Salmos 102

O Livro (OL) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 — ausente —
1 Ouve, Senhor , a minha súplica, e cheguem a ti os meus clamores.
2 Não te afastes de mim nesta hora de aflição. Presta bem atenção ao clamor que te lanço neste dia de angústia, e responde-me depressa.
2 Não me ocultes o rosto no dia da minha angústia; inclina-me os ouvidos; no dia em que eu clamar, dá-te pressa em acudir-me.
3 Porque os dias da minha vida vão-se desfazendo como o fumo. Os ossos consomem-me dentro do meu corpo, como a lenha a arder.
3 Porque os meus dias, como fumaça, se desvanecem, e os meus ossos ardem como em fornalha.
4 Tenho o coração ferido e pisado; estou como a relva que secou. Perdi o apetite; a comida para mim, só me dá é fastio.
4 Ferido como a erva, secou-se o meu coração; até me esqueço de comer o meu pão.
5 Sou só pele e osso, de tal maneira a minha vida tem sido um constante sofrimento.
5 Os meus ossos já se apegam à pele, por causa do meu dolorido gemer.
6 Sou como uma ave de rapina num lugar deserto; sou como o mocho, que se ouve na solidão.
6 Sou como o pelicano no deserto, como a coruja das ruínas.
7 Não consigo dormir; sinto-me só como o pardal solitário num telhado.
7 Não durmo e sou como o passarinho solitário nos telhados.
8 — ausente —
8 Os meus inimigos me insultam a toda hora; furiosos contra mim, praguejam com o meu próprio nome.
9 O pão sabe-me a cinza. A minha bebida são as lágrimas que verto.
9 Por pão tenho comido cinza e misturado com lágrimas a minha bebida,
10 Isto, por causa da tua severidade, da tua zanga contra mim, pois rejeitaste-me e expulsaste-me da tua presença.
10 por causa da tua indignação e da tua ira, porque me elevaste e depois me abateste.
11 — ausente —
11 Como a sombra que declina, assim os meus dias, e eu me vou secando como a relva.
12 tu, Senhor, permaneces o mesmo sempre. A tua fama atravessa a história, de uma ponta a outra.
12 Tu, porém, Senhor , permaneces para sempre, e a memória do teu nome, de geração em geração.
13 Eu sei que hás-de vir, cheio de compaixão para com Jerusalém; pois é a hora determinada em que terás pena dela e a ajudarás.
13 Levantar-te-ás e terás piedade de Sião; é tempo de te compadeceres dela, e já é vinda a sua hora;
14 Porque o teu povo ama as pedras das suas muralhas, cada grão do pó das suas ruas.
14 porque os teus servos amam até as pedras de Sião e se condoem do seu pó.
15 E sendo assim, até todas as nações da Terra hão-de respeitar reverentemente o teu nome; todos os seus governantes se inclinarão diante da tua glória!
15 Todas as nações temerão o nome do Senhor , e todos os reis da terra, a sua glória;
16 Pois o Senhor reconstruirá Jerusalém, e há-de aparecer gloriosamente.
16 porque o Senhor edificou a Sião, apareceu na sua glória,
17 Ouvirá as orações dos desamparados; não se esquecerá deles.
17 atendeu à oração do desamparado e não lhe desdenhou as preces.
18 Isto fica aqui escrito em intenção das futuras gerações; para que a mocidade futura possa crescer no hábito de louvar o Senhor!
18 Ficará isto registrado para a geração futura, e um povo, que há de ser criado, louvará ao
19 Porque Deus olhou desde a sua santa habitação, lá dos céus,
19 que o Senhor , do alto do seu santuário, desde os céus, baixou vistas à terra,
20 e prestou atenção aos gemidos dos presos; e decidiu libertar os condenados à morte.
20 para ouvir o gemido dos cativos e libertar os condenados à morte,
21 Para que o nome do Senhor seja louvado no seu templo em Jerusalém,
21 a fim de que seja anunciado em Sião o nome do Senhor e o seu louvor, em Jerusalém,
22 quando as multidões, das nacionalidades mais diversas, acorrerem para te louvar e adorar.
22 quando se reunirem os povos e os reinos, para servirem ao
23 O Senhor tirou-me as forças no meio da vida, encurtou-me os meus dias.
23 Ele me abateu a força no caminho e me abreviou os dias.
24 Mas eu gritei-lhe: Meu Deus, não me leves no meio do caminho da vida, tu, que vives eternamente!
24 Dizia eu: Deus meu, não me leves na metade de minha vida; tu, cujos anos se estendem por todas as gerações.
25 Foste tu quem fundou a Terra. Fizeste o universo com as tuas mãos.
25 Em tempos remotos, lançaste os fundamentos da terra; e os céus são obra das tuas mãos.
26 Contudo isso um dia desaparecerá; mas tu ficas para sempre. Tudo acabará, como roupa velha. Tu os mudarás como vestuário que deixa de ser usado.
26 Eles perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como uma veste, como roupa os mudarás, e serão mudados.
27 Mas tu és sempre o mesmo; a tua vida não tem fim.
27 Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.
28 E os nossos filhos viverão seguros e ficarão continuamente sob a tua protecção!
28 Os filhos dos teus servos habitarão seguros, e diante de ti se estabelecerá a sua descendência.

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