Efésios 6 começa onde o 5 termina: nas relações de casa. Filhos honram pais; pais não exasperam filhos; servos servem como ao Senhor; senhores tratam os servos sabendo que têm um Senhor maior. Todo o capítulo está moldurado pela ideia de que a vida cristã não é privada — é vivida em relações concretas.
No verso 10, a perspectiva muda: "fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder". Paulo expõe que a verdadeira luta "não é contra a carne e o sangue", e sim contra principados e potestades espirituais. Por isso vem a armadura — não para impressionar, mas para resistir e ficar em pé.
A armadura é toda defensiva, exceto uma peça. Cinto da verdade, couraça da justiça, sapatos do evangelho da paz, escudo da fé, capacete da salvação — e a única arma ofensiva: a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. Note: o cristão luta sustentando o que já é dele em Cristo, não conquistando algo novo.
O desfecho são quatro chamados à oração: orai em todo tempo, com toda oração, vigiando, com perseverança — e por todos os santos. E especificamente: orai por mim. A armadura sem oração é estátua; com oração, é tropa em movimento.
O capítulo encerra a carta com uma bênção: paz, amor com fé, e graça.