Filipenses 2 abre com um chamado à unidade que é também à humildade. 'Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus' — e Paulo introduz um hino que muitos estudiosos creem ser anterior à carta, talvez já cantado pela igreja primitiva.
O hino traça o movimento de Cristo. Ele 'sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus' — mas se esvaziou. Tomou forma de servo. Foi feito homem. Humilhou-se. Foi obediente até a morte — e morte de cruz.
A descida tem fundo. E aí vem a virada: 'pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome'. O caminho da glória é descer primeiro. Toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor — para glória de Deus Pai.
O resto do capítulo aplica isso. 'Operai a vossa salvação com temor e tremor' — não para conseguir salvação, mas para vivê-la com responsabilidade. Tudo sem murmurações. Paulo usa Timóteo e Epafrodito como exemplos vivos do mesmo padrão de servir até gastar-se.