Mateus 7 fecha o Sermão do Monte com vários ensinos curtos e fortes. O primeiro: 'não julgueis, para que não sejais julgados'. Não é proibição de discernimento — é alerta contra a hipocrisia que vê o argueiro do irmão e ignora a trave própria.
O meio do capítulo traz uma das mais consoladoras promessas sobre oração: 'pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á'. Se pais maus sabem dar boas dádivas, quanto mais o Pai celestial.
Vem então o aviso da porta estreita: o caminho que conduz à perdição é largo, o que leva à vida é apertado. E o teste dos profetas: 'pelos seus frutos os conhecereis'. Palavras sem fruto não bastam.
O sermão termina com a parábola dos dois construtores: ouvir e praticar = casa sobre a rocha que resiste. Ouvir e não praticar = casa sobre a areia que cai com grande estrondo. O Sermão do Monte não é manual de inspiração — é convite à ação.