Jó 3

Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Depois disto, passou Jó a falar e amaldiçoou o seu dia natalício.
1 Depois disto, Jó passou a falar e amaldiçoou o dia do seu nascimento.
2 Disse Jó:
2 Jó disse:
3 Pereça o dia em que nasci e a noite em que se disse: Foi concebido um homem!
3 “Pereça o dia em que nasci e a noite em que se disse: ‘Foi concebido um homem!’
4 Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz.
4 Que aquele dia se transforme em trevas, e Deus, lá de cima, não se importe com ele, nem resplandeça sobre ele a luz.
5 Reclamem-no as trevas e a sombra de morte; habitem sobre ele nuvens; espante-o tudo o que pode enegrecer o dia.
5 Que as trevas e a sombra da morte se apoderem desse dia; que uma nuvem habite sobre ele; que tudo o que pode escurecer o dia o espante.
6 Aquela noite, que dela se apoderem densas trevas; não se regozije ela entre os dias do ano, não entre na conta dos meses.
6 Aquela noite, que dela se apoderem densas trevas; que ela não se alegre entre os dias do ano, nem entre na conta dos meses.
7 Seja estéril aquela noite, e dela sejam banidos os sons de júbilo.
7 Sim, que seja estéril aquela noite, e dela sejam banidos os gritos de alegria.
8 Amaldiçoem-na aqueles que sabem amaldiçoar o dia e sabem excitar o monstro marinho.
8 Amaldiçoem-na aqueles que sabem amaldiçoar o dia e sabem instigar o Leviatã.
9 Escureçam-se as estrelas do crepúsculo matutino dessa noite; que ela espere a luz, e a luz não venha; que não veja as pálpebras dos olhos da alva,
9 Escureçam-se as estrelas do seu alvorecer; que a noite espere a luz, e a luz não venha; que não veja o despontar da alvorada,
10 pois não fechou as portas do ventre de minha mãe, nem escondeu dos meus olhos o sofrimento.
10 pois não fechou as portas do ventre da minha mãe, nem escondeu dos meus olhos o sofrimento.”
11 Por que não morri eu na madre? Por que não expirei ao sair dela?
11 “Por que não morri ao nascer? Por que não expirei ao sair do ventre de minha mãe?
12 Por que houve regaço que me acolhesse? E por que peitos, para que eu mamasse?
12 Por que houve um colo que me acolhesse, e seios, para que eu mamasse?
13 Porque já agora repousaria tranquilo; dormiria, e, então, haveria para mim descanso,
13 Porque agora eu repousaria tranquilo; dormiria, e então haveria para mim descanso,
14 com os reis e conselheiros da terra que para si edificaram mausoléus;
14 com os reis e conselheiros da terra que construíram para si mausoléus;
15 ou com os príncipes que tinham ouro e encheram de prata as suas casas;
15 ou com os príncipes que tinham ouro e encheram as suas casas de prata;
16 ou, como aborto oculto, eu não existiria, como crianças que nunca viram a luz.
16 ou, como aborto oculto, eu não existiria, como crianças que nunca viram a luz.
17 Ali, os maus cessam de perturbar, e, ali, repousam os cansados.
17 Ali os maus cessam de perturbar, e ali repousam os cansados.
18 Ali, os presos juntamente repousam e não ouvem a voz do feitor.
18 Ali os presos juntamente repousam e não ouvem a voz do capataz.
19 Ali, está tanto o pequeno como o grande e o servo livre de seu senhor.
19 Ali está tanto o pequeno como o grande, e o servo fica livre de seu senhor.”
20 Por que se concede luz ao miserável e vida aos amargurados de ânimo,
20 “Por que se concede luz ao miserável e vida aos de coração amargurado,
21 que esperam a morte, e ela não vem? Eles cavam em procura dela mais do que tesouros ocultos.
21 que esperam a morte, e ela não vem, que cavam em procura dela mais do que tesouros ocultos,
22 Eles se regozijariam por um túmulo e exultariam se achassem a sepultura.
22 que se alegrariam por um túmulo e exultariam se achassem a sepultura?
23 Por que se concede luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus cercou de todos os lados?
23 Por que se concede luz ao homem cujo caminho é oculto, e a quem Deus cercou de todos os lados?”
24 Por que em vez do meu pão me vêm gemidos, e os meus lamentos se derramam como água?
24 “Porque em vez do meu pão me vêm gemidos, e os meus lamentos se derramam como água.
25 Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece.
25 Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece.
26 Não tenho descanso, nem sossego, nem repouso, e já me vem grande perturbação.
26 Não tenho descanso, não tenho sossego, não tenho repouso; só tenho inquietação.”

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