Provérbios 16

Versão Católica (VC, 2024) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Cabe ao homem formular projetos em seu coração, mas do Senhor vem a resposta da língua.
1 Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor , a resposta da boca.
2 Todos os caminhos parecem puros ao homem, mas o Senhor é quem pesa os corações.
2 Todos os caminhos do homem são limpos aos seus olhos, mas o Senhor pesa os espíritos.
3 Confia teus negócios ao Senhor e teus planos terão bom êxito.
3 Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.
4 Tudo fez o Senhor para seu fim, até o ímpio para o dia da desgraça.
4 O Senhor fez todas as coisas para os seus próprios fins e até ao ímpio, para o dia do mal.
5 Todo coração altivo é abominação ao Senhor: certamente não ficará impune.
5 Abominação é para o Senhor todo altivo de coração; ainda que ele junte mão à mão, não ficará impune.
6 É pela bondade e pela verdade que se expia a iniqüidade; pelo temor do Senhor evita-se o mal.
6 Pela misericórdia e pela verdade, se purifica a iniquidade; e, pelo temor do Senhor , os homens se desviam do mal.
7 Quando agradam ao Senhor os caminhos de um homem, reconcilia com ele seus próprios inimigos.
7 Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Senhor , até a seus inimigos faz que tenham paz com ele.
8 Mais vale o pouco com justiça do que grandes lucros com iniqüidade.
8 Melhor é o pouco com justiça do que a abundância de colheita com injustiça.
9 O coração do homem dispõe o seu caminho, mas é o Senhor que dirige seus passos.
9 O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.
10 As palavras do rei são como oráculos: quando ele julga, sua boca não erra.
10 Adivinhação se acha nos lábios do rei; em juízo não prevaricará a sua boca.
11 Balança e peso justos são do Senhor, e são obra sua todos os pesos da bolsa.
11 O peso e a balança justa são do Senhor ; obra sua são todas as pedras da bolsa.
12 Fazer o mal, para um rei, é coisa abominável, porque pela justiça firma-se o trono.
12 Abominação é para os reis o praticarem a impiedade, porque com justiça se estabelece o trono.
13 Os lábios justos são agradáveis ao rei; ele ama o que fala com retidão.
13 Os lábios de justiça são o contentamento dos reis, e eles amarão o que fala coisas retas.
14 A indignação do rei é prenúncio de morte, só o sábio sabe aplacá-la.
14 O furor do rei é como um mensageiro da morte, mas o homem sábio o apaziguará.
15 Na serenidade do semblante do rei está a vida: sua clemência é como uma chuva de primavera.
15 Na luz do rosto do rei está a vida, e a sua benevolência é como a nuvem de chuva serôdia.
16 Adquirir a sabedoria vale mais que o ouro; antes adquirir a inteligência que a prata.
16 Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! E quanto mais excelente, adquirir a prudência do que a prata!
17 O caminho dos corretos consiste em evitar o mal; o que vigia seu procedimento conserva sua vida.
17 O alto caminho dos retos é desviar-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua alma.
18 A soberba precede à ruína; e o orgulho, à queda.
18 A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.
19 Mais vale ser modesto com os humildes que repartir o despojo com os soberbos.
19 Melhor é ser humilde de espírito com os mansos do que repartir o despojo com os soberbos.
20 Quem ouve a palavra com atenção encontra a felicidade; ditoso quem confia no Senhor.
20 O que atenta prudentemente para a palavra achará o bem, e o que confia no Senhor será bem-aventurado.
21 Inteligente é o que possui o coração sábio; a doçura da linguagem aumenta o saber.
21 O sábio de coração será chamado prudente, e a doçura dos lábios aumentará o ensino.
22 A inteligência é fonte de vida para quem a possui; o castigo dos insensatos é a loucura.
22 O entendimento, para aqueles que o possuem, é uma fonte de vida, mas a instrução dos tolos é a sua estultícia.
23 O coração do sábio torna sua boca instruída, e acrescenta-lhes aos lábios o saber.
23 O coração do sábio instrui a sua boca e acrescenta doutrina aos seus lábios.
24 As palavras agradáveis são como um favo de mel; doçura para a alma e saúde para os ossos.
24 Favo de mel são as palavras suaves: doces para a alma e saúde para os ossos.
25 Há caminhos que parecem retos ao homem e, contudo, o seu termo é a morte.
25 Há caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte.
26 A fome do trabalhador trabalha por ele, porque sua boca o constrange a isso.
26 O trabalhador trabalha para si mesmo, porque a sua boca o instiga.
27 O perverso cava o mal, há em seus lábios como que fogo devorador.
27 O homem vão cava o mal, e nos seus lábios se acha como que um fogo ardente.
28 O perverso excita questões, o detrator separa os amigos.
28 O homem perverso levanta a contenda, e o difamador separa os maiores amigos.
29 O violento seduz seu próximo e o arrasta pelo mau caminho.
29 O homem violento persuade o seu companheiro e guia-o por caminho não bom.
30 Quem fecha os olhos e planeja intriga, ao morder os lábios, já praticou o mal.
30 Fecha os olhos para imaginar perversidades; mordendo os lábios, efetua o mal.
31 Os cabelos brancos são uma coroa de glória a quem se encontra no caminho da justiça.
31 Coroa de honra são as cãs, achando-se elas no caminho da justiça.
32 Mais vale a paciência que o heroísmo, mais vale quem domina o coração do que aquele que conquista uma cidade.
32 Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade.
33 As sortes lançam-se nas dobras do manto, mas do Senhor depende toda a decisão.
33 A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda a sua disposição.

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