Jó 21

Nova Versão Transformadora (NVT, 2016) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Então Jó falou novamente:
1 Então Jó respondeu:
2 “Escutem com atenção o que eu digo; essa é a consolação que podem me dar.
2 “Ouçam com atenção as minhas palavras; seja esta a consolação que vocês me trazem.
3 Enquanto eu estiver falando, tenham paciência; depois que tiver falado, podem continuar a zombar de mim.
3 Tenham paciência, e eu falarei; e, havendo eu falado, poderão zombar de mim.
4 “Minha queixa não é contra seres humanos; tenho bons motivos para estar impaciente.
4 Será que é do homem que eu me queixo? Não tenho motivo para ficar impaciente?
5 Olhem para mim, e ficarão pasmos; assustados, colocarão a mão sobre a boca.
5 Olhem para mim e fiquem pasmos, e ponham a mão sobre a boca.
6 Quando penso no que estou dizendo, fico arrepiado; todo o meu corpo estremece.
6 Porque só de pensar nisso fico apavorado, e sinto um calafrio passar pelo meu corpo.”
7 “Por que os perversos continuam com vida, chegam à velhice e se tornam poderosos?
7 “Como é que os ímpios continuam vivos, envelhecem e ainda se tornam mais poderosos?
8 Veem seus filhos crescer e se estabelecer e desfrutam a companhia de seus netos.
8 Os seus filhos se estabelecem na sua presença; e os seus descendentes, diante dos seus olhos.
9 Seus lares são seguros e livres de todo medo, e Deus não os castiga.
9 As suas casas têm paz e estão livres do medo; e a vara de Deus não os fustiga.
10 Seus touros nunca deixam de procriar, suas vacas dão crias e não abortam.
10 Os seus touros geram e não falham; as suas novilhas têm a cria e não abortam.
11 Deixam seus filhos brincar como cordeiros; seus pequeninos saltam e dançam.
11 Deixam as suas crianças correr como um rebanho; os seus filhos saltam de alegria.
12 Cantam com tamborins e harpas e celebram ao som da flauta.
12 Cantam com tamborim e harpa e alegram-se ao som da flauta.
13 Passam os dias em prosperidade e descem à sepultura
13 Passam os seus dias em prosperidade e em paz descem à sepultura.”
14 E, no entanto, dizem a Deus: ‘Deixa-nos em paz! Não queremos saber de ti nem de teus caminhos.
14 “E são estes os que se dirigem a Deus, dizendo: ‘Deixa-nos em paz. Não queremos conhecer os teus caminhos.
15 Quem é o Todo-poderoso e por que deveríamos lhe obedecer? De que nos adiantará orar?’.
15 Quem é o Todo-Poderoso, para que o sirvamos? E o que ganhamos, se lhe fizermos orações?’
16 Acreditam que a prosperidade depende de si mesmos, mas eu quero distância desse modo de pensar.
16 Vejam que não provém deles a sua prosperidade. Longe de mim o conselho dos ímpios!”
17 “Quantas vezes a luz dos perversos se apaga? Quantas vezes sofrem desgraças? Acaso Deus, em sua ira, lhes reparte tristezas?
17 “Quantas vezes se apaga a lâmpada dos ímpios? Quantas vezes lhes sobrevém a destruição? Quantas vezes Deus, na sua ira, os faz sofrer?
18 Quantas vezes são carregados pelo vento, como palha, ou levados embora pela tempestade, como ciscos?
18 Quantas vezes são como a palha diante do vento e como a poeira que é levada pela tempestade?”
19 “Vocês dizem: ‘Ao menos Deus castiga os filhos deles!’. Mas eu digo que ele deveria castigar os pais, para que entendam seu juízo.
19 “Vocês dizem que Deus reserva o castigo do perverso para os filhos dele. Mas é ao perverso que Deus deveria punir, para que o sinta.
20 Que seus próprios olhos vejam sua destruição; que eles mesmos bebam da ira do Todo-poderoso!
20 Seus próprios olhos devem ver a sua ruína; que ele beba do furor do Todo-Poderoso!
21 Afinal, depois de mortos, não se importarão com o que acontece à sua família.
21 Porque depois de morto, e acabada a contagem dos seus meses, que interessa a ele a sua casa?
22 “Mas quem pode dar lições a Deus, uma vez que ele julga até os mais poderosos?
22 Será que alguém pode ensinar algo a Deus, a ele que julga os que estão nos céus?”
23 Um morre em prosperidade, confortável e seguro,
23 “Um morre em pleno vigor, despreocupado e tranquilo,
24 um retrato perfeito de boa saúde, em excelente forma e cheio de vigor.
24 com os seus baldes cheios de leite e os ossos repletos de tutano.
25 Outro morre em amarga pobreza, sem nunca ter experimentado as coisas boas da vida.
25 Outro, ao contrário, morre com o coração cheio de amargura, não havendo provado o bem.
26 Ambos, porém, são enterrados no mesmo pó; ambos são comidos pelos mesmos vermes.
26 Juntamente jazem no pó, onde os vermes os cobrem.”
27 “Sei o que estão pensando, sei dos planos que tramam contra mim.
27 “Eis que eu conheço os pensamentos de vocês e os planos injustos que fazem para me prejudicar.
28 ‘Onde está a casa dos ricos?’, vocês me dirão. ‘Onde está a casa dos perversos?’
28 Porque vocês perguntam: ‘Onde está agora a casa do príncipe?’ E: ‘Onde ficou a tenda em que moravam os ímpios?’”
29 Perguntem, porém, àqueles que viajam, e eles lhes dirão a verdade.
29 “Será que vocês nunca interrogaram os que viajam? E não levaram em conta as suas declarações,
30 Os perversos são poupados no dia da calamidade e socorridos no dia da fúria.
30 que o mau é poupado no dia da calamidade, e é socorrido no dia do furor?
31 Ninguém os critica abertamente, nem lhes dá o que merecem por seus atos.
31 Quem lhe jogará na cara o que ele fez? Quem o fará pagar pelo que fez?
32 Quando são levados à sepultura, uma guarda de honra vigia seu túmulo.
32 Finalmente, é levado à sepultura, e sobre o seu túmulo se faz vigilância.
33 A terra lhes dá doce repouso, e uma grande multidão acompanha o funeral e presta homenagens enquanto o corpo é sepultado.
33 A terra do vale que o cobre é leve; todos os homens o seguem, assim como são inumeráveis os que foram adiante dele.
34 “Como podem suas palavras vazias me consolar? Suas explicações não passam de mentiras!”.
34 Como, então, vocês querem me consolar com palavras vazias? Nas respostas de vocês só há falsidade.”

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