Jó 36
Almeida Corrigida Fiel (ACF, 1994) vs NVT
1 Prosseguiu ainda Eliú, e disse:
1 Eliú continuou a falar:
2 Espera-me um pouco, e mostrar-te-ei que ainda há razões a favor de Deus.
2 “Deixe-me prosseguir e lhe mostrarei a verdade, pois ainda não terminei de defender a Deus!
3 De longe trarei o meu conhecimento; e ao meu Criador atribuirei a justiça.
3 Apresentarei argumentos profundos em favor da justiça de meu Criador.
4 Porque na verdade, as minhas palavras não serão falsas; contigo está um que tem perfeito conhecimento.
4 Digo somente a verdade, pois sou homem de pleno conhecimento.
5 Eis que Deus é mui grande, contudo a ninguém despreza; grande é em força e sabedoria.
5 “Deus é poderoso, mas não despreza ninguém; ele é grande em força e entendimento.
6 Ele não preserva a vida do ímpio, e faz justiça aos aflitos.
6 Não permite que os perversos vivam, mas faz justiça aos aflitos.
7 Do justo não tira os seus olhos; antes estão com os reis no trono; ali os assenta para sempre, e assim são exaltados.
7 Observa atentamente os justos, coloca-os em tronos com reis e exalta-os para sempre.
8 E se estão presos em grilhões, amarrados com cordas de aflição,
8 Se estão acorrentados e amarrados com cordas de aflição,
9 Então lhes faz saber a obra deles, e as suas transgressões, porquanto prevaleceram nelas.
9 ele faz que vejam o motivo; mostra-lhes que pecaram, sendo orgulhosos.
10 Abre-lhes também os seus ouvidos, para sua disciplina, e ordena-lhes que se convertam da maldade.
10 Chama-lhes a atenção e ordena que se afastem do mal.
11 Se o ouvirem, e o servirem, acabarão seus dias em bem, e os seus anos em delícias.
11 “Se obedecerem e servirem a Deus, serão abençoados com prosperidade a vida inteira; todos os seus dias serão agradáveis.
12 Porém se não o ouvirem, à espada serão passados, e expirarão sem conhecimento.
12 Se, porém, não o ouvirem, serão atravessados pela espada e perecerão por falta de entendimento.
13 E os hipócritas de coração amontoam para si a ira; e amarrando-os ele, não clamam por socorro.
13 Pois os ímpios são cheios de ressentimento; mesmo quando Deus os castiga, não clamam por socorro.
14 A sua alma morre na mocidade, e a sua vida perece entre os impuros.
14 Morrem em plena juventude, depois de desperdiçar a vida em imoralidade.
15 Ao aflito livra da sua aflição, e na opressão se revela aos seus ouvidos.
15 Mas, por meio do sofrimento, ele livra os que sofrem e, por meio da adversidade, obtém sua atenção.
16 Assim também te desviará da boca da angústia para um lugar espaçoso, em que não há aperto, e as iguarias da tua mesa serão cheias de gordura.
16 “Jó, Deus também quer afastá-lo do sofrimento e levá-lo a um lugar onde não há aflição; quer pôr em sua mesa as comidas mais saborosas.
17 Mas tu estás cheio do juízo do ímpio; o juízo e a justiça te sustentam.
17 Você, porém, insiste em saber se os perversos serão julgados; só consegue pensar no juízo e na justiça.
18 Porquanto há furor, guarda-te de que não sejas atingido pelo castigo violento, pois nem com resgate algum te livrarias dele.
18 Tome cuidado, para que a riqueza não o seduza; não deixe que o suborno o leve a pecar.
19 Estimaria ele tanto tuas riquezas? Não, nem ouro, nem todas as forças do poder.
19 Acaso toda a sua riqueza ou todos os seus grandes esforços poderiam guardá-lo da aflição?
20 Não suspires pela noite, em que os povos sejam tomados do seu lugar.
20 Não deseje a proteção da noite, pois é quando as pessoas serão destruídas.
21 Guarda-te, e não declines para a iniqüidade; porquanto isso escolheste antes que a aflição.
21 Fique atento! Afaste-se do mal, pois Deus enviou este sofrimento para guardá-lo de uma vida de maldade.”
22 Eis que Deus é excelso em seu poder; quem ensina como ele?
22 “Deus é muito poderoso; quem é mestre como ele?
23 Quem lhe prescreveu o seu caminho? Ou, quem lhe dirá: Tu cometeste maldade?
23 Ninguém pode lhe ordenar o que fazer, nem lhe dizer: ‘Agiste mal’.
24 Lembra-te de engrandecer a sua obra, que os homens contemplam.
24 Você deve, sim, dar glória a Deus por suas obras poderosas e entoar cânticos de louvor.
25 Todos os homens a vêem, e o homem a enxerga de longe.
25 Todos viram suas obras, ainda que apenas de longe.
26 Eis que Deus é grande, e nós não o compreendemos, e o número dos seus anos não se pode esquadrinhar.
26 “Deus é tão grande que não podemos compreender; não há como calcular os anos de sua existência.
27 Porque faz miúdas as gotas das águas que, do seu vapor, derramam a chuva,
27 Ele faz a água subir como vapor e depois a destila em chuva.
28 A qual as nuvens destilam e gotejam sobre o homem abundantemente.
28 As nuvens derramam a chuva, e a humanidade toda se beneficia.
29 Porventura pode alguém entender as extensões das nuvens, e os estalos da sua tenda?
29 Quem pode entender a extensão das nuvens e o trovão que ressoa do céu?
30 Eis que estende sobre elas a sua luz, e encobre as profundezas do mar.
30 Deus espalha relâmpagos em volta de si e cobre as profundezas do mar.
31 Porque por estas coisas julga os povos e lhes dá mantimento em abundância.
31 Com esses atos poderosos, governa os povos e lhes dá comida com fartura.
32 Com as nuvens encobre a luz, e ordena não brilhar, interpondo a nuvem.
32 Enche as mãos de relâmpagos e atira cada um em seu alvo.
33 O que nos dá a entender o seu pensamento, como também ao gado, acerca do temporal que sobe.
33 O trovão anuncia sua presença, e a tempestade, sua ira indignada.”
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