Provérbios 7
Versão Católica (VC, 2024) vs NVT
1 Meu filho, guarda minhas palavras, conserva contigo meus preceitos. Observa meus mandamentos e viverás.
1 Meu filho, siga meu conselho; guarde meus mandamentos como um tesouro.
2 Guarda meus ensinamentos como a pupila de teus olhos.
2 Obedeça a meus mandamentos e viva; cuide de minhas instruções como da menina de seus olhos.
3 Traze-os ligados aos teus dedos, grava-os em teu coração.
3 Amarre-as aos dedos como lembrança e escreva-as no fundo do coração.
4 Dize à sabedoria: Tu és minha irmã, e chama a inteligência minha amiga,
4 Ame a sabedoria como se fosse sua irmã e faça do discernimento um membro da família.
5 para que elas te guardem da mulher alheia, da estranha que tem palavras lúbricas.
5 Eles o guardarão da mulher imoral, das palavras sedutoras da promíscua.
6 Estava eu atrás da janela de minha casa, olhava por entre as grades.
6 Enquanto estava à janela de minha casa e olhava pela cortina,
7 Vi entre os imprudentes, entre os jovens, um adolescente incauto:
7 vi alguns rapazes ingênuos e percebi um entre eles que não tinha juízo.
8 passava ele na rua perto da morada de uma destas mulheres e entrava na casa dela.
8 Ele atravessava a rua, perto da esquina onde morava certa mulher, e caminhava em direção à casa dela.
9 Era ao anoitecer, na hora em que surge a obscuridade da noite.
9 Era o crepúsculo, o anoitecer, quando caía a escuridão profunda.
10 Eis que uma mulher sai-lhe ao encontro, ornada como uma prostituta e o coração dissimulado.
10 A mulher se aproximou dele, com roupas provocantes e coração malicioso.
11 Inquieta e impaciente, seus pés não podem parar em casa;
11 Era ousada e inquieta, do tipo que nunca para em casa.
12 umas vezes na rua, outras na praça, em todos os cantos ela está de emboscada.
12 Está sempre nas ruas e nos mercados, à espreita em cada esquina.
13 Abraça o jovem e o beija, e com um semblante descarado diz-lhe:
13 Abraçou o rapaz e o beijou e, sem a menor vergonha, lhe disse:
14 Tinha que oferecer sacrifícios pacíficos, hoje cumpri meu voto.
14 “Hoje apresentei uma oferta de paz e cumpri meus votos.
15 Por isso saí ao teu encontro para te procurar! E achei-te!
15 Por isso, estava à sua procura; saí para encontrá-lo, e agora o achei!
16 Ornei minha cama com tapetes, com estofos recamados de rendas do Egito.
16 Estendi lindas cobertas sobre minha cama e lençóis coloridos de linho egípcio.
17 Perfumei meu leito com mirra, com aloés e cinamomo.
17 Perfumei minha cama com mirra, aloés e canela.
18 Vem! Embriaguemo-nos de amor até o amanhecer, desfrutemos as delícias da voluptuosidade;
18 Venha, vamos nos embriagar de amor até o amanhecer! Vamos desfrutar as carícias um do outro,
19 pois o marido não está em casa: partiu para uma longa viagem,
19 pois meu marido não está em casa. Ele partiu numa longa viagem;
20 levou consigo uma bolsa cheia de dinheiro e só voltará lá pela lua cheia.
20 levou consigo uma bolsa cheia de dinheiro e só voltará no fim do mês”.
21 Seduziu-o à força de palavras e arrastou-o com as lisonjas de seus lábios.
21 Assim ela o seduziu com palavras agradáveis e com elogios doces o atraiu.
22 Põe-se ele logo a segui-la, como um boi que é levado ao matadouro, como um cervo que se lança nas redes,
22 Ele a acompanhou de imediato, como boi que vai para o matadouro, como cervo que caiu na armadilha
23 até que uma flecha lhe traspassa o fígado, como o pássaro que se precipita para o laço sem saber que se trata dum perigo para sua vida.
23 à espera da flecha que lhe atravessará o coração, como o pássaro que voa direto para o laço, sem saber que lhe custará a vida.
24 E agora, meus filhos, ouvi-me, prestai atenção às minhas palavras.
24 Portanto, meu filho, ouça-me; preste atenção às minhas palavras.
25 Que vosso coração não se deixe arrastar para seguir essa mulher, nem vos extravieis em suas veredas,
25 Não deixe que seu coração se desvie para ela, não se perca em seus caminhos tortuosos.
26 porque numerosos são os feridos por ela e considerável é a multidão de suas vítimas.
26 Pois ela causou a ruína de muitos; não são poucas as suas vítimas.
27 Sua casa é o caminho da região dos mortos, que conduz às entranhas da morte.
27 Sua casa é o caminho para a sepultura, seu quarto é a câmara da morte.
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