Lamentações 3

O Livro (OL) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Sou um homem que viu as aflições que a vara do Senhor fez derramarem-se. Levou-me até às trevas profundas; tirou-me toda a luz.
1 Eu sou o homem que viu a aflição causada pela vara do furor de Deus.
2 — ausente —
2 Ele me levou e me fez andar nas trevas e não na luz.
3 Voltou-se contra mim. Dia e noite a sua mão pesa sobre mim.
3 Certamente ele voltou a sua mão contra mim, sem parar, todo o dia.
4 A minha pele está envelhecida e a minha carne mirrada; quebrou-me os ossos todos. Construiu torres fortificadas contra mim; rodeou-me de angústia e de tormento. Meteu-me dentro de lugares tenebrosos, semelhante aos que dormem há muito o seu último sono.
4 Fez envelhecer a minha carne e a minha pele, e despedaçou os meus ossos.
5 — ausente —
5 Construiu rampas de ataque contra mim e me cercou de amargura e dor.
6 — ausente —
6 Ele me faz habitar na escuridão, como aqueles que morreram há muito tempo.
7 Emparedou-me; estou impossibilitado de fugir; agrilhoou-me com pesadas cadeias. Ainda que grite e clame, não ouvirá os meus rogos! Encarcerou-me num sítio rodeado de muros altos e espessos; encheu-me o caminho de emboscadas.
7 Cercou-me de um muro, e já não posso sair; prendeu-me com pesadas correntes.
8 — ausente —
8 Mesmo quando clamo e grito, ele fecha os ouvidos à minha oração.
9 — ausente —
9 Fechou os meus caminhos com blocos de pedra, fez tortuosas as minhas veredas.
10 Espia-me como um urso prestes a atacar, e como um leão pronto a saltar sobre a presa. Fez-me extraviar no meu caminho; fez-me em pedaços e deixou-me escorrer sangue, abandonado. Retesou o arco e apontou certeiramente contra mim.
10 Foi para mim como um urso à espreita, como um leão pronto para atacar.
11 — ausente —
11 Desviou os meus caminhos e me fez em pedaços; depois me abandonou.
12 — ausente —
12 Entesou o seu arco e me pôs como alvo de suas flechas.
13 As suas setas entraram-me profundamente no coração. O meu próprio povo ri-se de mim. Cantam o dia inteiro as suas canções dissolutas. Encheu-me de amargura; deu-me a beber um copo cheio da mais profunda tristeza.
13 As flechas da sua aljava atingiram o meu coração.
14 — ausente —
14 Fui feito motivo de riso para todo o meu povo, e a sua canção de deboche o dia inteiro.
15 — ausente —
15 Fartou-me de amarguras, e me saciou de absinto.
16 Fez-me comer cascalho, de tal forma que até os dentes se me partiram; fez-me rolar no meio da cinza e da sujidade. Ó Senhor, foram-se definitavamente toda a prosperidade e toda a tranquilidade por tua própria iniciativa. Até já me esqueci da alegria que essas coisas provocam. Só sei dizer isto: A minha força foi-se. Não espero nada de Deus!
16 Quebrou os meus dentes nas pedras, e cobriu-me de cinza.
17 — ausente —
17 Já não sei o que é ter paz e esqueci o que é desfrutar do bem.
18 — ausente —
18 Então eu disse: “Não tenho mais forças. A minha esperança no
19 Oh, lembra-te da amargura e do sofrimento que lançaste sobre mim! Nunca mais esquecerei estes horríveis anos. A minha alma passará a viver numa completa vergonha.
19 Lembra-te da minha aflição e do meu andar errante, do absinto e da amargura.
20 — ausente —
20 Minha alma continuamente se lembra disso e se abate dentro de mim.
21 Mas há ainda um raio de esperança: é que as misericórdias do Senhor não têm fim. Aliás foram as misericórdias do Senhor que impediram que fôssemos consumidos em absoluto. Grande é a sua fidelidade; a sua compaixão é sempre renovada em cada dia. O Senhor é aquilo de que preciso para viver; é a minha única riqueza. Por isso espero nele.
21 Quero trazer à memória o que pode me dar esperança.
22 — ausente —
22 As misericórdias do de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
23 — ausente —
23 renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.
24 — ausente —
24 A minha porção é o Senhor , diz a minha alma; portanto, esperarei nele.
25 O Senhor é bom para os que esperam nele, para os que o buscam. É bom ter esperança e aguardar calmamente a salvação do Senhor.
25 O Senhor é bom para os que esperam nele, para aqueles que o buscam.
26 — ausente —
26 Bom é aguardar a salvação do e isso, em silêncio.
27 É bom para um jovem estar sob disciplina. Porque fá-lo sentar-se solitário, em silêncio, sob o controlo do Senhor, inclinar o rosto para o chão, para o pó da terra. Então, no fim, haverá esperança para ele. Que aprenda a dar a outra face a quem o fere, que saiba enfrentar a afronta.
27 Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.
28 — ausente —
28 Que ele se assente solitário e fique em silêncio, porque esse jugo Deus pôs sobre ele.
29 — ausente —
29 Ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança.
30 — ausente —
30 Dê a face ao que o fere e suporte todas as afrontas.
31 O Senhor não o abandonará para sempre. Ainda que Deus o faça sofrer, mostrar-lhe-á a sua compaixão, de acordo com a sua grande misericórdia. Porque não é do seu agrado o afligir as pessoas, o fazê-las tristes.
31 O Senhor não rejeitará para sempre.
32 — ausente —
32 Ainda que entristeça alguém, terá compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias.
33 — ausente —
33 Porque não aflige nem entristece de bom grado os filhos dos homens.
34 Mas vocês calcaram os humildes do mundo, e defraudaram gente dos direitos que tinham, dados por Deus, recusando fazer-lhes justiça. Não admira que o Senhor tenha querido castigar-te.
34 Pisar debaixo dos pés todos os prisioneiros da terra,
35 — ausente —
35 perverter o direito do homem diante do Altíssimo,
36 — ausente —
36 subverter a justiça num processo — será que o Senhor não veria tais coisas?
37 Porque o Senhor ordenou e tudo se fez; ele mandou e tudo apareceu.
37 Quem é aquele que diz, e assim acontece, sem que o Senhor o tenha ordenado?
38 É só o Senhor que socorre uns e fere outros. Porque haveríamos então nós, meros seres humanos como somos, de murmurar e de nos lamentarmos quando somos castigados por causa dos nossos pecados?
38 Por acaso, não é da boca do Altíssimo que procedem tanto o mal como o bem?
39 — ausente —
39 Por que se queixa o homem? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.
40 Examinemo-nos a nós próprios antes, e arrependamo-nos; voltemos para o Senhor.
40 Examinemos bem os nossos caminhos e voltemos para o
41 Levantemos os corações e as mãos para o céu, porque pecámos; rebelámo-nos contra o Senhor, e ele não nos perdoou.
41 Levantemos o coração, juntamente com as mãos, para Deus nos céus, dizendo:
42 — ausente —
42 “Nós pecamos e fomos rebeldes, e tu não nos perdoaste.”
43 Cobriste-nos com a tua ira, Senhor, mataste-nos sem piedade. Cobriste-nos com uma nuvem, de forma que as nossas orações não te alcançam. Fizeste de nós como entulho e como lixo, no meio das nações.
43 Cobriste-nos de ira e nos perseguiste; nos mataste sem dó nem piedade.
44 — ausente —
44 De nuvens te encobriste para que a nossa oração não passe.
45 — ausente —
45 Como lixo e refugo nos puseste no meio dos povos.
46 Todos os nossos inimigos falaram mal de nós. Estamos cheios de terror porque fomos apanhados, desolados, destruídos.
46 Todos os nossos inimigos abriram a boca contra nós.
47 — ausente —
47 Sobre nós vieram o temor e a cova, a desolação e a ruína.
48 Os meus olhos derramam lágrimas de dia e de noite, em fios que nunca acabam, por causa da destruição do meu povo. Oh, se o Senhor olhasse desde o céu e respondesse ao meu rogo! O meu coração confrange-se perante aquilo que aconteceu às gentes de Jerusalém.
48 Dos meus olhos correm rios de lágrimas, por causa da destruição da filha do meu povo.
49 — ausente —
49 Os meus olhos choram, não cessam, e não há descanso,
50 — ausente —
50 até que o Senhor atenda e veja lá do céu.
51 — ausente —
51 O que vejo entristece a minha alma: o sofrimento de todas as filhas da minha cidade.
52 Os meus inimigos, a quem nunca fiz mal nenhum, enxotaram-me como se eu fosse uma ave de rapina. Lançaram-me num poço e puseram em cima uma pedra pesada. A água subiu-me até acima da cabeça. Eu já pensava: É o fim!
52 Aqueles que sem motivo são meus inimigos caçaram-me como se eu fosse uma ave.
53 — ausente —
53 Lançaram-me vivo numa cova e atiraram pedras sobre mim.
54 — ausente —
54 Águas correram sobre a minha cabeça; então eu disse: “Estou perdido!”
55 Mas fiz apelo ao teu nome, Senhor, desde o fundo desse poço, e tu ouviste-me! Escutaste o meu rogo; deste ouvidos ao meu choro! Sim, vieste ao apelo dos meus gritos desesperados e disseste-me para não ter receio.
55 Da mais profunda cova, Senhor , invoquei o teu nome.
56 — ausente —
56 Ouviste a minha voz, quando pedi: “Não feches os teus ouvidos aos meus lamentos, ao meu clamor.”
57 — ausente —
57 No dia em que te invoquei, chegaste perto de mim e disseste: “Não tenha medo.”
58 Ó Senhor, tu és o meu advogado! Defende a minha causa! Porque redimiste a minha vida. Viste o mal que me fizeram; sê o meu juiz, e julga a minha causa.
58 Defendeste a minha causa, Senhor; remiste a minha vida.
59 — ausente —
59 Viste, Senhor , a injustiça que me fizeram; julga a minha causa.
60 Observaste as conspirações que os meus inimigos arquitectaram contra mim.
60 Viste toda a sua vingança, todos os seus planos contra mim.
61 Ouviste os nomes afrontosos que me chamaram, tudo o que dizem a meu respeito, e os planos daquilo que conspiram tramar-me. Vê como se riem de mim e como cantam com júbilo, preparando a minha queda.
61 Ouviste as suas afrontas, todos os seus planos contra mim,
62 — ausente —
62 as acusações que me fazem e o que murmuram contra mim, o dia todo.
63 — ausente —
63 Observa-os quando se assentam e quando se levantam; eu sou motivo de zombaria para eles.
64 Ó Senhor, dá-lhes uma paga total por todo o mal que eles têm feito. Que os seus corações se encham de desespero perante a tua maldição, Senhor. Vai atrás deles, perseguindo-os na tua ira e varre-os da terra, de sob os céus do Senhor!
64 Tu, Senhor , lhes retribuirás segundo a obra das mãos deles.
65 — ausente —
65 Tu lhes darás dureza de coração, que é a tua maldição sobre eles.
66 — ausente —
66 Na tua ira, os perseguirás, e eles serão eliminados de debaixo dos céus do

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