Jó 6

Luther 1912 (LUTH1912) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Hiob antwortete und sprach:
1 Então, Jó respondeu:
2 Wenn man doch meinen Unmut wöge und mein Leiden zugleich in die Waage legte!
2 Oh! Se a minha queixa, de fato, se pesasse, e contra ela, numa balança, se pusesse a minha miséria,
3 Denn nun ist es schwerer als Sand am Meer; darum gehen meine Worte irre.
3 esta, na verdade, pesaria mais que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras foram precipitadas.
4 Denn die Pfeile des Allmächtigen stecken in mir: derselben Gift muß mein Geist trinken, und die Schrecknisse Gottes sind auf mich gerichtet.
4 Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim cravadas, e o meu espírito sorve o veneno delas; os terrores de Deus se arregimentam contra mim.
5 Das Wild schreit nicht, wenn es Gras hat; der Ochse blökt nicht, wenn er sein Futter hat.
5 Zurrará o jumento montês junto à relva? Ou mugirá o boi junto à sua forragem?
6 Kann man auch essen, was ungesalzen ist? Oder wer mag kosten das Weiße um den Dotter?
6 Comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá sabor na clara do ovo?
7 Was meine Seele widerte anzurühren, das ist meine Speise, mir zum Ekel.
7 Aquilo que a minha alma recusava tocar, isso é agora a minha comida repugnante.
8 O, daß meine Bitte geschähe und Gott gäbe mir, was ich hoffe!
8 Quem dera que se cumprisse o meu pedido, e que Deus me concedesse o que anelo!
9 Daß Gott anfinge und zerschlüge mich und ließe seine Hand gehen und zerscheiterte mich!
9 Que fosse do agrado de Deus esmagar-me, que soltasse a sua mão e acabasse comigo!
10 So hätte ich nun Trost, und wollte bitten in meiner Krankheit, daß er nur nicht schonte, habe ich doch nicht verleugnet die Reden des Heiligen.
10 Isto ainda seria a minha consolação, e saltaria de contente na minha dor, que ele não poupa; porque não tenho negado as palavras do Santo.
11 Was ist meine Kraft, daß ich möge beharren? und welches ist mein Ende, daß meine Seele geduldig sein sollte?
11 Por que esperar, se já não tenho forças? Por que prolongar a vida, se o meu fim é certo?
12 Ist doch meine Kraft nicht steinern und mein Fleisch nicht ehern.
12 Acaso, a minha força é a força da pedra? Ou é de bronze a minha carne?
13 Habe ich doch nirgend Hilfe, und mein Vermögen ist dahin.
13 Não! Jamais haverá socorro para mim; foram afastados de mim os meus recursos.
14 Wer Barmherzigkeit seinem Nächsten verweigert, der verläßt des Allmächtigen Furcht.
14 Ao aflito deve o amigo mostrar compaixão, a menos que tenha abandonado o temor do Todo-Poderoso.
15 Meine Brüder trügen wie ein Bach, wie Wasserströme, die vergehen,
15 Meus irmãos aleivosamente me trataram; são como um ribeiro, como a torrente que transborda no vale,
16 die trübe sind vom Eis, in die der Schnee sich birgt:
16 turvada com o gelo e com a neve que nela se esconde,
17 zur Zeit, wenn sie die Hitze drückt, versiegen sie; wenn es heiß wird, vergehen sie von ihrer Stätte.
17 torrente que no tempo do calor seca, emudece e desaparece do seu lugar.
18 Die Reisezüge gehen ab vom Wege, sie treten aufs Ungebahnte und kommen um;
18 Desviam-se as caravanas dos seus caminhos, sobem para lugares desolados e perecem.
19 die Reisezüge von Thema blicken ihnen nach, die Karawanen von Saba hofften auf sie:
19 As caravanas de Temá procuram essa torrente, os viajantes de Sabá por ela suspiram.
20 aber sie wurden zu Schanden über ihrer Hoffnung und mußten sich schämen, als sie dahin kamen.
20 Ficam envergonhados por terem confiado; em chegando ali, confundem-se.
21 So seid ihr jetzt ein Nichts geworden, und weil ihr Jammer sehet, fürchtet ihr euch.
21 Assim também vós outros sois nada para mim; vedes os meus males e vos espantais.
22 Habe ich auch gesagt: Bringet her von eurem Vermögen und schenkt mir
22 Acaso, disse eu: dai-me um presente? Ou: oferecei-me um suborno da vossa fazenda?
23 und errettet mich aus der Hand des Feindes und erlöst mich von der Hand der Gewalttätigen?
23 Ou: livrai-me do poder do opressor? Ou: redimi-me das mãos dos tiranos?
24 Lehret mich, so will ich schweigen; und was ich nicht weiß, darin unterweist mich.
24 Ensinai-me, e eu me calarei; dai-me a entender em que tenho errado.
25 Warum tadelt ihr rechte Rede? Wer ist unter euch, der sie strafen könnte?
25 Oh! Como são persuasivas as palavras retas! Mas que é o que repreende a vossa repreensão?
26 Gedenket ihr, Worte zu strafen? Aber eines Verzweifelten Rede ist für den Wind.
26 Acaso, pensais em reprovar as minhas palavras, ditas por um desesperado ao vento?
27 Ihr fielet wohl über einen armen Waisen her und grübet eurem Nachbarn Gruben.
27 Até sobre o órfão lançaríeis sorte e especularíeis com o vosso amigo?
28 Doch weil ihr habt angehoben, sehet auf mich, ob ich vor euch mit Lügen bestehen werde.
28 Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim e vede que não minto na vossa cara.
29 Antwortet, was recht ist; meine Antwort wird noch recht bleiben.
29 Tornai a julgar, vos peço, e não haja iniquidade; tornai a julgar, e a justiça da minha causa triunfará.
30 Ist denn auf meiner Zunge Unrecht, oder sollte mein Gaumen Böses nicht merken?
30 Há iniquidade na minha língua? Não pode o meu paladar discernir coisas perniciosas?

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