Jó 21

Nova Versão Transformadora (NVT, 2016) vs VC

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VC Versão Católica
1 Então Jó falou novamente:
1 Jó tomou então a palavra nestes termos:
2 “Escutem com atenção o que eu digo; essa é a consolação que podem me dar.
2 Ouvi, ouvi minhas palavras, que eu tenha pelo menos esse consolo de vossa parte.
3 Enquanto eu estiver falando, tenham paciência; depois que tiver falado, podem continuar a zombar de mim.
3 Permiti que eu fale; quando tiver falado, zombai à vontade.
4 “Minha queixa não é contra seres humanos; tenho bons motivos para estar impaciente.
4 É de um homem que me queixo? E como não hei de perder a paciência?
5 Olhem para mim, e ficarão pasmos; assustados, colocarão a mão sobre a boca.
5 Olhai para mim; ireis ficar estupefactos, e poreis a mão sobre a boca.
6 Quando penso no que estou dizendo, fico arrepiado; todo o meu corpo estremece.
6 Quando penso nisso, fico estarrecido, e todo o meu corpo treme.
7 “Por que os perversos continuam com vida, chegam à velhice e se tornam poderosos?
7 Como é que os maus vivem, envelhecem, e cresce o seu vigor?
8 Veem seus filhos crescer e se estabelecer e desfrutam a companhia de seus netos.
8 Sua posteridade prospera diante deles, e seus descendentes sob seus olhos;
9 Seus lares são seguros e livres de todo medo, e Deus não os castiga.
9 sua casa é tranqüila, sem alarmes, a vara de Deus não os atinge.
10 Seus touros nunca deixam de procriar, suas vacas dão crias e não abortam.
10 Seu touro é cada vez mais fecundo, sua vaca dá cria sem nunca abortar.
11 Deixam seus filhos brincar como cordeiros; seus pequeninos saltam e dançam.
11 Deixam os filhos correr como carneiros, e os seus pequenos saltam e brincam.
12 Cantam com tamborins e harpas e celebram ao som da flauta.
12 Cantam ao som do pandeiro e da cítara, divertem-se ao som da flauta.
13 Passam os dias em prosperidade e descem à sepultura
13 Passam os dias na alegria, e descem tranqüilamente à região dos mortos.
14 E, no entanto, dizem a Deus: ‘Deixa-nos em paz! Não queremos saber de ti nem de teus caminhos.
14 Ora, dizem a Deus: Afasta-te de nós, não queremos conhecer os teus caminhos;
15 Quem é o Todo-poderoso e por que deveríamos lhe obedecer? De que nos adiantará orar?’.
15 quem é o Todo-poderoso para que o sirvamos? Que vantagem temos em lhe fazer orações?
16 Acreditam que a prosperidade depende de si mesmos, mas eu quero distância desse modo de pensar.
16 A felicidade não está em suas mãos? Contudo, longe de mim esteja o modo de pensar dos ímpios!
17 “Quantas vezes a luz dos perversos se apaga? Quantas vezes sofrem desgraças? Acaso Deus, em sua ira, lhes reparte tristezas?
17 Quantas vezes vemos apagar-se a lâmpada dos ímpios, e a ruína desabar sobre eles?
18 Quantas vezes são carregados pelo vento, como palha, ou levados embora pela tempestade, como ciscos?
18 São eles como a palha ao sopro do vento, como a cinza tragada pelo turbilhão?
19 “Vocês dizem: ‘Ao menos Deus castiga os filhos deles!’. Mas eu digo que ele deveria castigar os pais, para que entendam seu juízo.
19 Deus {assim dizem}, reserva para os filhos o castigo do pai. Que ele mesmo o puna, para que o sinta!
20 Que seus próprios olhos vejam sua destruição; que eles mesmos bebam da ira do Todo-poderoso!
20 Que veja com os próprios olhos a sua ruína, e ele mesmo beba da cólera do Todo-poderoso!
21 Afinal, depois de mortos, não se importarão com o que acontece à sua família.
21 Que se lhe dá do que será feito de sua casa depois dele, se o número de seus meses já está contado?
22 “Mas quem pode dar lições a Deus, uma vez que ele julga até os mais poderosos?
22 É a Deus, que se irá ensinar a sabedoria, a ele, que julga os seres superiores?
23 Um morre em prosperidade, confortável e seguro,
23 Um morre no seio da prosperidade, plenamente feliz e tranqüilo,
24 um retrato perfeito de boa saúde, em excelente forma e cheio de vigor.
24 os flancos cobertos de gordura, e a medula dos ossos cheia de seiva;
25 Outro morre em amarga pobreza, sem nunca ter experimentado as coisas boas da vida.
25 o outro morre com a amargura na alma, sem ter gozado a felicidade;
26 Ambos, porém, são enterrados no mesmo pó; ambos são comidos pelos mesmos vermes.
26 juntos se deitam na terra, e os vermes recobrem a ambos.
27 “Sei o que estão pensando, sei dos planos que tramam contra mim.
27 Ah! conheço vossos pensamentos, os julgamentos iníquos que fazeis de mim.
28 ‘Onde está a casa dos ricos?’, vocês me dirão. ‘Onde está a casa dos perversos?’
28 Dizeis: Onde está a casa do tirano, onde está a tenda em que habitavam os ímpios?
29 Perguntem, porém, àqueles que viajam, e eles lhes dirão a verdade.
29 Não interrogastes os viajantes? Contestaríeis seus testemunhos?
30 Os perversos são poupados no dia da calamidade e socorridos no dia da fúria.
30 No dia da infelicidade o ímpio é poupado, no dia da cólera ele escapa.
31 Ninguém os critica abertamente, nem lhes dá o que merecem por seus atos.
31 Quem reprova diante dele o seu proceder, e lhe pede contas de seus atos?
32 Quando são levados à sepultura, uma guarda de honra vigia seu túmulo.
32 Levam-no ao sepulcro, ficarão de vigília em sua câmara funerária.
33 A terra lhes dá doce repouso, e uma grande multidão acompanha o funeral e presta homenagens enquanto o corpo é sepultado.
33 Os torrões do vale são-lhe leves; todos os homens irão em sua companhia, e foram inumeráveis seus predecessores.
34 “Como podem suas palavras vazias me consolar? Suas explicações não passam de mentiras!”.
34 Que significam, pois, essas vãs consolações? Todas as vossas respostas são apenas perfídia.

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