Provérbios 25
Versão Católica (VC, 2024) vs BKJ
1 Ainda alguns provérbios de Salomão, recolhidos pelos homens de Ezequias, rei de Judá.
1 Estes também são provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.
2 A glória de Deus é ocultar uma coisa; a glória dos reis é esquadrinhá-la.
2 É a glória de Deus encobrir as coisas; mas a honra dos reis é vasculhar um assunto.
3 A altura dos céus, a profundeza da terra são impenetráveis, bem como o coração dos reis.
3 O céu, pela altura, e a terra, pela profundidade, e o coração dos reis é inescrutável.
4 Tira as escórias da prata e terás um vaso para o ourives;
4 Tira a impureza da prata, e sairá vaso para o refinador.
5 afasta o mau de presença do rei e seu trono se firmará na justiça.
5 Tira o perverso de diante do rei, e o seu trono se estabelecerá na justiça.
6 Não te faças de pretensioso diante do rei, não te ponhas no lugar dos grandes.
6 Não te estendas a ti mesmo na presença do rei, e não fiques no lugar de grandes homens;
7 É melhor que te digam: Sobe aqui!, do que seres humilhado diante de um personagem. O que teus olhos viram,
7 porque melhor é que te digam: Vem aqui em cima; do que seres humilhado na presença do príncipe a quem teus olhos viram.
8 não o descubras com precipitação numa contenda, pois, no final das contas, que farás tu quando o outro te houver confundido?
8 Não saias apressadamente para lutar, para que no fim não saibas o que fazer, quando teu vizinho tiver te envergonhado.
9 Trata teu negócio com teu próximo de maneira a não revelar o segredo de outro,
9 Discute a tua causa com o teu vizinho, e não reveles o segredo a outro;
10 para que não sejas repreendido por aquele que o ouviu nem incorras em descrédito irreparável.
10 para que aquele que o ouvir não te envergonhe e a tua infâmia não se desvie.
11 Maçãs de ouro sobre prata gravada: tais são as palavras oportunas.
11 Uma palavra apropriadamente falada é como maçãs de ouro em gravuras de prata.
12 Anel de ouro, jóia de ouro fino: tal é o sábio que admoesta um ouvido atento.
12 Como um brinco de ouro, e como um ornamento de ouro fino, assim é um sábio reprovador sobre um ouvido obediente.
13 Frescor de neve no tempo da colheita, tal é um mensageiro fiel para quem o envia: ele restaura a alma de seu senhor.
13 Como o frio da neve no tempo da colheita, assim é o mensageiro fiel para aqueles que o enviam; porque ele refresca a alma de seus senhores.
14 Nuvens e vento sem chuva: tal é o homem que se gaba falsamente de dar.
14 Quem quer que se gabe de um presente falso é como as nuvens e o vento sem a chuva.
15 Pela paciência o juiz se deixa aplacar: a língua que fala com brandura pode quebrantar ossos.
15 Pela longa tolerância se persuade um príncipe, e a língua suave quebranta o osso.
16 Achaste mel? Come o que for suficiente: se comeres demais, tu o vomitarás.
16 Achaste mel? Come o tanto quanto te for suficiente; para que não te fartes dele e o vomites.
17 Põe raramente o pé na casa do vizinho: enfastiado de ti, ele te viria a aborrecer.
17 Afasta os teus pés da casa do teu vizinho; para que ele não fique cansado de ti, e assim te odeie.
18 Clava, espada, flecha penetrante: tal é o que usa de falso testemunho contra seu próximo.
18 Marreta, e espada, e flecha afiada é o homem que levanta falso testemunho contra o seu vizinho.
19 Dente arruinado, pé que resvala: tal é a confiança de um pérfido no dia da desventura.
19 A confiança em um homem desleal em tempos de dificuldade é como um dente quebrado, e pé desconjuntado.
20 Tirar a capa num dia de frio, derramar vinagre numa ferida: isso faz aquele que canta canções a um coração atribulado.
20 Como aquele que toma a vestimenta no tempo frio, e como o vinagre sobre o salitre, assim é aquele que canta canções para um coração aflito.
21 Tem o teu inimigo fome? Dá-lhe de comer. Tem sede? Dá-lhe de beber:
21 Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber;
22 assim amontoarás brasas ardentes sobre sua cabeça e o Senhor te recompensará.
22 porque assim amontoarás brasas sobre a sua cabeça, e o SENHOR te recompensará.
23 O vento norte traz chuva e a língua detratora anuvia os semblantes.
23 O vento norte dispersa a chuva; e a face irada, a língua maledicente.
24 É melhor habitar um canto do terraço do que viver com uma mulher impertinente.
24 É melhor habitar no canto de um eirado, do que com uma mulher briguenta em uma casa ampla.
25 Água fresca para uma garganta sedenta: tal é uma boa nova vinda de terra longínqua.
25 Como águas frias para uma alma sedenta, assim são as boas novas vindas de uma terra distante.
26 Fonte turva e manancial contaminado: tal é o justo que cede diante do ímpio.
26 Um homem justo caindo diante de um perverso é como uma fonte turva, e uma nascente corrompida.
27 Comer mel em demasia não é bom: usa de moderação nas palavras elogiosas.
27 Não é bom comer muito mel; assim como para os homens buscar sua própria glória não é glória.
28 Como uma cidade desmantelada, sem muralhas: tal é o homem que não é senhor de si.
28 Aquele que não tem domínio sobre seu próprio espírito, é como uma cidade demolida e sem muralhas.
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