Provérbios 6

Almeida Corrigida Fiel (ACF, 1994) vs VC

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VC Versão Católica
1 Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro, se deste a tua mão ao estranho,
1 Meu filho, se ficaste por fiador do teu próximo, se estendeste a mão a um estranho,
2 E te deixaste enredar pelas próprias palavras; e te prendeste nas palavras da tua boca;
2 se te ligaste com as palavras de teus lábios, se ficaste cativo com a tua própria linguagem,
3 Faze pois isto agora, filho meu, e livra-te, já que caíste nas mãos do teu companheiro: vai, humilha-te, e importuna o teu companheiro.
3 faze, pois, meu filho, o que te digo: livra-te, pois caíste nas mãos do teu próximo; vai, apressa-te, solicita-o com instância,
4 Não dês sono aos teus olhos, nem deixes adormecer as tuas pálpebras.
4 não concedas sono aos teus olhos, nem repouso às tuas pálpebras.
5 Livra-te, como a gazela da mão do caçador, e como a ave da mão do passarinheiro.
5 Salva-te como a gazela {do caçador}, e como o pássaro das mãos do que arma laços.
6 Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio.
6 Vai, ó preguiçoso, ter com a formiga, observa seu proceder e torna-te sábio:
7 Pois ela, não tendo chefe, nem guarda, nem dominador,
7 ela não tem chefe, nem inspetor, nem mestre;
8 Prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento.
8 prepara no verão sua provisão, apanha no tempo da ceifa sua comida.
9 Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?
9 Até quando, ó preguiçoso, dormirás? Quando te levantarás de teu sono?
10 Um pouco a dormir, um pouco a tosquenejar; um pouco a repousar de braços cruzados;
10 Um pouco para dormir, outro pouco para dormitar, outro pouco para cruzar as mãos no seu leito,
11 Assim sobrevirá a tua pobreza como o meliante, e a tua necessidade como um homem armado.
11 e a indigência virá sobre ti como um ladrão; a pobreza, como um homem armado.
12 O homem mau, o homem iníquo tem a boca pervertida.
12 É um homem perverso, um iníquo aquele que caminha com falsidade na boca;
13 Acena com os olhos, fala com os pés e faz sinais com os dedos.
13 pisca os olhos, bate com o pé, faz sinais com os dedos;
14 Há no seu coração perversidade, todo o tempo maquina mal; anda semeando contendas.
14 só há perversidade em seu coração, não cessa de maquinar o mal, e de semear questões.
15 Por isso a sua destruição virá repentinamente; subitamente será quebrantado, sem que haja cura.
15 Por isso, repentinamente, virá sua ruína, de improviso ficará irremediavelmente quebrantado.
16 Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina:
16 Seis coisas há que o Senhor odeia e uma sétima que lhe é uma abominação:
17 Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,
17 olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,
18 O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal,
18 um coração que maquina projetos perversos, pés pressurosos em correr ao mal,
19 A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.
19 um falso testemunho que profere mentiras e aquele que semeia discórdias entre irmãos.
20 Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe;
20 Guarda, filho meu, os preceitos de teu pai, não desprezes o ensinamento de tua mãe.
21 Ata-os perpetuamente ao teu coração, e pendura-os ao teu pescoço.
21 Traze-os constantemente ligados ao teu coração e presos ao teu pescoço.
22 Quando caminhares, te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo.
22 Servir-te-ão de guia ao caminhares, de guarda ao dormires e falarão contigo ao despertares,
23 Porque o mandamento é lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida,
23 porque o preceito é uma tocha, o ensinamento é uma luz, a correção e a disciplina são o caminho da vida,
24 Para te guardarem da mulher vil, e das lisonjas da estranha.
24 para te preservar da mulher corrupta e da língua lisonjeira da estranha.
25 Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas aos seus olhos.
25 Não cobices sua formosura em teu coração, não te deixes prender por seus olhares;
26 Porque por causa duma prostituta se chega a pedir um bocado de pão; e a adúltera anda à caça da alma preciosa.
26 por uma meretriz o homem se reduz a um pedaço de pão, e a mulher adúltera arrebata a vida preciosa do homem.
27 Porventura tomará alguém fogo no seu seio, sem que suas vestes se queimem?
27 Porventura pode alguém esconder fogo em seu seio sem que suas vestes se inflamem?
28 Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés?
28 Pode caminhar sobre brasas sem que seus pés se queimem?
29 Assim ficará o que entrar à mulher do seu próximo; não será inocente todo aquele que a tocar.
29 Assim o que vai para junto da mulher do seu próximo não ficará impune depois de a tocar.
30 Não se injuria o ladrão, quando furta para saciar-se, tendo fome;
30 Não se despreza o ladrão que furta para satisfazer seu apetite, quando tem fome;
31 E se for achado pagará o tanto sete vezes; terá de dar todos os bens da sua casa.
31 se for preso, restituirá sete vezes mais e entregará todos os bens de sua casa.
32 Assim, o que adultera com uma mulher é falto de entendimento; aquele que faz isso destrói a sua alma.
32 Quem comete adultério carece de senso, é por sua própria culpa que um homem assim procede.
33 Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará.
33 Só encontrará infâmia e ignomínia e seu opróbrio não se apagará,
34 Porque os ciúmes enfurecerão o marido; de maneira nenhuma perdoará no dia da vingança.
34 porque o marido, furioso e ciumento, não perdoará no dia da vingança,
35 Não aceitará nenhum resgate, nem se conformará por mais que aumentes os presentes.
35 não se aplacará por resgate algum, nem aceitará nada, se multiplicares os presentes.

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