Salmos 88
Versão Católica (VC, 2024) vs NVT
1 Cântico. Salmo dos filhos de Coré. Ao mestre de canto. Em melodia triste. Poema de Hemã, ezraíta. Senhor, meu Deus, de dia clamo a vós, e de noite vos dirijo o meu lamento.
1 Ó S enhor , Deus de minha salvação, clamo a ti de dia, venho a ti de noite.
2 Chegue até vós a minha prece, inclinai vossos ouvidos à minha súplica.
2 Agora, ouve minha oração; escuta meu clamor.
3 Minha alma está saturada de males, e próxima da região dos mortos a minha vida.
3 Pois minha vida está cheia de problemas, e a morte
4 Já sou contado entre os que descem à tumba, tal qual um homem inválido e sem forças.
4 Fui considerado morto, alguém que já não tem forças.
5 Meu leito se encontra entre os cadáveres, como o dos mortos que jazem no sepulcro, dos quais vós já não vos lembrais, e não vos causam mais cuidados.
5 Deixaram-me entre os mortos, estendido como um cadáver no túmulo. Caí no esquecimento e estou separado do teu cuidado.
6 Vós me lançastes em profunda fossa, nas trevas de um abismo.
6 Tu me lançaste na cova mais funda, nas profundezas mais escuras.
7 Sobre mim pesa a vossa indignação, vós me oprimis com o peso das vossas ondas.
7 Tua ira pesa sobre mim; uma após a outra, tuas ondas me encobrem. Interlúdio
8 Afastastes de mim os meus amigos, objeto de horror me tornastes para eles; estou aprisionado sem poder sair,
8 Afastaste de mim os meus amigos e para eles me tornaste repulsivo; estou preso numa armadilha, e não há como escapar.
9 meus olhos se consomem de aflição. Todos os dias eu clamo para vós, Senhor; estendo para vós as minhas mãos.
9 As lágrimas de aflição me cegaram os olhos; todos os dias, clamo por ti, S e a ti levanto as mãos.
10 Será que fareis milagres pelos mortos? Ressurgirão eles para vos louvar?
10 Será que tuas maravilhas têm algum uso para os mortos? Acaso os mortos se levantam e te louvam? Interlúdio
11 Acaso vossa bondade é exaltada no sepulcro, ou vossa fidelidade na região dos mortos?
11 Podem os que estão no túmulo anunciar teu amor? Podem proclamar tua fidelidade no lugar de destruição?
12 Serão nas trevas manifestadas as vossas maravilhas, e vossa bondade na terra do esquecimento?
12 Acaso as trevas falam de tuas maravilhas? Pode alguém na terra do esquecimento contar de tua justiça?
13 Eu, porém, Senhor, vos rogo, desde a aurora a vós se eleva a minha prece.
13 A ti, S enhor , eu clamo; dia após dia, continuarei a suplicar.
14 Por que, Senhor, repelis a minha alma? Por que me ocultais a vossa face?
14 Ó S enhor , por que me rejeitas? Por que escondes de mim o rosto?
15 Sou miserável e desde jovem agonizo, o peso de vossos castigos me abateu.
15 Desde a juventude estive doente e à beira da morte; teus terrores me deixaram indefeso e desesperado.
16 Sobre mim tombaram vossas iras, vossos temores me aniquilaram.
16 Sim, tua ira intensa me esmagou, teus terrores acabaram comigo.
17 Circundam-me como vagas que se renovam sempre, e todas, juntas, me assaltam.
17 O dia todo, agitam-se ao meu redor como uma inundação e me encobrem por completo.
18 Afastastes de mim amigo e companheiro; só as trevas me fazem companhia...
18 Tiraste de mim meus companheiros e pessoas queridas; a escuridão é a minha amiga mais chegada.
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