Jó 13

Nova Almeida Atualizada (NAA, 2017) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 “Eis que os meus olhos viram tudo isso, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
1 Eis que tudo isso viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
2 O que vocês sabem eu também sei; em nada sou inferior a vocês.
2 Como vós o sabeis, também eu o sei; não vos sou inferior.
3 Mas falarei ao Todo-Poderoso e quero defender-me diante de Deus.
3 Mas falarei ao Todo-Poderoso e quero defender-me perante Deus.
4 Vocês, porém, cobrem a verdade com mentiras; todos vocês são médicos que não valem nada.
4 Vós, porém, besuntais a verdade com mentiras e vós todos sois médicos que não valem nada.
5 Quem dera vocês ficassem completamente calados! Vocês poderiam passar por sábios!”
5 Tomara vos calásseis de todo, que isso seria a vossa sabedoria!
6 “Ouçam agora a minha defesa e prestem atenção aos argumentos dos meus lábios.
6 Ouvi agora a minha defesa e atentai para os argumentos dos meus lábios.
7 Será que vão dizer perversidades em favor de Deus? Vão dizer mentiras a favor dele?
7 Porventura, falareis perversidade em favor de Deus e a seu favor falareis mentiras?
8 Serão parciais por ele? Argumentarão a favor de Deus?
8 Sereis parciais por ele? Contendereis a favor de Deus?
9 Por acaso, seria bom se ele os examinasse? Ou vocês zombariam dele, como zombam das pessoas?
9 Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de um homem qualquer?
10 Ele certamente os repreenderá, se em oculto forem parciais.
10 Acerbamente vos repreenderá, se em oculto fordes parciais.
11 A grandeza dele não os amedrontaria? E o terror dele não cairia sobre vocês?
11 Porventura, não vos amedrontará a sua dignidade, e não cairá sobre vós o seu terror?
12 As máximas de vocês são provérbios de cinza; as defesas de vocês são muralhas de barro.”
12 As vossas máximas são como provérbios de cinza, os vossos baluartes, baluartes de barro.
13 “Calem-se diante de mim, e eu falarei; que venha sobre mim o que vier.
13 Calai-vos perante mim, e falarei eu, e venha sobre mim o que vier.
14 Tomarei a minha carne nos meus dentes e porei a minha vida nas minhas mãos.
14 Tomarei a minha carne nos meus dentes e porei a vida na minha mão.
15 Eis que ele me matará, já não tenho esperança; mesmo assim defenderei a minha conduta diante dele.
15 Eis que me matará, já não tenho esperança; contudo, defenderei o meu procedimento.
16 Também isto será a minha salvação: o fato de um ímpio não comparecer diante dele.
16 Também isto será a minha salvação, o fato de o ímpio não vir perante ele.
17 Ouçam com atenção as minhas palavras e escutem a minha exposição.
17 Atentai para as minhas razões e dai ouvidos à minha exposição.
18 Tenho já bem-encaminhada minha causa e estou certo de que serei justificado.”
18 Tenho já bem-encaminhada minha causa e estou certo de que serei justificado.
19 “Quem há que possa entrar em litígio comigo? Se houver, eu fico calado e morro.
19 Quem há que possa contender comigo? Neste caso, eu me calaria e renderia o espírito.
20 Concede-me somente duas coisas, ó Deus, e assim não me esconderei de ti:
20 Concede-me somente duas coisas; então, me não esconderei do teu rosto:
21 tira a tua mão de cima de mim, e não me amedronte o teu terror.”
21 alivia a tua mão de sobre mim, e não me espante o teu terror.
22 “Interpela-me, e eu responderei; ou deixa-me falar, e tu responderás.
22 Interpela-me, e te responderei ou deixa-me falar e tu me responderás.
23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Mostra-me a minha transgressão e o meu pecado.”
23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado.
24 “Por que escondes o teu rosto e me consideras teu inimigo?
24 Por que escondes o rosto e me tens por teu inimigo?
25 Queres aterrorizar uma folha levada pelo vento? E perseguirás a palha seca?”
25 Queres aterrorizar uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirás a palha seca?
26 “Pois decretas contra mim coisas amargas e me atribuis as culpas da minha mocidade.
26 Pois decretas contra mim coisas amargas e me atribuis as culpas da minha mocidade.
27 Também prendes os meus pés com correntes, observas todos os meus caminhos e traças limites à planta dos meus pés,
27 Também pões os meus pés no tronco, observas todos os meus caminhos e traças limites à planta dos meus pés,
28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida pela traça.”
28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida da traça.

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