Jó 31

Almeida Corrigida Fiel (ACF, 1994) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Fiz aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?
1 Fiz concerto com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?
2 Que porção teria eu do Deus lá de cima, ou que herança do TodoPoderoso desde as alturas?
2 Porque qual seria a parte de Deus vinda de cima, ou a herança do Todo-Poderoso desde as alturas?
3 Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre para os que praticam iniqüidade?
3 Porventura, não é a perdição para o perverso, e o desastre, para os que praticam iniquidade?
4 Ou não vê ele os meus caminhos, e não conta todos os meus passos?
4 Ou não vê ele os meus caminhos e não conta todos os meus passos?
5 Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano
5 Se andei com vaidade, e se o meu pé se apressou para o engano
6 (Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade),
6 (pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade);
7 Se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer coisa,
7 se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou alguma coisa,
8 Então semeie eu e outro coma, e seja a minha descendência arrancada até à raiz.
8 então, semeie eu, e outro coma, e seja a minha descendência arrancada até à raiz.
9 Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu armei traições à porta do meu próximo,
9 Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu andei rondando à porta do meu próximo,
10 Então moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela,
10 então, moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela.
11 Porque é uma infâmia, e é delito pertencente aos juízes.
11 Porque isso seria uma infâmia e delito, pertencente aos juízes.
12 Porque é fogo que consome até à perdição, e desarraigaria toda a minha renda.
12 Porque é fogo que consome até à perdição e desarraigaria toda a minha renda.
13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo;
13 Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo,
14 Então que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo a causa, que lhe responderia?
14 então, que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo a causa, que lhe responderia?
15 Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou não nos formou do mesmo modo na madre?
15 Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou não nos formou do mesmo modo na madre?
16 Se retive o que os pobres desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viúva,
16 Se retive o que os pobres desejavam ou fiz desfalecer os olhos da viúva;
17 Ou se, sozinho comi o meu bocado, e o órfão não comeu dele
17 ou sozinho comi o meu bocado, e o órfão não comeu dele
18 (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e fui o guia da viúva desde o ventre de minha mãe),
18 (porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e o guiei desde o ventre da minha mãe);
19 Se alguém vi perecer por falta de roupa, e ao necessitado por não ter coberta,
19 se a alguém vi perecer por falta de veste e, ao necessitado, por não ter coberta;
20 Se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com as peles dos meus cordeiros,
20 se os seus lombos me não abençoaram, se ele não se aquentava com as peles dos meus cordeiros;
21 Se eu levantei a minha mão contra o órfão, porquanto na porta via a minha ajuda,
21 se eu levantei a mão contra o órfão, porque na porta via a minha ajuda,
22 Então caia do ombro a minha espádua, e separe-se o meu braço do osso.
22 então, caia do ombro a minha espádua, e quebre-se o meu braço desde o osso.
23 Porque o castigo de Deus era para mim um assombro, e eu não podia suportar a sua grandeza.
23 Porque o castigo de Deus era para mim um assombro, e eu não podia suportar a sua grandeza.
24 Se no ouro pus a minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;
24 Se no ouro pus a minha esperança ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;
25 Se me alegrei de que era muita a minha riqueza, e de que a minha mão tinha alcançado muito;
25 se me alegrei de que era muita a minha fazenda e de que a minha mão tinha alcançado muito;
26 Se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa,
26 se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa;
27 E o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão,
27 e o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão,
28 Também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria a Deus que está lá em cima.
28 também isto seria delito pertencente ao juiz; pois assim negaria a Deus, que está em cima.
29 Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio, e se exultei quando o mal o atingiu
29 Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio, e se eu exultei quando o mal o achou
30 (Também não deixei pecar a minha boca, desejando a sua morte com maldição);
30 (também não deixei pecar o meu paladar, desejando a sua morte com maldição);
31 Se a gente da minha tenda não disse: Ah! quem nos dará da sua carne? Nunca nos fartaríamos dela.
31 se a gente da minha tenda não disse: Ah! Quem se não terá saciado com a sua carne!
32 O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante.
32 O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante.
33 Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio;
33 Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio,
34 Porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, e eu me calei, e não saí da porta;
34 trema eu perante uma grande multidão, e o desprezo das famílias me apavore, e eu me cale, e não saia da porta.
35 Ah! quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu desejo é que o Todo-Poderoso me responda, e que o meu adversário escreva um livro.
35 Ah! Quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu intento é que o Todo-Poderoso me responda e que o meu adversário escreva um livro.
36 Por certo que o levaria sobre o meu ombro, sobre mim o ataria por coroa.
36 Por certo que o levaria sobre o meu ombro, sobre mim o ataria como coroa.
37 O número dos meus passos lhe mostraria; como príncipe me chegaria a ele.
37 O número dos meus passos lhe mostraria; como príncipe me chegaria a ele.
38 Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem,
38 Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus regos juntamente chorarem;
39 Se comi os seus frutos sem dinheiro, e sufoquei a alma dos seus donos,
39 se comi a sua novidade sem dinheiro e sufoquei a alma dos seus donos,
40 Por trigo me produza cardos, e por cevada joio. Acabaram-se as palavras de Jó.
40 por trigo me produza cardos, e por cevada, joio. Acabaram-se as palavras de Jó.

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