Jó 31
Nova Almeida Atualizada (NAA, 2017) vs ARC
1 “Fiz uma aliança com os meus olhos: de não olhar para uma virgem.
1 Fiz concerto com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?
2 Do contrário, qual seria a minha porção do Deus lá de cima, e que herança receberia do Todo-Poderoso desde as alturas?
2 Porque qual seria a parte de Deus vinda de cima, ou a herança do Todo-Poderoso desde as alturas?
3 Por acaso, não é a perdição para o ímpio, e a desgraça para os que praticam a maldade?
3 Porventura, não é a perdição para o perverso, e o desastre, para os que praticam iniquidade?
4 Será que Deus não vê os meus caminhos e não conta todos os meus passos?
4 Ou não vê ele os meus caminhos e não conta todos os meus passos?
5 Se andei com falsidade ou se o meu pé se apressou para o engano
5 Se andei com vaidade, e se o meu pé se apressou para o engano
6 — que Deus me pese numa balança justa e conhecerá a minha integridade!”
6 (pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade);
7 “Se os meus passos se desviaram do caminho, se o meu coração segue os meus olhos, e se alguma mancha se apegou às minhas mãos,
7 se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou alguma coisa,
8 então que outros comam o que eu semeei, e que seja arrancado o que se produz no meu campo.
8 então, semeie eu, e outro coma, e seja a minha descendência arrancada até à raiz.
9 Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, se fiquei rondando a porta do meu próximo,
9 Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu andei rondando à porta do meu próximo,
10 então que a minha mulher moa os cereais para outro homem, e que outros se deitem com ela.
10 então, moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela.
11 Pois eu teria cometido um crime hediondo, um delito a ser punido pelos juízes.
11 Porque isso seria uma infâmia e delito, pertencente aos juízes.
12 Isso seria fogo que consome até a destruição e arrancaria toda a minha colheita pela raiz.”
12 Porque é fogo que consome até à perdição e desarraigaria toda a minha renda.
13 “Se não reconheci o direito do meu servo ou da minha serva quando eles reclamavam contra mim,
13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo,
14 então que faria eu quando Deus se levantasse no tribunal? E, se ele me interrogasse, que lhe responderia eu?
14 então, que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo a causa, que lhe responderia?
15 Aquele que me formou no ventre de minha mãe não os fez também a eles? Ou não é o mesmo Deus que nos formou no ventre materno?”
15 Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou não nos formou do mesmo modo na madre?
16 “Se retive o que os pobres desejavam ou deixei que os olhos das viúvas esperassem em vão;
16 Se retive o que os pobres desejavam ou fiz desfalecer os olhos da viúva;
17 ou, se sozinho comi o meu bocado, sem reparti-lo com os órfãos
17 ou sozinho comi o meu bocado, e o órfão não comeu dele
18 — porque desde a minha mocidade eu os criei como se fosse pai deles, durante toda a minha vida fui o guia das viúvas —;
18 (porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e o guiei desde o ventre da minha mãe);
19 se vi alguém perecer por falta de roupa ou notava que o necessitado não tinha com que se cobrir;
19 se a alguém vi perecer por falta de veste e, ao necessitado, por não ter coberta;
20 se ele não me agradeceu do fundo do coração, quando se aquecia com a lã dos meus cordeiros;
20 se os seus lombos me não abençoaram, se ele não se aquentava com as peles dos meus cordeiros;
21 se eu levantei a mão contra o órfão, sabendo que eu tinha o apoio dos juízes,
21 se eu levantei a mão contra o órfão, porque na porta via a minha ajuda,
22 então que a omoplata caia do meu ombro, e que o meu braço seja arrancado da articulação.
22 então, caia do ombro a minha espádua, e quebre-se o meu braço desde o osso.
23 Porque o castigo de Deus seria para mim um assombro, e eu não poderia enfrentar a sua majestade.”
23 Porque o castigo de Deus era para mim um assombro, e eu não podia suportar a sua grandeza.
24 “Se no ouro pus a minha esperança ou se eu disse ao ouro fino: ‘Você é a minha garantia’;
24 Se no ouro pus a minha esperança ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;
25 se me alegrei por ser grande a minha riqueza e por ter a minha mão alcançado muito;
25 se me alegrei de que era muita a minha fazenda e de que a minha mão tinha alcançado muito;
26 se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, que caminhava em seu esplendor,
26 se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa;
27 e o meu coração se deixou seduzir em segredo, e eu lhes atirei beijos com a mão,
27 e o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão,
28 também isto seria um delito a ser punido pelos juízes, pois eu teria negado a Deus, que está lá em cima.”
28 também isto seria delito pertencente ao juiz; pois assim negaria a Deus, que está em cima.
29 “Se me alegrei com a desgraça do que me odeia e se exultei quando o mal o atingiu
29 Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio, e se eu exultei quando o mal o achou
30 — eu que não deixei a minha boca pecar, rogando praga para que morresse —;
30 (também não deixei pecar o meu paladar, desejando a sua morte com maldição);
31 se as pessoas que moram na minha tenda não disseram: ‘Quem nos dera encontrar alguém que não se saciou da carne provida por ele’
31 se a gente da minha tenda não disse: Ah! Quem se não terá saciado com a sua carne!
32 — pois o estrangeiro não pernoitava na rua; as minhas portas estavam sempre abertas para os viajantes! —;
32 O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante.
33 se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando a minha iniquidade em meu íntimo,
33 Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio,
34 porque eu tinha medo da grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, fazendo com que eu me calasse e não saísse da porta…”
34 trema eu perante uma grande multidão, e o desprezo das famílias me apavore, e eu me cale, e não saia da porta.
35 “Quem dera que eu tivesse quem me ouvisse! Eis aqui a minha defesa assinada! Que o Todo-Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação!
35 Ah! Quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu intento é que o Todo-Poderoso me responda e que o meu adversário escreva um livro.
36 Por certo que a levaria sobre o meu ombro, e a poria sobre mim como se fosse uma coroa.
36 Por certo que o levaria sobre o meu ombro, sobre mim o ataria como coroa.
37 Eu lhe mostraria o número dos meus passos; como príncipe eu me aproximaria dele.”
37 O número dos meus passos lhe mostraria; como príncipe me chegaria a ele.
38 “Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem;
38 Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus regos juntamente chorarem;
39 se comi os seus frutos sem pagar ou se causei a morte aos seus donos,
39 se comi a sua novidade sem dinheiro e sufoquei a alma dos seus donos,
40 que ela produza espinhos em vez de trigo, e joio em lugar de cevada.” Fim das palavras de Jó.
40 por trigo me produza cardos, e por cevada, joio. Acabaram-se as palavras de Jó.
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