Jó 4

Nova Versão Transformadora (NVT, 2016) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Então Elifaz, de Temã, respondeu a Jó:
1 Então, respondeu Elifaz, o temanita, e disse:
2 “Você terá paciência e me permitirá dizer algo? Afinal, quem poderia permanecer calado?
2 Se intentar alguém falar-te, enfadar-te-ás? Quem, todavia, poderá conter as palavras?
3 Você já deu ânimo a muita gente e deu força aos fracos.
3 Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas.
4 Suas palavras sustentaram os que tropeçavam, e você deu apoio aos vacilantes.
4 As tuas palavras têm sustentado aos que tropeçavam, e os joelhos vacilantes tens fortificado.
5 Mas agora, quando vem a aflição, você desanima; quando é atingido por ela, entra em pânico.
5 Mas agora, em chegando a tua vez, tu te enfadas; sendo tu atingido, te perturbas.
6 Seu temor a Deus não lhe dá confiança? Sua vida íntegra não lhe traz esperança?
6 Porventura, não é o teu temor de Deus aquilo em que confias, e a tua esperança, a retidão dos teus caminhos?
7 “Pense bem! Acaso os inocentes morrem? Quando os justos foram destruídos?
7 Lembra-te: acaso, já pereceu algum inocente? E onde foram os retos destruídos?
8 Pelo que tenho observado, os que cultivam a maldade e semeiam a opressão, isso também é o que colhem.
8 Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles segam.
9 Um sopro de Deus os destrói; desaparecem com uma rajada de sua ira.
9 Com o hálito de Deus perecem; e com o assopro da sua ira se consomem.
10 O leão ruge e seu filhote rosna, mas os dentes dos leões jovens são quebrados.
10 Cessa o bramido do leão e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebram.
11 O leão feroz morre de fome porque não há presa, e os filhotes da leoa se dispersam.
11 Perece o leão, porque não há presa, e os filhos da leoa andam dispersos.
12 “Esta verdade me foi revelada em segredo, como que sussurrada em meu ouvido.
12 Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
13 Ela veio à noite, numa visão perturbadora, quando todos estão em sono profundo.
13 Entre pensamentos de visões noturnas, quando profundo sono cai sobre os homens,
14 O medo e o terror se apoderaram de mim e fizeram estremecer meus ossos.
14 sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
15 Um espírito passou diante de meu rosto, e os pelos de meu corpo se arrepiaram.
15 Então, um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos do meu corpo;
16 O espírito parou, mas não pude ver sua forma; um vulto estava diante de meus olhos. No silêncio, ouvi uma voz dizer:
16 parou ele, mas não lhe discerni a aparência; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz:
17 ‘Pode algum mortal ser inocente perante Deus? Pode o homem ser puro diante do Criador?’.
17 Seria, porventura, o mortal justo diante de Deus? Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador?
18 “Se Deus não confia nos próprios anjos e acusa seus mensageiros de insensatez,
18 Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições;
19 quanto menos confiará em pessoas feitas de barro! Vêm do pó e são facilmente destruídas, como traças.
19 quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça!
20 Estão vivas pela manhã e mortas ao entardecer; desaparecem para sempre, sem deixar vestígio.
20 Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que disso se faça caso.
21 As cordas de sua tenda são arrancadas e a tenda desaba, e na ignorância morrem.”
21 Se se lhes corta o fio da vida, morrem e não atingem a sabedoria.

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