Jó 4
Nova Versão Transformadora (NVT, 2016) vs ARIB
1 Então Elifaz, de Temã, respondeu a Jó:
1 Então respondeu Elifaz, o temanita, e disse:
2 “Você terá paciência e me permitirá dizer algo? Afinal, quem poderia permanecer calado?
2 Se alguém intentar falar-te, enfadarte-ás? Mas quem poderá conter as palavras?
3 Você já deu ânimo a muita gente e deu força aos fracos.
3 Eis que tens ensinado a muitos, e tens fortalecido as mãos fracas.
4 Suas palavras sustentaram os que tropeçavam, e você deu apoio aos vacilantes.
4 As tuas palavras têm sustentado aos que cambaleavam, e os joelhos desfalecentes tens fortalecido.
5 Mas agora, quando vem a aflição, você desanima; quando é atingido por ela, entra em pânico.
5 Mas agora que se trata de ti, te enfadas; e, tocando-te a ti, te desanimas.
6 Seu temor a Deus não lhe dá confiança? Sua vida íntegra não lhe traz esperança?
6 Porventura não está a tua confiança no teu temor de Deus, e a tua esperança na integridade dos teus caminhos?
7 “Pense bem! Acaso os inocentes morrem? Quando os justos foram destruídos?
7 Lembra-te agora disto: qual o inocente que jamais pereceu? E onde foram os retos destruídos?
8 Pelo que tenho observado, os que cultivam a maldade e semeiam a opressão, isso também é o que colhem.
8 Conforme tenho visto, os que lavram iniquidade e semeiam o mal segam o mesmo.
9 Um sopro de Deus os destrói; desaparecem com uma rajada de sua ira.
9 Pelo sopro de Deus perecem, e pela rajada da sua ira são consumidos.
10 O leão ruge e seu filhote rosna, mas os dentes dos leões jovens são quebrados.
10 Cessa o rugido do leão, e a voz do leão feroz; os dentes dos leõezinhos se quebram.
11 O leão feroz morre de fome porque não há presa, e os filhotes da leoa se dispersam.
11 Perece o leão velho por falta de presa, e os filhotes da leoa andam dispersos.
12 “Esta verdade me foi revelada em segredo, como que sussurrada em meu ouvido.
12 Ora, uma palavra se me disse em segredo, e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
13 Ela veio à noite, numa visão perturbadora, quando todos estão em sono profundo.
13 Entre pensamentos nascidos de visões noturnas, quando cai sobre os homens o sono profundo,
14 O medo e o terror se apoderaram de mim e fizeram estremecer meus ossos.
14 sobrevieram-me o espanto e o tremor, que fizeram estremecer todos os meus ossos.
15 Um espírito passou diante de meu rosto, e os pelos de meu corpo se arrepiaram.
15 Então um espírito passou por diante de mim; arrepiaram-se os cabelos do meu corpo.
16 O espírito parou, mas não pude ver sua forma; um vulto estava diante de meus olhos. No silêncio, ouvi uma voz dizer:
16 Parou ele, mas não pude discernir a sua aparência; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, então ouvi uma voz que dizia:
17 ‘Pode algum mortal ser inocente perante Deus? Pode o homem ser puro diante do Criador?’.
17 Pode o homem mortal ser justo diante de Deus? Pode o varão ser puro diante do seu Criador?
18 “Se Deus não confia nos próprios anjos e acusa seus mensageiros de insensatez,
18 Eis que Deus não confia nos seus servos, e até a seus anjos atribui loucura;
19 quanto menos confiará em pessoas feitas de barro! Vêm do pó e são facilmente destruídas, como traças.
19 quanto mais aos que habitam em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e que são esmagados pela traça!
20 Estão vivas pela manhã e mortas ao entardecer; desaparecem para sempre, sem deixar vestígio.
20 Entre a manhã e a tarde são destruídos; perecem para sempre sem que disso se faça caso.
21 As cordas de sua tenda são arrancadas e a tenda desaba, e na ignorância morrem.”
21 Se dentro deles é arrancada a corda da sua tenda, porventura não morrem, e isso sem atingir a sabedoria?
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