu amado o seu cântico a respeito da sua vinha. O meu amado teve uma vinha numa colina fértil.
2 Ele a cavou e tirou dela as pedras; plantou-a de cepas escolhidas. Edificou-lhe uma torre no meio, e construiu aí um lagar. E contava com uma colheita de uvas, mas ela só produziu agraço.
2 Ele cavou a terra, tirou as pedras e plantou as melhores mudas de videira. No meio da vinha ele construiu uma torre e fez também um lagar. Ele esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas.
3 E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e minha vinha.
3 “E agora, ó moradores de Jerusalém e homens de Judá, peço que julguem entre mim e a minha vinha.
4 Que se poderia fazer por minha vinha, que eu não tenha feito? Por que, quando eu esperava vê-la produzir uvas, só deu agraço?
4 Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu não lhe tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?”
5 Pois bem, mostrar-vos-ei agora o que hei de fazer à minha vinha: arrancar-lhe-ei a sebe para que ela sirva de pasto, derrubarei o muro para que seja pisada.
5 “E agora lhes darei a conhecer o que pretendo fazer com a minha vinha: vou tirar a cerca que está ao redor, para que a vinha sirva de pasto; derrubarei o seu muro, para que ela seja pisoteada.
6 Eu a farei devastada; não será podada nem cavada, e nela crescerão apenas sarças e espinhos; vedarei às nuvens derramar chuva sobre ela.
6 Farei dela um lugar abandonado; não será podada, nem cavada, mas crescerão nela espinheiros e ervas daninhas. Também darei ordem às nuvens para que não derramem chuva sobre ela.”
7 A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta de sua predileção. Esperei deles a prática da justiça, e eis o sangue derramado; esperei a retidão, e eis os gritos de socorro.
7 Porque a vinha do é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta preferida do Este esperava retidão, mas eis aí opressão; esperava justiça, mas eis aí clamor por causa da injustiça.
8 Ai de vós, que ajuntais casa a casa, e que acrescentais campo a campo, até que não haja mais lugar, e que sejais os únicos proprietários da terra.
8 Ai dos que ajuntam casas e mais casas, reúnem para si campos e mais campos, até que não haja mais lugar, e ficam como únicos moradores no meio da terra!
9 Os meus ouvidos ouviram ainda este juramento do Senhor dos exércitos: Grande número de casas, eu o juro, será devastado, grandes e magníficas herdades ficarão desabitadas.
9 Eu ouvi o Senhor dos Exércitos dizer isto: “Na verdade, muitas casas ficarão desertas, até as grandes e belas ficarão sem moradores.
10 Dez jeiras de vinha não produzirão mais que um bato, e um homer de semente não dará mais que um efá.
10 Uma grande vinha produzirá somente alguns litros de vinho, e um saco cheio de semente não dará mais do que alguns quilos de trigo.”
11 Ai daqueles que desde a manhã procuram a bebida, e que se retardam à noite nas excitações do vinho!
11 Ai dos que se levantam pela manhã para logo se embriagarem, e continuam até alta noite, até que o vinho os esquente!
12 Amantes da cítara e da harpa, do tamborim e da flauta, e do vinho em seus banquetes, mas para as obras do Senhor não têm um olhar sequer, e não enxergam a obra de suas mãos.
12 Liras e harpas, tamborins e flautas — e vinho — não faltam nos seus banquetes; porém não consideram os feitos do nem olham para as obras das suas mãos.
13 Por causa disso meu povo será desterrado sem nada pressentir. Sua nobreza será atenazada pela fome, e a multidão, mirrada pela sede.
13 Portanto, o meu povo será levado cativo por falta de entendimento; os seus nobres passarão fome, e o povo simples morrerá de sede.
14 Por isso a morada dos mortos se alargará, e abrirá desmesuradamente a boca. O esplendor {de Sião} e sua multidão barulhenta, seu alvoroço e sua alegria desaparecerão dela.
14 Por isso, a sepultura aumentou o seu apetite e abriu ao máximo a sua boca. Para lá desce o esplendor de Jerusalém e a sua multidão, o seu ruído e os que nela se alegram.
15 O homem será curvado, os grandes serão humilhados, os olhares altivos serão abatidos,
15 Então o povo será abatido e as pessoas se humilharão; e os olhos dos orgulhosos serão humilhados.
16 e o Senhor dos exércitos triunfará no juízo; o Deus santo mostrar-se-á como tal, fazendo justiça.
16 Mas o Senhor dos Exércitos será exaltado em juízo; Deus, o Santo, será santificado em justiça.
17 Os cordeiros serão apascentados nesses lugares como em suas pastagens, e sobre as ruínas pastarão os cabritos.
17 Então os cordeiros pastarão ali como se estivessem no seu pasto; e os nômades se nutrirão dos campos que os ricos deixaram abandonados.
18 Ai daqueles que arrastam a correção com as cordas da indisciplina, e a pena do pecado como com os tirantes de um carro!
18 Ai dos que puxam para si a iniquidade com cordões de injustiça, que puxam o pecado como se faz com as cordas de uma carroça!
19 {Ai} daqueles que dizem: Que ele se avie, que faça já sua obra, a fim de que a vejamos. Que o plano do Santo de Israel se execute para que o conheçamos!
19 E dizem: “Que Deus se apresse e termine logo a sua obra, para que a vejamos! Que se aproxime e se manifeste o conselho do Santo de Israel, para que o conheçamos!”
20 Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!
20 Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem chamam mal; que fazem das trevas luz e da luz fazem trevas; que mudam o amargo em doce e o doce mudam em amargo!
21 Ai daqueles que são sábios aos próprios olhos, e prudentes em seu próprio juízo!
21 Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e inteligentes em seu próprio conceito!
22 Ai daqueles que põem sua bravura em beber vinho, e sua coragem em misturar licores;
22 Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte;
23 {ai} daqueles que, por uma dádiva, absolvem o culpado, e negam justiça àquele que tem o direito a seu lado!
23 que por suborno justificam o ímpio, mas ao justo negam justiça!
24 Por isso, assim como a palhoça é devorada por uma língua de fogo, e como a palha é consumida pela chama, assim a raiz deles sucumbirá na podridão e sua flor voará como a poeira, porque repudiaram a lei do Senhor dos exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel.
24 Portanto, assim como as labaredas consomem a palha, e a erva seca se desfaz pela chama, assim a raiz deles será como podridão, e a flor deles subirá como pó; porque rejeitaram a lei do e desprezaram a palavra do Santo de Israel.
25 Por isso o furor do Senhor se inflama contra seu povo, apodera-se dele e o castiga; os montes tremem, seus cadáveres, como carniça, jazem nas ruas. Entretanto, sua cólera não se aplacou, e sua mão está prestes a precipitar-se.
25 Por isso, a ira do Senhor se acendeu contra o seu povo, povo contra o qual estendeu a mão e ao qual castigou. Os montes tremeram e os seus cadáveres são como lixo no meio das ruas. Nem com tudo isto se desviou a ira de Deus, e a mão dele continua estendida.
26 Ele arvora uma bandeira para chamar uma nação longínqua, assobia para fazê-la vir dos confins da terra, e ei-la que, ágil, acorre às pressas.
26 Ele levantará um estandarte para as nações distantes e lhes assobiará para que venham das extremidades da terra; e eis que elas vêm rapidamente, com toda pressa.
27 Ninguém dentre eles se arrasta ou tropeça, ninguém dorme nem cochila; ninguém desata a cinta de seus rins, nem desaperta a correia dos sapatos.
27 Não há entre elas quem esteja cansado, nem quem tropece; ninguém dormita, nem dorme. Eles não desatam o cinto dos seus lombos, e as correias das suas sandálias não se rompem.
28 Agudas são as suas flechas e todos os seus arcos, entesados. Os cascos de seus cavalos são {duros} como a pederneira, e as rodas de seus carros assemelham-se à tempestade.
28 As suas flechas são afiadas, e todos os seus arcos, entesados. Os cascos dos seus cavalos são duros como pedra, e as rodas dos seus carros de guerra são como um redemoinho.
29 É {como} o rugido da leoa, e o rosnar do leãozinho. Ele brame e agarra a sua presa, e a carrega sem que ninguém lha arrebate.
29 O rugido deles é como o do leão; rugem como filhos de leão, e, rosnando, arrebatam a presa e a levam, e não há quem a livre.
30 Naquele tempo, um estrondo, semelhante ao bramido do mar, retumbará contra ele. Quando olhar a terra, só verá trevas e angústia, e no céu se estenderão nuvens tenebrosas.
30 Naquele dia, o bramido contra eles será como o bramido do mar; se alguém olhar para a terra, eis que só haverá trevas e angústia; a luz se escurecerá em densas nuvens.

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