Jó 4

Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Então, respondeu Elifaz, o temanita, e disse:
1 Então Elifaz, o temanita, tomou a palavra e disse:
2 Se intentar alguém falar-te, enfadar-te-ás? Quem, todavia, poderá conter as palavras?
2 “Se alguém tentar falar, você terá paciência para ouvir? Mas quem poderá conter as palavras?
3 Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas.
3 Veja bem! Você ensinou a muitos e fortaleceu mãos cansadas.
4 As tuas palavras têm sustentado aos que tropeçavam, e os joelhos vacilantes tens fortificado.
4 As suas palavras sustentaram os que tropeçavam, e você fortaleceu joelhos vacilantes.
5 Mas agora, em chegando a tua vez, tu te enfadas; sendo tu atingido, te perturbas.
5 Mas agora, quando chega a sua vez, você perde a paciência; ao ser atingido, você fica apavorado.
6 Porventura, não é o teu temor de Deus aquilo em que confias, e a tua esperança, a retidão dos teus caminhos?
6 Você não tem confiança no seu temor a Deus? Não tem esperança na integridade dos seus caminhos?
7 Lembra-te: acaso, já pereceu algum inocente? E onde foram os retos destruídos?
7 Pense bem: será que algum inocente já chegou a perecer? E onde os retos foram destruídos?
8 Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles segam.
8 Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles colhem.
9 Com o hálito de Deus perecem; e com o assopro da sua ira se consomem.
9 Com o hálito de Deus perecem; e com o sopro da sua ira são consumidos.
10 Cessa o bramido do leão e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebram.
10 Cessa o bramido do leão e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos são quebrados.
11 Perece o leão, porque não há presa, e os filhos da leoa andam dispersos.
11 O leão morre, porque não há presa, e os filhos da leoa andam dispersos.”
12 Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
12 “Uma palavra me foi trazida em segredo, e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
13 Entre pensamentos de visões noturnas, quando profundo sono cai sobre os homens,
13 Entre pensamentos de visões noturnas, quando o sono profundo cai sobre as pessoas,
14 sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
14 sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
15 Então, um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos do meu corpo;
15 Então um espírito passou por diante de mim; e se arrepiaram os cabelos do meu corpo.
16 parou ele, mas não lhe discerni a aparência; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz:
16 Ele parou, mas não reconheci a sua aparência. Um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz:
17 Seria, porventura, o mortal justo diante de Deus? Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador?
17 ‘Pode um mortal ser justo diante de Deus? Pode alguém ser puro diante do seu Criador?
18 Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições;
18 Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições;
19 quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça!
19 quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e que são esmagados como a traça!
20 Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que disso se faça caso.
20 Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que ninguém se importe com isso.
21 Se se lhes corta o fio da vida, morrem e não atingem a sabedoria.
21 Se o fio da vida lhes é cortado, morrem e não alcançam a sabedoria.’”

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