Jó 6
Almeida Corrigida Fiel (ACF, 1994) vs ARC
1 Então Jó respondeu, dizendo:
1 Então, Jó respondeu e disse:
2 Oh! se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança!
2 Oh! Se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança!
3 Porque, na verdade, mais pesada seria, do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido engolidas.
3 Porque, na verdade, mais pesada seria do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido inconsideradas.
4 Porque as flechas do TodoPoderoso estão em mim, cujo ardente veneno suga o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim.
4 Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, e o seu ardente veneno, o bebe o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim.
5 Porventura zurrará o jumento montês junto à relva? Ou mugirá o boi junto ao seu pasto?
5 Porventura, zurrará o jumento montês junto à relva? Ou berrará o boi junto ao seu pasto?
6 Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?
6 Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?
7 A minha alma recusa tocá-las, pois são para mim como comida repugnante.
7 A minha alma recusa tocar em vossas palavras, pois são como a minha comida fastienta.
8 Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero!
8 Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero!
9 E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e me acabasse!
9 E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e acabasse comigo!
10 Isto ainda seria a minha consolação, e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não ocultei as palavras do Santo.
10 Isto ainda seria a minha consolação e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não repulsei as palavras do Santo.
11 Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que tenha ainda paciência?
11 Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que prolongue a minha vida?
12 É porventura a minha força a força da pedra? Ou é de cobre a minha carne?
12 É, porventura, a minha força a força da pedra? Ou é de cobre a minha carne?
13 Está em mim a minha ajuda? Ou desamparou-me a verdadeira sabedoria?
13 Está em mim a minha ajuda? Não me desamparou todo auxílio eficaz?
14 Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso.
14 Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso.
15 Meus irmãos aleivosamente me trataram, como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,
15 Meus irmãos aleivosamente me trataram; são como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,
16 Que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve,
16 que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve.
17 No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem, e em se aquentando, desaparecem do seu lugar.
17 No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem; e, em se aquentando, desaparecem do seu lugar.
18 Desviam-se as veredas dos seus caminhos; sobem ao vácuo, e perecem.
18 Desviam-se as caravanas dos seus caminhos; sobem ao vácuo e perecem.
19 Os caminhantes de Tema os vêem; os passageiros de Sabá esperam por eles.
19 Os caminhantes de Temá os veem; os passageiros de Sabá olham para eles.
20 Ficam envergonhados, por terem confiado e, chegando ali, se confundem.
20 Foram envergonhados por terem confiado; e, chegando ali, se confundem.
21 Agora sois semelhantes a eles; vistes o terror, e temestes.
21 Agora, sois semelhantes a eles; vistes o terror e temestes.
22 Acaso disse eu: Dai-me ou oferecei-me presentes de vossos bens?
22 Disse- vos eu: dai-me ou oferecei-me da vossa fazenda presentes?
23 Ou livrai-me das mãos do opressor? Ou redimi-me das mãos dos tiranos?
23 Ou: livrai-me das mãos do opressor? Ou: redimi-me das mãos dos tiranos?
24 Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.
24 Ensinai-me, e eu me calarei; e dai-me a entender em que errei.
25 Oh! quão fortes são as palavras da boa razão! Mas que é o que censura a vossa argüição?
25 Oh! Quão fortes são as palavras da boa razão! Mas que é o que censura a vossa arguição?
26 Porventura buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razões do desesperado são como vento?
26 Porventura, buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razões do desesperado são como vento?
27 Mas antes lançais sortes sobre o órfão; e cavais uma cova para o amigo.
27 Mas, antes, lançais sortes sobre o órfão e especulais com o vosso amigo.
28 Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presença.
28 Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presença.
29 Voltai, pois, não haja iniqüidade; tornai-vos, digo, que ainda a minha justiça aparecerá nisso.
29 Voltai, pois, não haja iniquidade; voltai, sim, que a minha causa é justa.
30 Há porventura iniqüidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar distinguir coisas iníquas?
30 Há, porventura, iniquidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar dar a entender as minhas misérias?
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