Jó 31

Almeida Corrigida Fiel (ACF, 1994) vs NVI

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NVI Nova Versão Internacional
1 Fiz aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?
1 "Fiz acordo com os meus olhos de não olhar com cobiça para as moças.
2 Que porção teria eu do Deus lá de cima, ou que herança do TodoPoderoso desde as alturas?
2 Pois qual é a porção que o homem recebe de Deus, lá de cima? Qual a sua herança do Todo-poderoso, que habita nas alturas?
3 Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre para os que praticam iniqüidade?
3 Não é ruína para os ímpios, desgraça para os que fazem o mal?
4 Ou não vê ele os meus caminhos, e não conta todos os meus passos?
4 Não vê ele os meus caminhos, e não considera cada um de meus passos?
5 Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano
5 "Se me conduzi com falsidade, ou se meus pés se apressaram a enganar,
6 (Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade),
6 Deus me pese em balança justa, e saberá que não tenho culpa;
7 Se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer coisa,
7 se meus passos desviaram-se do caminho, se o meu coração foi conduzido por meus olhos, ou se minhas mãos foram contaminadas,
8 Então semeie eu e outro coma, e seja a minha descendência arrancada até à raiz.
8 que outros comam o que semeei, e que as minhas plantações sejam arrancadas pelas raízes.
9 Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu armei traições à porta do meu próximo,
9 "Se o meu coração foi seduzido por mulher, ou se fiquei à espreita junto à porta do meu próximo,
10 Então moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela,
10 que a minha esposa moa cereal de outro homem, e que outros durmam com ela.
11 Porque é uma infâmia, e é delito pertencente aos juízes.
11 Pois fazê-lo seria vergonhoso, crime merecedor de julgamento.
12 Porque é fogo que consome até à perdição, e desarraigaria toda a minha renda.
12 Isso é um fogo que consome até a Destruição; teria extirpado a minha colheita.
13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo;
13 "Se neguei justiça aos meus servos e servas, quando reclamaram contra mim,
14 Então que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo a causa, que lhe responderia?
14 que farei quando Deus me confrontar? Que responderei quando chamado a prestar contas?
15 Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou não nos formou do mesmo modo na madre?
15 Aquele que me fez no ventre materno não fez também a eles? Não foi ele quem formou a mim e a eles No interior de nossas mães?
16 Se retive o que os pobres desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viúva,
16 "Se não atendi aos desejos do pobre, ou se fatiguei os olhos da viúva,
17 Ou se, sozinho comi o meu bocado, e o órfão não comeu dele
17 se comi meu pão sozinho, sem compartilhá-lo com o órfão,
18 (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e fui o guia da viúva desde o ventre de minha mãe),
18 sendo que desde a minha juventude o criei como se fosse seu pai, e desde o nascimento guiei a viúva;
19 Se alguém vi perecer por falta de roupa, e ao necessitado por não ter coberta,
19 se vi alguém morrendo por falta de roupa, ou um necessitado sem cobertor,
20 Se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com as peles dos meus cordeiros,
20 e o seu coração não me abençoou porque o aqueci com a lã de minhas ovelhas,
21 Se eu levantei a minha mão contra o órfão, porquanto na porta via a minha ajuda,
21 se levantei a mão contra o órfão, ciente da minha influência no tribunal,
22 Então caia do ombro a minha espádua, e separe-se o meu braço do osso.
22 que o meu braço descaia do ombro, e se quebre nas juntas.
23 Porque o castigo de Deus era para mim um assombro, e eu não podia suportar a sua grandeza.
23 Pois eu tinha medo que Deus me destruísse, e, temendo o seu esplendor, não podia fazer tais coisas.
24 Se no ouro pus a minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;
24 "Se pus no ouro a minha confiança e disse ao ouro puro: Você é a minha garantia,
25 Se me alegrei de que era muita a minha riqueza, e de que a minha mão tinha alcançado muito;
25 se me regozijei por ter grande riqueza, pela fortuna que as minhas mãos obtiveram,
26 Se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa,
26 se contemplei o sol em seu fulgor e a lua a mover-se esplêndida,
27 E o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão,
27 e em segredo o meu coração foi seduzido e a minha mão lhes ofereceu beijos de veneração,
28 Também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria a Deus que está lá em cima.
28 esses também seriam pecados merecedores de condenação, pois eu teria sido infiel a Deus, que está nas alturas.
29 Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio, e se exultei quando o mal o atingiu
29 "Se a desgraça do meu inimigo me alegrou, ou se os problemas que teve me deram prazer;
30 (Também não deixei pecar a minha boca, desejando a sua morte com maldição);
30 eu, que nunca deixei minha boca pecar, lançando maldição sobre ele;
31 Se a gente da minha tenda não disse: Ah! quem nos dará da sua carne? Nunca nos fartaríamos dela.
31 se os que moram em minha casa nunca tivessem dito: ‘Quem não recebeu de Jó um pedaço de carne? ’,
32 O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante.
32 sendo que nenhum estrangeiro teve que passar a noite na rua, pois a minha porta sempre esteve aberta para o viajante;
33 Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio;
33 se escondi o meu pecado, como outros fazem, acobertando no coração a minha culpa,
34 Porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, e eu me calei, e não saí da porta;
34 com tanto medo da multidão e do desprezo dos familiares que me calei e não saí de casa...
35 Ah! quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu desejo é que o Todo-Poderoso me responda, e que o meu adversário escreva um livro.
35 ( "Ah, se alguém me ouvisse! Agora assino a minha defesa. Que o Todo-poderoso me responda; que o meu acusador faça a acusação por escrito.
36 Por certo que o levaria sobre o meu ombro, sobre mim o ataria por coroa.
36 Eu bem que a levaria nos ombros e a usaria como coroa.
37 O número dos meus passos lhe mostraria; como príncipe me chegaria a ele.
37 Eu lhe falaria sobre todos os meus passos; como um príncipe eu me aproximaria dele. )
38 Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem,
38 "Se a minha terra se queixar de mim e todos os seus sulcos chorarem,
39 Se comi os seus frutos sem dinheiro, e sufoquei a alma dos seus donos,
39 se consumi os seus produtos sem nada pagar, ou se causei desânimo aos seus ocupantes,
40 Por trigo me produza cardos, e por cevada joio. Acabaram-se as palavras de Jó.
40 que me venham espinhos em lugar de trigo e ervas daninhas em lugar de cevada". Aqui terminam as palavras de Jó.

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