Jó 6
SpaPlatense: Biblia Platense (Straubinger) (SM_SPAPLATENSE) vs ARC
ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Respondió Job y dijo:
1 Então, Jó respondeu e disse:
2 “¡Oh! ¡Si pudiera pesarse mi aflicción, ponerse en balanza toda mi calamidad!
2 Oh! Se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança!
3 Pesarían más que la arena del mar. Por eso mis palabras son sin moderación.
3 Porque, na verdade, mais pesada seria do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido inconsideradas.
4 Pues las saetas del Omnipotente se han clavado en mí, y mi espíritu bebe su veneno; los terrores de Dios me combaten.
4 Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, e o seu ardente veneno, o bebe o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim.
5 ¿Acaso el asno montés rebuzna teniendo hierba? ¿muge el buey si tiene su forraje?
5 Porventura, zurrará o jumento montês junto à relva? Ou berrará o boi junto ao seu pasto?
6 ¿Acaso se puede comer un manjar insípido, sin sal, o gustar el jugo de plantas sin sabor?
6 Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?
7 Las cosas que mi alma rehúsa tocar, son mi repugnante comida.
7 A minha alma recusa tocar em vossas palavras, pois são como a minha comida fastienta.
8 ¡Ojalá que se cumpliese mi petición! y que Dios me diera lo que deseo:
8 Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero!
9 que quiera Dios acabar conmigo, que soltara su mano para cortarme (la vida).
9 E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e acabasse comigo!
10 Entonces me quedaría al menos este consuelo, —y por eso brincaría de gozo aunque Él me aplasta— que no he traspasado las palabras del Santo.
10 Isto ainda seria a minha consolação e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não repulsei as palavras do Santo.
11 Pero ¿cuál es mi fuerza para esperar todavía, y cuál mi fin, para tener aún paciencia?
11 Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que prolongue a minha vida?
12 ¿Es acaso mi fuerza la de las piedras; o es de bronce mi carne?
12 É, porventura, a minha força a força da pedra? Ou é de cobre a minha carne?
13 ¿No estoy privado de toda ayuda? ¿No se ha apartado de mí todo auxilio?
13 Está em mim a minha ajuda? Não me desamparou todo auxílio eficaz?
14 El abatido tiene derecho a la compasión de su amigo, a menos que este abandone el temor del Omnipotente.
14 Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso.
15 Mis hermanos son falaces como un arroyo seco, pasan como las aguas torrenciales,
15 Meus irmãos aleivosamente me trataram; são como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,
16 turbias a causa del hielo y de la nieve que en ellas se oculta;
16 que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve.
17 cuando viene el calor desaparecen; a los (primeros) calores su cauce se seca;
17 No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem; e, em se aquentando, desaparecem do seu lugar.
18 se pierden en el curso de su camino, se evaporan y perecen.
18 Desviam-se as caravanas dos seus caminhos; sobem ao vácuo e perecem.
19 Las caravanas de Temá van en su busca, suspiran por ellas los mercaderes de Sabá;
19 Os caminhantes de Temá os veem; os passageiros de Sabá olham para eles.
20 más su esperanza será frustrada, llegados a ellas quedan defraudados.
20 Foram envergonhados por terem confiado; e, chegando ali, se confundem.
21 Así sois ahora vosotros para mí; os espantáis, viendo mis males.
21 Agora, sois semelhantes a eles; vistes o terror e temestes.
22 ¿Acaso os he pedido: “Dadme algo; dejadme participar de vuestros bienes.”
22 Disse- vos eu: dai-me ou oferecei-me da vossa fazenda presentes?
23 O bien: “Libradme del enemigo, salvadme del poder del opresor”?
23 Ou: livrai-me das mãos do opressor? Ou: redimi-me das mãos dos tiranos?
24 Enseñadme, y yo callaré; explicadme en qué he errado.
24 Ensinai-me, e eu me calarei; e dai-me a entender em que errei.
25 ¡Qué fuerza tienen las palabras rectas! pero ¿a qué viene vuestra censura?
25 Oh! Quão fortes são as palavras da boa razão! Mas que é o que censura a vossa arguição?
26 ¿Pensáis acaso en censurar palabras? Las palabras de un desesperado ¿no son como viento?
26 Porventura, buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razões do desesperado são como vento?
27 ¡Oh! vosotros tendéis (un lazo) sobre el huérfano, y caváis (una fosa) a vuestro amigo.
27 Mas, antes, lançais sortes sobre o órfão e especulais com o vosso amigo.
28 Ahora volveos, por favor, hacia mí, porque (juro) ante vosotros que no voy a mentiros en vuestra cara.
28 Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presença.
29 ¡Reparad, os ruego; no seáis injustos! Reflexionad de nuevo, y mi inocencia se hará manifiesta.
29 Voltai, pois, não haja iniquidade; voltai, sim, que a minha causa é justa.
30 ¿Hay acaso en mi lengua iniquidad? ¿Puede mi paladar ya no distinguir la maldad?
30 Há, porventura, iniquidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar dar a entender as minhas misérias?
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