Jó 38

BKJ (BKJ, 2017) vs VC

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VC Versão Católica
1 Então, o SENHOR respondeu a Jó, através do redemoinho de vento, e disse:
1 Então, do seio da tempestade, o Senhor deu a Jó esta resposta:
2 Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?
2 Quem é aquele que obscurece assim a Providência com discursos sem inteligência?
3 Cinge agora os teus lombos, como um homem; porque eu exigirei de ti, e tu me responderás.
3 Cinge os teus rins como um homem; vou interrogar-te e tu me responderás.
4 Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Declara-o, se tens entendimento.
4 Onde estavas quando lancei os fundamentos da terra? Fala, se estiveres informado disso.
5 Quem lhes pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu a linha sobre ela?
5 Quem lhe tomou as medidas, já que o sabes? Quem sobre ela estendeu o cordel?
6 Sobre o que estão presos os seus fundamentos? Ou quem assentou a sua pedra de esquina,
6 Sobre que repousam suas bases? Quem colocou nela a pedra de ângulo,
7 quando as estrelas da manhã cantavam juntas, e todos os filhos de Deus gritavam de alegria?
7 sob os alegres concertos dos astros da manhã, sob as aclamações de todos os filhos de Deus?
8 Ou quem encerrou o mar com portas, quando este irrompeu, como se tivesse saído do útero?
8 Quem fechou com portas o mar, quando brotou do seio maternal,
9 Quando eu fiz das nuvens sua vestidura, e da espessa escuridão uma faixa para ela;
9 quando lhe dei as nuvens por vestimenta, e o enfaixava com névoas tenebrosas;
10 e quando estabeleci sobre ele meu limite, e coloquei barras e portas,
10 quando lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos,
11 e disse: Até aqui tu virás, porém não mais adiante, e aqui ficarão as tuas ondas orgulhosas?
11 dizendo: Chegarás até aqui, não irás mais longe; aqui se deterá o orgulho de tuas ondas?
12 Comandaste tu a manhã desde teus dias; e fizeste a aurora para conhecer seu lugar;
12 Algum dia na vida deste ordens à manhã? Indicaste à aurora o seu lugar,
13 para que tomasse os confins da terra, para que os perversos pudessem ser sacudidos dela?
13 para que ela alcançasse as extremidades da terra, e dela sacudisse os maus,
14 Ela é transformada em barro para selar; e permanece como uma vestimenta.
14 para que ela tome forma como a argila de sinete e tome cor como um vestido,
15 E dos perversos a sua luz é retida, e o braço altivo será quebrado.
15 para que seja recusada aos maus a sua luz, e sejam quebrados seus braços já erguidos?
16 Ou entraste tu nas fontes do mar, ou andaste em busca da profundidade?
16 Foste até as fontes do mar? Passaste até o fundo do abismo?
17 Tem sido abertos os portões da morte para ti? Ou viste as portas da sombra da morte?
17 Apareceram-te, porventura, as portas da morte? Viste, por acaso, as portas da tenebrosa morada?
18 Tu percebeste a largura da terra? Declara se sabes de tudo isto.
18 Abraçaste com o olhar a extensão da terra? Fala, se sabes tudo isso!
19 Onde está o caminho onde a luz habita? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar;
19 Qual é o caminho da morada luminosa? Onde é a residência das trevas?
20 poderás conduzi-la a seus limites, e para que saibas as veredas para a sua casa?
20 Poderias alcançá-la em seu domínio, e reconhecer as veredas de sua morada?
21 Sabes tu isso, porque tu eras então nascido, ou porque o número dos teus dias é grande?
21 Deverias sabê-lo, pois já tinhas nascido: são tão numerosos os teus dias!
22 Entraste tu nos tesouros da neve? Ou viste os tesouros do granizo,
22 Penetraste nos depósitos da neve? Visitaste os armazéns dos granizos,
23 que eu tenho reservado contra os tempos de tribulação, para o dia da batalha e guerra?
23 que reservo para os tempos de tormento, para os dias de luta e de batalha?
24 Por qual caminho se difunde a luz, que espalha o vento do leste sobre a terra?
24 Por que caminho se espalha o nevoeiro, e o vento do oriente se expande pela terra?
25 Quem dividiu um curso de água para que as águas fluíssem, ou um caminho para o relâmpago do trovão;
25 Quem abre um canal para os aguaceiros, e uma rota para o relâmpago,
26 para fazer com que chova sobre a terra, onde nenhum homem está, no deserto, onde não há homem;
26 para fazer chover sobre uma terra desabitada, sobre um deserto sem seres humanos,
27 para satisfazer o chão assolado e gasto, e para fazer com que o broto da tenra erva germine?
27 para regar regiões vastas e desoladas, para nelas fazer germinar a erva verdejante?
28 Tem a chuva um pai? Ou quem gerou as gotas do orvalho?
28 Terá a chuva um pai? Quem gera as gotas do orvalho?
29 Do ventre de quem veio o gelo? E a branca geada do céu, quem a gerou?
29 De que seio sai o gelo, quem engendra a geada do céu,
30 As águas se escondem como se fossem uma pedra, e a face do abismo se congela.
30 quando endurecem as águas como a pedra, e se torna sólida a superfície do abismo?
31 Poderás anular os laços das Plêiades ou soltar as faixas do Órion?
31 És tu que atas os laços das Plêiades, ou que desatas as correntes do Órion?
32 Podes tu abrir a Mazzaroth em seu tempo? Podes guiar Ursa com seus filhos?
32 És tu que fazes sair a seu tempo as constelações, e conduzes a grande Ursa com seus filhinhos?
33 Sabes tu as ordenanças do céu, ou podes estabelecer o domínio dele sobre a terra?
33 Conheces as leis do céu, regulas sua influência sobre a terra?
34 Tu podes levantar a tua voz até as nuvens, para que a abundância das águas possam te cobrir?
34 Levantarás a tua voz até as nuvens, e o dilúvio te obedecerá?
35 Tu podes enviar os raios para que vão e te digam: Aqui estamos nós?
35 Tua ordem fará os relâmpagos surgirem, e dir-te-ão eles: Eis-nos aqui?
36 Quem pôs a sabedoria no íntimo? Ou quem deu entendimento ao coração?
36 Quem pôs a sabedoria nas nuvens, e a inteligência no meteoro?
37 Quem pode enumerar as nuvens com sabedoria? Ou quem pode esvaziar os odres do céu?
37 Quem pode enumerar as nuvens, e inclinar as urnas do céu,
38 Quando o pó se funde em uma massa, e os torrões se unem rapidamente?
38 para que a poeira se mova em massa compacta, e os seus torrões se aglomerem?
39 Caçarás tu a presa para o leão, ou saciarás o apetite dos jovens leões,
39 És tu que caças a presa para a leoa, e que satisfazes a fome dos leõezinhos
40 quando eles se aninharem em seus covis, e ficam nas covas à espreita?
40 quando estão deitados em seus covis, ou quando se emboscam nas covas?
41 Quem provê para os corvos o seu alimento, quando os seus filhotes clamam a Deus, e vagueiam por falta de alimento?
41 Quem prepara ao corvo o seu sustento, quando seus filhinhos gritam para Deus, quando andam de um lado para outro sem comida?

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