Marcos 15
BKJ (BKJ, 2017) vs NAA
1 E, logo de manhã, os principais sacerdotes reunindo-se em conselho com os anciãos e os escribas e todo o conselho, e amarrando Jesus, levaram-no, e o entregaram a Pilatos.
1 Logo pela manhã, os principais sacerdotes entraram em conselho com os anciãos, os escribas e todo o Sinédrio; e, amarrando Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos.
2 E Pilatos lhe perguntou: És tu o REI DOS JUDEUS? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu dizes isto.
2 Pilatos perguntou: — Você é o rei dos judeus? Jesus respondeu:
3 E os principais sacerdotes o acusavam de muitas coisas; mas ele nada respondia.
3 E os principais sacerdotes o acusavam de muitas coisas.
4 E Pilatos perguntou-o novamente, dizendo: Nada respondes? Vê quantas coisas eles testemunham contra ti.
4 Então Pilatos tornou a perguntar: — Você não vai responder nada? Veja quantas acusações fazem contra você!
5 Mas Jesus nada respondeu, de maneira que Pilatos se maravilhava.
5 Jesus, porém, não disse mais nada, a ponto de Pilatos muito se admirar.
6 Ora, naquela festa ele libertava um prisioneiro, qualquer que eles desejassem.
6 Ora, por ocasião da festa, era costume soltar ao povo um dos presos, aquele que eles pedissem.
7 E havia um chamado Barrabás, que estava preso com outros insurgentes, que tinha cometido assassinato na insurreição.
7 Havia um, chamado Barrabás, preso com rebeldes, os quais em um tumulto haviam cometido homicídio.
8 E a multidão, gritando em voz alta, começou a querer que ele fizesse como sempre lhes tinha feito.
8 Vindo a multidão, começou a pedir que Pilatos lhes fizesse como de costume.
9 Mas Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que eu vos liberte o REI DOS JUDEUS?
9 E Pilatos lhes respondeu, dizendo: — Vocês querem que eu lhes solte o rei dos judeus?
10 Porque ele sabia que por inveja os principais sacerdotes lhe haviam entregado.
10 Pois ele bem percebia que era por inveja que os principais sacerdotes lhe haviam entregado Jesus.
11 Mas os principais sacerdotes incitaram a multidão para que lhes soltasse antes Barrabás.
11 Mas os principais sacerdotes incitaram a multidão no sentido de que lhes soltasse, de preferência, Barrabás.
12 E Pilatos, respondendo, lhes disse novamente: Então o que quereis que eu faça daquele a quem chamais de REI DOS JUDEUS?
12 E Pilatos lhes perguntou: — O que, então, vocês querem que eu faça com este a quem vocês chamam de rei dos judeus?
13 E eles gritaram novamente: Crucifica-o.
13 Eles gritaram: — Crucifique-o!
14 Então Pilatos lhes disse: Por quê? Que mal ele fez? E eles cada vez gritavam mais excessivamente: Crucifica-o.
14 Mas Pilatos lhes disse: — Que mal fez ele? Porém eles gritavam cada vez mais: — Crucifique-o!
15 E, então, Pilatos, querendo satisfazer a multidão, libertou-lhes Barrabás, e entregou Jesus, após tê-lo açoitado, para ser crucificado.
15 Então Pilatos, querendo contentar a multidão, lhes soltou Barrabás. E, depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado.
16 E os soldados o levaram para dentro do saguão chamado Pretório, e convocaram todo destacamento.
16 Então os soldados levaram Jesus para dentro do palácio, que é o Pretório, e reuniram toda a tropa.
17 E vestiram-no com púrpura, e entrelaçaram uma coroa de espinhos, puseram-lha na sua cabeça,
17 Vestiram Jesus com um manto púrpura e, tecendo uma coroa de espinhos, a puseram na cabeça dele.
18 e começaram a saudá-lo: Salve, REI DOS JUDEUS!
18 E o saudavam, dizendo: — Salve, rei dos judeus!
19 E feriram-no na cabeça com uma cana, e cuspiram nele, e curvando os seus joelhos, o adoraram.
19 Batiam na cabeça dele com um caniço, cuspiam nele e, pondo-se de joelhos, o adoravam.
20 E, tendo zombado dele, tiraram-lhe a púrpura, e lhe puseram suas próprias vestes; e o levaram para fora a fim de crucificá-lo.
20 Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto púrpura e o vestiram com as suas próprias roupas. Então conduziram Jesus para fora a fim de o crucificarem.
21 E obrigaram a um certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a carregar sua cruz.
21 E obrigaram Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar a cruz de Jesus.
22 E levaram-no ao lugar do Gólgota, que quer dizer: Lugar da Caveira.
22 E levaram Jesus para o Gólgota, que quer dizer “Lugar da Caveira”.
23 E deram-lhe para beber vinho misturado com mirra, mas ele não o recebeu.
23 Quiseram dar-lhe para beber vinho misturado com mirra, mas Jesus não aceitou.
24 E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sorte sobre elas, o que cada homem tomaria.
24 Então o crucificaram e repartiram entre si as roupas dele, tirando a sorte, para ver o que cada um levaria.
25 E era a hora terceira, e eles o crucificaram.
25 Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.
26 E a epígrafe de sua acusação estava escrita: O REI DOS JUDEUS.
26 E a inscrição com a acusação contra ele dizia: “ O Rei dos Judeus ”.
27 E crucificaram com ele dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda.
27 Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda.
28 E cumpriu-se a escritura, que diz: E com os transgressores ele foi contado.
28 [E cumpriu-se a Escritura que diz: “Com malfeitores foi contado.” ]
29 E os que passavam insultavam-no, meneando as suas cabeças, e dizendo: Ah! Tu que destróis o templo, e em três dias o reconstróis,
29 Os que iam passando blasfemavam contra ele, balançando a cabeça e dizendo: — Ah! Você que destrói o santuário e em três dias o reedifica!
30 salva-te a ti mesmo, e desce da cruz.
30 Salve a si mesmo, descendo da cruz!
31 E da mesma maneira também os principais sacerdotes, com os escribas, zombando, diziam uns aos outros: Ele salvou a outros, a si mesmo não pode salvar.
31 De igual modo, os principais sacerdotes com os escribas, zombando, diziam entre si: — Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar.
32 Desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos. Também os que foram crucificados com ele o injuriavam.
32 Que o Cristo, o rei de Israel, desça agora da cruz para que vejamos e creiamos. Também os que com ele foram crucificados o insultavam.
33 E, chegada à hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona.
33 Chegado o meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde.
34 E, à hora nona, Jesus gritou em alta voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que, traduzido, é: Meu Deus, meu Deus, por que tu me abandonaste?
34 E às três horas, Jesus clamou em alta voz:
35 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Eis que ele chama por Elias.
35 E alguns dos que estavam ali, ouvindo isto, diziam: — Vejam! Ele chama por Elias!
36 E um deles correu a embeber uma esponja com vinagre e, pondo-a em uma cana, dava-lhe de beber, dizendo: Deixa-o em paz, vejamos se Elias vem para tirá-lo.
36 E um deles correu para embeber uma esponja em vinagre e, colocando-a na ponta de um caniço, deu-lhe de beber, dizendo: — Esperem! Vejamos se Elias vem tirá-lo!
37 E Jesus, gritando em alta voz, rendeu o espírito.
37 Mas Jesus, dando um forte grito, expirou.
38 E o véu do templo se rasgou em dois, de cima para baixo.
38 E o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo.
39 E o centurião, que estava defronte dele, vendo-o gritar e render o espírito, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.
39 O centurião que estava em frente de Jesus, vendo que assim havia expirado, disse: — Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.
40 E também ali estavam algumas mulheres, olhando de longe, entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé;
40 Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e ainda Salomé.
41 (as quais também o seguiam, e o serviam, quando estava na Galileia); e muitas outras mulheres que tinham subido com ele para Jerusalém.
41 Quando Jesus estava na Galileia, essas mulheres o acompanhavam e serviam. E, além destas, havia muitas outras que tinham ido com ele para Jerusalém.
42 E, chegada a tarde, pois era o dia da preparação, isto é, o dia antes do shabat,
42 Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado,
43 José de Arimateia, um conselheiro honrado, que também esperava o reino de Deus, foi corajosamente a Pilatos e implorava pelo corpo de Jesus.
43 José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se ousadamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
44 E Pilatos se maravilhou que já estivesse morto. E, chamando a si o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido.
44 Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que Jesus tinha morrido.
45 E, depois que o soube do centurião, ele deu o corpo a José.
45 Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José.
46 E ele comprou um pano de linho, e, tendo-o descido, envolveu-o no pano, e deitou-o em uma sepultura lavrada na rocha, e rolou uma pedra para a porta da sepultura.
46 Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o num lençol que tinha comprado e o depositou num túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo.
47 E Maria Madalena e Maria, a mãe de José, observavam onde fora colocado.
47 Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto.
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