Cânticos 2

VulgConte: Vulgata Clementina, Conte editore (SM_VULGCONTE) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Ego flos campi, et lilium convallium.
1 Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.
2 Sicut lilium inter spinas, sic amica mea inter filias.
2 Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amiga entre as filhas.
3 Sicut malus inter ligna silvarum, sic dilectus meus inter filios. Sub umbra illius quem desideraveram, sedi: et fructus eius dulcis gutturi meo.
3 Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; desejo muito a sua sombra e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar.
4 Introduxit me in cellam vinariam, ordinavit in me charitatem.
4 Levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor.
5 Fulcite me floribus, stipate me malis: quia amore langueo.
5 Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor.
6 Læva eius sub capite meo, et dextera illius amplexabitur me.
6 A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace.
7 Adiuro vos filiæ Ierusalem per capreas, cervosque camporum, ne suscitetis, neque evigilare faciatis dilectam, quoadusque ipsa velit.
7 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.
8 Vox dilecti mei, ecce iste venit saliens in montibus, transiliens colles:
8 Esta é a voz do meu amado; ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros.
9 similis est dilectus meus capreæ, hinnuloque cervorum.
9 O meu amado é semelhante ao gamo ou ao filho do corço; eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, reluzindo pelas grades.
10 En ipse stat post parietem nostrum respiciens per fenestras, prospiciens per cancellos.
10 O meu amado fala e me diz: Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem.
11 En dilectus meus loquitur mihi:
11 Porque eis que passou o inverno: a chuva cessou e se foi.
12 Surge, propera amica mea, columba mea, formosa mea, et veni.
12 Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra.
13 Iam enim hiems transiit, imber abiit, et recessit.
13 A figueira já deu os seus figuinhos, e as vides em flor exalam o seu aroma. Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem.
14 Flores apparuerunt in terra nostra, tempus putationis advenit: vox turturis audita est in terra nostra:
14 Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face, aprazível.
15 ficus protulit grossos suos: vineæ florentes dederunt odorem suum. Surge, amica mea, speciosa mea, et veni:
15 Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.
16 columba mea in foraminibus petræ, in caverna maceriæ, ostende mihi faciem tuam, sonet vox tua in auribus meis: vox enim tua dulcis, et facies tua decora.
16 O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios.
17 Capite nobis vulpes parvulas, quæ demoliuntur vineas: nam vinea nostra floruit. Dilectus meus mihi, et ego illi, qui pascitur inter lilia donec aspiret dies, et inclinentur umbræ. Revertere: similis esto, dilecte mi, capreæ, hinnuloque cervorum super montes Bether.
17 Antes que refresque o dia e caiam as sombras, volta, amado meu; faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos corços sobre os montes de Beter.

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