Jó 31

Almeida Revista e Atualizada (ARA, 1993) vs NVT

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NVT Nova Versão Transformadora
1 Fiz aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?
1 “Fiz uma aliança com meus olhos de não olhar com cobiça para nenhuma jovem.
2 Que porção, pois, teria eu do Deus lá de cima e que herança, do Todo-Poderoso desde as alturas?
2 Pois o que Deus, lá de cima, escolheu para nós? Qual é nossa herança do Todo-poderoso, que está lá no alto?
3 Acaso, não é a perdição para o iníquo, e o infortúnio, para os que praticam a maldade?
3 Não é calamidade para os perversos e desgraça para os que praticam o mal?
4 Ou não vê Deus os meus caminhos e não conta todos os meus passos?
4 Afinal, ele não vê tudo que faço e cada passo que dou?
5 Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano
5 “Se minha conduta foi falsa, e se procurei enganar alguém,
6 (pese-me Deus em balanças fiéis e conhecerá a minha integridade);
6 que Deus me pese numa balança justa, pois conhecerá minha integridade.
7 se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer mancha,
7 Se me desviei de seu caminho, se meu coração cobiçou o que os olhos viram, ou se sou culpado de algum outro pecado,
8 então, semeie eu, e outro coma, e sejam arrancados os renovos do meu campo.
8 que outros comam o que semeei; que minhas plantações sejam arrancadas pela raiz.
9 Se o meu coração se deixou seduzir por causa de mulher, se andei à espreita à porta do meu próximo,
9 “Se meu coração foi seduzido por uma mulher, ou se cobicei a esposa de meu próximo,
10 então, moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela.
10 que minha esposa se torne serva de outro homem; que outros durmam com ela.
11 Pois seria isso um crime hediondo, delito à punição de juízes;
11 Pois a cobiça é um pecado vergonhoso, um crime que merece castigo.
12 pois seria fogo que consome até à destruição e desarraigaria toda a minha renda.
12 É fogo que tudo consome, levando à destruição, capaz de destruir tudo que tenho.
13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo,
13 “Se fui injusto com meus servos e servas quando me apresentaram suas queixas,
14 então, que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo ele a causa, que lhe responderia eu?
14 que farei quando Deus me confrontar? Que direi quando ele me chamar para prestar contas?
15 Aquele que me formou no ventre materno não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre?
15 Pois o mesmo Deus que me criou, também criou meus servos; formou no ventre materno tanto eles como eu.
16 Se retive o que os pobres desejavam ou fiz desfalecer os olhos da viúva;
16 “Acaso me recusei a ajudar os pobres ou acabei com a esperança da viúva?
17 ou, se sozinho comi o meu bocado, e o órfão dele não participou
17 Fui mesquinho com meu alimento e me recusei a compartilhá-lo com os órfãos?
18 (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como se eu lhe fora o pai, e desde o ventre da minha mãe fui o guia da viúva.);
18 Não! Desde a juventude, tenho cuidado dos órfãos como um pai e, por toda a vida, tenho ajudado as viúvas.
19 se a alguém vi perecer por falta de roupa e ao necessitado, por não ter coberta;
19 Sempre que via alguém passar frio por falta de roupa, e o pobre que não tinha o que vestir,
20 se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com a lã dos meus cordeiros;
20 acaso eles não me abençoavam por lhes prover roupas de lã para aquecê-los?
21 se eu levantei a mão contra o órfão, por me ver apoiado pelos juízes da porta,
21 “Se levantei a mão contra o órfão, certo de que os juízes tomariam meu partido,
22 então, caia a omoplata do meu ombro, e seja arrancado o meu braço da articulação.
22 que meu ombro seja deslocado e meu braço, arrancado da articulação!
23 Porque o castigo de Deus seria para mim um assombro, e eu não poderia enfrentar a sua majestade.
23 Seria melhor que enfrentar o castigo de Deus; pois, se a majestade de Deus é contra mim, que esperança resta?
24 Se no ouro pus a minha esperança ou disse ao ouro fino: em ti confio;
24 “Acaso confiei no dinheiro ou me senti seguro por causa de meu ouro?
25 se me alegrei por serem grandes os meus bens e por ter a minha mão alcançado muito;
25 Acaso me vangloriei de minha riqueza e de tudo que possuo?
26 se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, que caminhava esplendente,
26 “Olhei para o sol, que brilha no céu, ou para a lua, que percorre seu resplendor,
27 e o meu coração se deixou enganar em oculto, e beijos lhes atirei com a mão,
27 e, em segredo, meu coração foi seduzido a lhes lançar beijos de adoração?
28 também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria eu ao Deus lá de cima.
28 Se o fiz, devo ser castigado pelos juízes, pois significa que neguei o Deus que está lá no alto.
29 Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio e se exultei quando o mal o atingiu
29 “Alguma vez me alegrei com a desgraça de meus inimigos, ou exultei porque lhes aconteceu algum mal?
30 (Também não deixei pecar a minha boca, pedindo com imprecações a sua morte.);
30 Não, jamais cometi o pecado de amaldiçoar alguém ou de pedir sua morte como vingança.
31 se a gente da minha tenda não disse: Ah! Quem haverá aí que não se saciou de carne provida por ele
31 “Meus servos nunca disseram: ‘Ele deixa os outros passar fome’.
32 (O estrangeiro não pernoitava na rua; as minhas portas abria ao viandante.)!
32 Nunca deixei o estrangeiro dormir na rua; minha porta sempre esteve aberta para todos.
33 Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio;
33 “Acaso procurei encobrir meus pecados, como outros fazem, e esconder a culpa em meu coração?
34 porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, de sorte que me calei e não saí da porta.
34 Mantive-me calado e não saí de casa, por medo da multidão ou do desprezo do povo?
35 Tomara eu tivesse quem me ouvisse! Eis aqui a minha defesa assinada! Que o Todo-Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação!
35 “Se ao menos alguém me ouvisse! Vejam, aqui está minha defesa assinada. Que o Todo-poderoso me responda; que meu adversário registre sua denúncia por escrito.
36 Por certo que a levaria sobre o meu ombro, atá-la-ia sobre mim como coroa;
36 Eu enfrentaria a acusação de peito aberto e a usaria como coroa.
37 mostrar-lhe-ia o número dos meus passos; como príncipe me chegaria a ele.
37 Pois eu diria a Deus exatamente o que tenho feito; compareceria diante dele como um príncipe.
38 Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem;
38 “Se a terra protestar contra mim, se todos os seus sulcos clamarem,
39 se comi os seus frutos sem tê-la pago devidamente e causei a morte aos seus donos,
39 se roubei suas colheitas, ou se matei seus donos,
40 por trigo me produza cardos, e por cevada, joio. Fim das palavras de Jó.
40 que cresçam espinhos em lugar de trigo e ervas daninhas em lugar de cevada”. Assim terminam as palavras de Jó.

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