Jó 4

Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Então, respondeu Elifaz, o temanita, e disse:
1 Então, respondeu Elifaz, o temanita, e disse:
2 Se intentar alguém falar-te, enfadar-te-ás? Quem, todavia, poderá conter as palavras?
2 Se intentarmos falar-te, enfadar-te-ás? Mas quem poderá conter as palavras?
3 Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas.
3 Eis que ensinaste a muitos e esforçaste as mãos fracas.
4 As tuas palavras têm sustentado aos que tropeçavam, e os joelhos vacilantes tens fortificado.
4 As tuas palavras levantaram os que tropeçavam, e os joelhos desfalecentes fortificaste.
5 Mas agora, em chegando a tua vez, tu te enfadas; sendo tu atingido, te perturbas.
5 Mas agora a ti te vem, e te enfadas; e, tocando-te a ti, te perturbas.
6 Porventura, não é o teu temor de Deus aquilo em que confias, e a tua esperança, a retidão dos teus caminhos?
6 Porventura, não era o teu temor de Deus a tua confiança, e a tua esperança, a sinceridade dos teus caminhos?
7 Lembra-te: acaso, já pereceu algum inocente? E onde foram os retos destruídos?
7 Lembra-te, agora: qual é o inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos?
8 Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles segam.
8 Segundo eu tenho visto, os que lavram iniquidade e semeiam o mal segam isso mesmo.
9 Com o hálito de Deus perecem; e com o assopro da sua ira se consomem.
9 Com o hálito de Deus perecem; e com o assopro da sua ira se consomem.
10 Cessa o bramido do leão e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebram.
10 O bramido do leão, e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebrantam.
11 Perece o leão, porque não há presa, e os filhos da leoa andam dispersos.
11 Perece o leão velho, porque não há presa, e os filhos da leoa andam dispersos.
12 Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
12 Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
13 Entre pensamentos de visões noturnas, quando profundo sono cai sobre os homens,
13 Entre pensamentos de visões da noite, quando cai sobre os homens o sono profundo,
14 sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
14 sobreveio-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
15 Então, um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos do meu corpo;
15 Então, um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos da minha carne;
16 parou ele, mas não lhe discerni a aparência; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz:
16 parou ele, mas não conheci a sua feição; um vulto estava diante dos meus olhos; e, calando-me, ouvi uma voz que dizia:
17 Seria, porventura, o mortal justo diante de Deus? Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador?
17 Seria, porventura, o homem mais justo do que Deus? Seria, porventura, o varão mais puro do que o seu Criador?
18 Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições;
18 Eis que nos seus servos não confia e nos seus anjos encontra loucura;
19 quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça!
19 quanto mais naqueles que habitam em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e são machucados como a traça!
20 Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que disso se faça caso.
20 Desde de manhã até à tarde são despedaçados; e eternamente perecem, sem que disso se faça caso.
21 Se se lhes corta o fio da vida, morrem e não atingem a sabedoria.
21 Porventura, não passa com eles a sua excelência? Morrem, mas sem sabedoria.

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