Marcos 15

BKJ (BKJ, 2017) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 E, logo de manhã, os principais sacerdotes reunindo-se em conselho com os anciãos e os escribas e todo o conselho, e amarrando Jesus, levaram-no, e o entregaram a Pilatos.
1 Logo pela manhã, entraram em conselho os principais sacerdotes com os anciãos, os escribas e todo o Sinédrio; e, amarrando a Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos.
2 E Pilatos lhe perguntou: És tu o REI DOS JUDEUS? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu dizes isto.
2 Pilatos o interrogou: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Tu o dizes.
3 E os principais sacerdotes o acusavam de muitas coisas; mas ele nada respondia.
3 Então, os principais sacerdotes o acusavam de muitas coisas.
4 E Pilatos perguntou-o novamente, dizendo: Nada respondes? Vê quantas coisas eles testemunham contra ti.
4 Tornou Pilatos a interrogá-lo: Nada respondes? Vê quantas acusações te fazem!
5 Mas Jesus nada respondeu, de maneira que Pilatos se maravilhava.
5 Jesus, porém, não respondeu palavra, a ponto de Pilatos muito se admirar.
6 Ora, naquela festa ele libertava um prisioneiro, qualquer que eles desejassem.
6 Ora, por ocasião da festa, era costume soltar ao povo um dos presos, qualquer que eles pedissem.
7 E havia um chamado Barrabás, que estava preso com outros insurgentes, que tinha cometido assassinato na insurreição.
7 Havia um, chamado Barrabás, preso com amotinadores, os quais em um tumulto haviam cometido homicídio.
8 E a multidão, gritando em voz alta, começou a querer que ele fizesse como sempre lhes tinha feito.
8 Vindo a multidão, começou a pedir que lhes fizesse como de costume.
9 Mas Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que eu vos liberte o REI DOS JUDEUS?
9 E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que eu vos solte o rei dos judeus?
10 Porque ele sabia que por inveja os principais sacerdotes lhe haviam entregado.
10 Pois ele bem percebia que por inveja os principais sacerdotes lho haviam entregado.
11 Mas os principais sacerdotes incitaram a multidão para que lhes soltasse antes Barrabás.
11 Mas estes incitaram a multidão no sentido de que lhes soltasse, de preferência, Barrabás.
12 E Pilatos, respondendo, lhes disse novamente: Então o que quereis que eu faça daquele a quem chamais de REI DOS JUDEUS?
12 Mas Pilatos lhes perguntou: Que farei, então, deste a quem chamais o rei dos judeus?
13 E eles gritaram novamente: Crucifica-o.
13 Eles, porém, clamavam: Crucifica-o!
14 Então Pilatos lhes disse: Por quê? Que mal ele fez? E eles cada vez gritavam mais excessivamente: Crucifica-o.
14 Mas Pilatos lhes disse: Que mal fez ele? E eles gritavam cada vez mais: Crucifica-o!
15 E, então, Pilatos, querendo satisfazer a multidão, libertou-lhes Barrabás, e entregou Jesus, após tê-lo açoitado, para ser crucificado.
15 Então, Pilatos, querendo contentar a multidão, soltou-lhes Barrabás; e, após mandar açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.
16 E os soldados o levaram para dentro do saguão chamado Pretório, e convocaram todo destacamento.
16 Então, os soldados o levaram para dentro do palácio, que é o pretório, e reuniram todo o destacamento.
17 E vestiram-no com púrpura, e entrelaçaram uma coroa de espinhos, puseram-lha na sua cabeça,
17 Vestiram-no de púrpura e, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça.
18 e começaram a saudá-lo: Salve, REI DOS JUDEUS!
18 E o saudavam, dizendo: Salve, rei dos judeus!
19 E feriram-no na cabeça com uma cana, e cuspiram nele, e curvando os seus joelhos, o adoraram.
19 Davam-lhe na cabeça com um caniço, cuspiam nele e, pondo-se de joelhos, o adoravam.
20 E, tendo zombado dele, tiraram-lhe a púrpura, e lhe puseram suas próprias vestes; e o levaram para fora a fim de crucificá-lo.
20 Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe a púrpura e o vestiram com as suas próprias vestes. Então, conduziram Jesus para fora, com o fim de o crucificarem.
21 E obrigaram a um certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a carregar sua cruz.
21 E obrigaram a Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-lhe a cruz.
22 E levaram-no ao lugar do Gólgota, que quer dizer: Lugar da Caveira.
22 E levaram Jesus para o Gólgota, que quer dizer Lugar da Caveira.
23 E deram-lhe para beber vinho misturado com mirra, mas ele não o recebeu.
23 Deram-lhe a beber vinho com mirra; ele, porém, não tomou.
24 E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sorte sobre elas, o que cada homem tomaria.
24 Então, o crucificaram e repartiram entre si as vestes dele, lançando-lhes sorte, para ver o que levaria cada um.
25 E era a hora terceira, e eles o crucificaram.
25 Era a hora terceira quando o crucificaram.
26 E a epígrafe de sua acusação estava escrita: O REI DOS JUDEUS.
26 E, por cima, estava, em epígrafe, a sua acusação: O Rei dos Judeus .
27 E crucificaram com ele dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda.
27 Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda.
28 E cumpriu-se a escritura, que diz: E com os transgressores ele foi contado.
28 [E cumpriu-se a Escritura que diz: Com malfeitores foi contado. ]
29 E os que passavam insultavam-no, meneando as suas cabeças, e dizendo: Ah! Tu que destróis o templo, e em três dias o reconstróis,
29 Os que iam passando, blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Ah! Tu que destróis o santuário e, em três dias, o reedificas!
30 salva-te a ti mesmo, e desce da cruz.
30 Salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!
31 E da mesma maneira também os principais sacerdotes, com os escribas, zombando, diziam uns aos outros: Ele salvou a outros, a si mesmo não pode salvar.
31 De igual modo, os principais sacerdotes com os escribas, escarnecendo, entre si diziam: Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se;
32 Desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos. Também os que foram crucificados com ele o injuriavam.
32 desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos. Também os que com ele foram crucificados o insultavam.
33 E, chegada à hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona.
33 Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona.
34 E, à hora nona, Jesus gritou em alta voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que, traduzido, é: Meu Deus, meu Deus, por que tu me abandonaste?
34 À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
35 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Eis que ele chama por Elias.
35 Alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Vede, chama por Elias!
36 E um deles correu a embeber uma esponja com vinagre e, pondo-a em uma cana, dava-lhe de beber, dizendo: Deixa-o em paz, vejamos se Elias vem para tirá-lo.
36 E um deles correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta de um caniço, deu-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo!
37 E Jesus, gritando em alta voz, rendeu o espírito.
37 Mas Jesus, dando um grande brado, expirou.
38 E o véu do templo se rasgou em dois, de cima para baixo.
38 E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo.
39 E o centurião, que estava defronte dele, vendo-o gritar e render o espírito, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.
39 O centurião que estava em frente dele, vendo que assim expirara, disse: Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.
40 E também ali estavam algumas mulheres, olhando de longe, entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé;
40 Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé;
41 (as quais também o seguiam, e o serviam, quando estava na Galileia); e muitas outras mulheres que tinham subido com ele para Jerusalém.
41 as quais, quando Jesus estava na Galileia, o acompanhavam e serviam; e, além destas, muitas outras que haviam subido com ele para Jerusalém.
42 E, chegada a tarde, pois era o dia da preparação, isto é, o dia antes do shabat,
42 Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado,
43 José de Arimateia, um conselheiro honrado, que também esperava o reino de Deus, foi corajosamente a Pilatos e implorava pelo corpo de Jesus.
43 vindo José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o reino de Deus, dirigiu-se resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
44 E Pilatos se maravilhou que já estivesse morto. E, chamando a si o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido.
44 Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que morrera.
45 E, depois que o soube do centurião, ele deu o corpo a José.
45 Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José.
46 E ele comprou um pano de linho, e, tendo-o descido, envolveu-o no pano, e deitou-o em uma sepultura lavrada na rocha, e rolou uma pedra para a porta da sepultura.
46 Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o em um lençol que comprara e o depositou em um túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo.
47 E Maria Madalena e Maria, a mãe de José, observavam onde fora colocado.
47 Ora, Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto.

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