Jó 39
Almeida Corrigida Fiel (ACF, 1994) vs VC
1 Sabes tu o tempo em que as cabras montesas têm filhos, ou observastes as cervas quando dão suas crias?
1 Conheces o tempo em que as cabras monteses dão à luz nos rochedos? Observaste o parto das corças?
2 Contarás os meses que cumprem, ou sabes o tempo do seu parto?
2 Contaste os meses de sua gravidez, e sabes o tempo de seu parto?
3 Quando se encurvam, produzem seus filhos, e lançam de si as suas dores.
3 Elas se abaixam e dão cria, e se livram de suas dores.
4 Seus filhos enrijam, crescem com o trigo; saem, e nunca mais tornam para elas.
4 Seus filhos tornam-se fortes e crescem nos campos, apartam-se delas e não voltam mais.
5 Quem despediu livre o jumento montês, e quem soltou as prisões ao jumento bravo,
5 Quem pôs o asno em liberdade, quem rompeu os laços do burro selvagem?
6 Ao qual dei o ermo por casa, e a terra salgada por morada?
6 Dei-lhe o deserto por morada, a planície salgada como lugar de habitação;
7 Ri-se do ruído da cidade; não ouve os muitos gritos do condutor.
7 ele ri-se do tumulto da cidade, não escuta os gritos do cocheiro,
8 A região montanhosa é o seu pasto, e anda buscando tudo que está verde.
8 explora as montanhas, sua pastagem, e nela anda buscando tudo o que está verde.
9 Ou, querer-te-á servir o boi selvagem? Ou ficará no teu curral?
9 Quererá servir-te o boi selvagem, ou quererá passar a noite em teu estábulo?
10 Ou com corda amarrarás, no arado, ao boi selvagem? Ou escavará ele os vales após ti?
10 Porás uma corda em seu pescoço, ou fenderá ele atrás de ti os teus sulcos?
11 Ou confiarás nele, por ser grande a sua força, ou deixarás a seu cargo o teu trabalho?
11 Fiarás nele porque sua força é grande, e lhe deixarás o cuidado de teu trabalho?
12 Ou fiarás dele que te torne o que semeaste e o recolha na tua eira?
12 Contarás com ele para que te traga para a casa o que semeaste, e que te encha a tua eira?
13 A avestruz bate alegremente as suas asas, porém, são benignas as suas asas e penas?
13 A asa da avestruz bate alegremente, não tem asas nem penas bondosas...
14 Ela deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no pó,
14 Ela abandona os seus ovos na terra, e os deixa aquecer no solo,
15 E se esquece de que algum pé os pode pisar, ou que os animais do campo os podem calcar.
15 não pensando que um pé poderá pisá-los e que animais selvagens poderão quebrá-los.
16 Endurece-se para com seus filhos, como se não fossem seus; debalde é seu trabalho, mas ela está sem temor,
16 É cruel com seus filhinhos, como se não fossem seus; não se incomoda de ter sofrido em vão,
17 Porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe deu entendimento.
17 pois Deus lhe negou a sabedoria e não lhe abriu a inteligência.
18 A seu tempo se levanta ao alto; ri-se do cavalo, e do que vai montado nele.
18 Mas quando alça o vôo, ri-se do cavalo e de seu cavaleiro.
19 Ou darás tu força ao cavalo, ou revestirás o seu pescoço com crinas?
19 És tu que dás o vigor ao cavalo, e foste tu que enfeitaste seu pescoço com uma crina ondulante?
20 Ou espantá-lo-ás, como ao gafanhoto? Terrível é o fogoso respirar das suas ventas.
20 Que o fazes saltar como um gafanhoto, relinchando terrivelmente?
21 Escarva a terra, e folga na sua força, e sai ao encontro dos armados.
21 Orgulhoso de sua força, escava a terra com a pata, atira-se à frente das armas.
22 Ri-se do temor, e não se espanta, e não torna atrás por causa da espada.
22 Ri-se do medo, nada o assusta, não recua diante da espada.
23 Contra ele rangem a aljava, o ferro flamante da lança e do dardo.
23 Sobre ele ressoa a aljava, o ferro brilhante da lança e o dardo;
24 Agitando-se e indignando-se, serve a terra, e não faz caso do som da buzina.
24 tremendo de impaciência, devora o espaço, o som da trombeta não o deixa no lugar.
25 Ao soar das buzinas diz: Eia! E cheira de longe a guerra, e o trovão dos capitàes, e o alarido.
25 Ao sinal do clarim, diz: Vamos! De longe fareja a batalha, a voz troante dos chefes e o alarido dos guerreiros.
26 Ou voa o gavião pela tua inteligência, e estende as suas asas para o sul?
26 É graças à tua sabedoria que o falcão alça o vôo, e desdobra as suas asas em direção ao meio-dia?
27 Ou se remonta a águia ao teu mandado, e põe no alto o seu ninho?
27 É por tua ordem que a águia levanta o vôo, e faz seu ninho nas alturas?
28 Nas penhas mora e habita; no cume das penhas, e nos lugares seguros.
28 Ela habita o rochedo, e nele passa a noite, sobre a ponta rochosa e o cimo escarpado.
29 Dali descobre a presa; seus olhos a avistam de longe.
29 De lá espia sua presa, seus olhos penetram as distâncias.
30 E seus filhos chupam o sangue, e onde há mortos, ali está ela.
30 Seus filhinhos se alimentam de sangue; onde quer que haja cadáveres, ali está ela.
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