Apocalipse 21 abre uma cena nova: "vi um novo céu e uma nova terra, porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram". O mar — símbolo de caos e separação na imaginação bíblica — não existe mais.
A Jerusalém celestial desce do céu adornada como noiva. E uma voz declara o que toda a Bíblia preparou: "o tabernáculo de Deus está com os homens... e Deus mesmo estará com eles". A história começa com Deus andando no jardim com Adão e Eva (Gênesis 3) e termina com Deus habitando definitivamente entre seu povo.
Vem então a passagem que tantas vezes é lida em funerais cristãos: "e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas". Não são lágrimas evitadas — são lágrimas reconhecidas e enxugadas, uma a uma.
O meio do capítulo descreve a cidade. As medidas (12 mil estádios em cada direção, muros de 144 côvados) são números simbólicos do povo de Deus completo. As pedras preciosas, as 12 portas com nomes das tribos, os 12 fundamentos com nomes dos apóstolos — Antigo e Novo Testamento se encontram nessa cidade.
O mais importante: "não vi nela templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro". Não há mais santuário separado — Deus mesmo é o Templo. Não há sol nem lua — a glória de Deus a ilumina. Apocalipse 21 é o lar para o qual toda a Bíblia caminha.