Provérbios 7

O Livro (OL) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Meu filho, obedece às minhas palavras, esconde dentro de ti os meus mandamentos. Obedece-me e viverás, guarda os meus preceitos como a coisa mais preciosa que possues. Escreve-os para que os tenhas sempre à mão; grava-os no teu íntimo.
1 Meu filho, guarde as minhas palavras e conserve os meus mandamentos em seu coração.
2 — ausente —
2 Observe os meus mandamentos e você viverá; guarde a minha lei como a menina dos seus olhos.
3 — ausente —
3 Amarre-os aos dedos, escreva-os na tábua do seu coração.
4 Considera a sabedoria como uma irmã a quem ames, como um membro querido da tua família. Para que te proteja do aliciamento das mulheres de conduta desonesta, que procuram atrair com conversas ardilosas.
4 Diga à Sabedoria: “Você é minha irmã”; e ao Entendimento: “Você é meu parente.”
5 — ausente —
5 Eles o guardarão da mulher imoral, da estranha que lisonjeia com palavras.
6 Um dia, aproximando-me da janela da minha casa e olhando para a rua, reparei num rapaz, um moço bem pobre de juízo, que se dirigia para a casa duma dessas mulheres, num recanto da rua. Era já o fim do dia, anoitecia. As sombras favoreciam-no.
6 Porque da janela da minha casa, olhando pela grade,
7 — ausente —
7 vi entre os ingênuos, e descobri entre os jovens um que não tinha juízo.
8 — ausente —
8 Ele ia e vinha pela rua junto à esquina da mulher estranha e seguia o caminho da casa dela,
9 — ausente —
9 no crepúsculo, ao anoitecer, na escuridão da noite, nas trevas.
10 E ela saiu-lhe ao encontro, arranjada provocantemente e com ar ligeiro das que nunca param em casa, que andam pelas esquinas das ruas, nos lugares mais frequentados, procurando por todos os lados.
10 Eis que a mulher lhe saiu ao encontro, com roupas de prostituta e astúcia no coração.
11 — ausente —
11 É espalhafatosa e inquieta; os seus pés não param em casa.
12 — ausente —
12 Ora está nas ruas, ora, nas praças, espreitando por todos os cantos.
13 Então, aproximou-se, beijou-o e disse-lhe com descaramento:
13 Ela agarrou o jovem e o beijou; e com o maior descaramento lhe disse:
14 Decidi fazer hoje uns sacrifícios de louvor, que tinha em dívida. Por isso vim a correr à tua procura, a saber onde estavas. Olha, já pus na cama bonitas colchas bordadas com linho fino do Egipto, e perfumei-a com mirra, aloés e canela. Vem já, vamo-nos saciar de amores e gozar até de manhã. Porque o meu marido não está em casa, deve ter ido a um sítio distante. Eu vi que até levou bagagem e dinheiro. Com certeza que não volta para casa antes da lua cheia.
14 “Eu tinha de oferecer sacrifícios pacíficos; hoje paguei os meus votos.
15 — ausente —
15 Por isso, saí ao seu encontro; vim procurá-lo, e agora o encontrei!
16 — ausente —
16 Já cobri de colchas a minha cama, de linho fino do Egito, de várias cores.
17 — ausente —
17 Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo.
18 — ausente —
18 Venha, vamos nos embriagar com as delícias do amor, até o amanhecer; gozemos amores.
19 — ausente —
19 Porque o meu marido não está em casa; saiu de viagem para longe.
20 — ausente —
20 Levou consigo uma bolsa cheia de dinheiro; não voltará para casa antes da lua cheia.”
21 E assim o seduziu, com muita conversa e palavrinhas doces. E ele deixou-se enfeitiçar. Quando vi que a seguia, veio-me à lembrança um boi que levam para o matadouro, ou um veado apanhado numa armadilha de caça, em que só lhe resta esperar que um tiro certeiro lhe atravesse o corpo, ou ainda uma ave, correndo rápida para o sítio onde vai ficar presa num laço, sem pensar que está ali o fim da sua vida.
21 Ela o seduziu com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou.
22 — ausente —
22 E, num instante, ele a seguiu, como um boi que vai para o matadouro; como um animal que corre para a armadilha,
23 — ausente —
23 até que uma flecha lhe atravesse o coração. Ele era como a ave que corre para dentro do alçapão, sem saber que isto lhe custará a vida.
24 Agora ouçam-me, meus filhos; mas ouçam-me com atenção. Não percam o controlo dos vossos desejos; afastem-se delas e dos sítios por onde andam. Porque têm sido causa de ruína de muita gente. São muitas as suas vítimas. Frequentar a casa delas é seguir pelo caminho que conduz à morte e ao inferno.
24 Agora, meu filho, escute o que eu digo e dê atenção às palavras da minha boca.
25 — ausente —
25 Não deixe que o seu coração se desvie para os caminhos dessa mulher, e não ande perdido nas suas veredas.
26 — ausente —
26 Porque a muitos ela feriu e derrubou; e são muitos os que por ela foram mortos.
27 — ausente —
27 A casa dela é caminho para o abismo e desce para as câmaras da morte.

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