Jó 13
Nova Almeida Atualizada (NAA, 2017) vs ARIB
1 “Eis que os meus olhos viram tudo isso, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
1 Eis que os meus olhos viram tudo isto, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
2 O que vocês sabem eu também sei; em nada sou inferior a vocês.
2 O que vós sabeis também eu o sei; não vos sou inferior.
3 Mas falarei ao Todo-Poderoso e quero defender-me diante de Deus.
3 Mas eu falarei ao Todo-Poderoso, e quero defender-me perante Deus.
4 Vocês, porém, cobrem a verdade com mentiras; todos vocês são médicos que não valem nada.
4 Vós, porém, sois forjadores de mentiras, e vós todos, médicos que não valem nada.
5 Quem dera vocês ficassem completamente calados! Vocês poderiam passar por sábios!”
5 Oxalá vos calásseis de todo, pois assim passaríeis por sábios.
6 “Ouçam agora a minha defesa e prestem atenção aos argumentos dos meus lábios.
6 Ouvi agora a minha defesa, e escutai os argumentos dos meus lábios.
7 Será que vão dizer perversidades em favor de Deus? Vão dizer mentiras a favor dele?
7 Falareis falsamente por Deus, e por ele proferireis mentiras?
8 Serão parciais por ele? Argumentarão a favor de Deus?
8 Fareis aceitação da sua pessoa? Contendereis a favor de Deus?
9 Por acaso, seria bom se ele os examinasse? Ou vocês zombariam dele, como zombam das pessoas?
9 Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como quem zomba de um homem?
10 Ele certamente os repreenderá, se em oculto forem parciais.
10 Certamente vos repreenderá, se em oculto vos deixardes levar de respeitos humanos.
11 A grandeza dele não os amedrontaria? E o terror dele não cairia sobre vocês?
11 Não vos amedrontará a sua majestade? E não cairá sobre vós o seu terror?
12 As máximas de vocês são provérbios de cinza; as defesas de vocês são muralhas de barro.”
12 As vossas máximas são provérbios de cinza; as vossas defesas são torres de barro.
13 “Calem-se diante de mim, e eu falarei; que venha sobre mim o que vier.
13 Calai-vos perante mim, para que eu fale, e venha sobre mim o que vier.
14 Tomarei a minha carne nos meus dentes e porei a minha vida nas minhas mãos.
14 Tomarei a minha carne entre os meus dentes, e porei a minha vida na minha mão.
15 Eis que ele me matará, já não tenho esperança; mesmo assim defenderei a minha conduta diante dele.
15 Eis que ele me matará; não tenho esperança; contudo defenderei os meus caminhos diante dele.
16 Também isto será a minha salvação: o fato de um ímpio não comparecer diante dele.
16 Também isso será a minha salvação, pois o ímpio não virá perante ele.
17 Ouçam com atenção as minhas palavras e escutem a minha exposição.
17 Ouvi atentamente as minhas palavras, e chegue aos vossos ouvidos a minha declaração.
18 Tenho já bem-encaminhada minha causa e estou certo de que serei justificado.”
18 Eis que já pus em ordem a minha causa, e sei que serei achado justo:
19 “Quem há que possa entrar em litígio comigo? Se houver, eu fico calado e morro.
19 Quem é o que contenderá comigo? Pois então me calaria e renderia o espírito.
20 Concede-me somente duas coisas, ó Deus, e assim não me esconderei de ti:
20 Concede-me somente duas coisas; então não me esconderei do teu rosto:
21 tira a tua mão de cima de mim, e não me amedronte o teu terror.”
21 desvia a tua mão rara longe de mim, e não me amedronte o teu terror.
22 “Interpela-me, e eu responderei; ou deixa-me falar, e tu responderás.
22 Então chama tu, e eu responderei; ou eu falarei, e me responde tu.
23 Quantas culpas e pecados tenho eu? Mostra-me a minha transgressão e o meu pecado.”
23 Quantas iniqüidades e pecados tenho eu? Faze-me saber a minha transgressão e o meu pecado.
24 “Por que escondes o teu rosto e me consideras teu inimigo?
24 Por que escondes o teu rosto, e me tens por teu inimigo?
25 Queres aterrorizar uma folha levada pelo vento? E perseguirás a palha seca?”
25 Acossarás uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirás o restolho seco?
26 “Pois decretas contra mim coisas amargas e me atribuis as culpas da minha mocidade.
26 Pois escreves contra mim coisas amargas, e me fazes herdar os erros da minha mocidade;
27 Também prendes os meus pés com correntes, observas todos os meus caminhos e traças limites à planta dos meus pés,
27 também pões no tronco os meus pés, e observas todos os meus caminhos, e marcas um termo ao redor dos meus pés,
28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida pela traça.”
28 apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome, e como um vestido, ao qual rói a traça.
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