Neemias 2

Versão Católica (VC, 2024) vs BKJ

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1 No vigésimo ano do rei Artaxerxes, no mês de Nisã, estando o vinho diante de mim, tomei-o e o ofereci ao rei. Ora, jamais em outra ocasião, eu estivera triste em sua presença.
1 E sucedeu no mês de nisã, no vigésimo ano do rei Artaxerxes, que o vinho estava diante dele; e eu apanhei o vinho, e o dei ao rei. Ora, eu nunca tinha estado triste na sua presença.
2 Disse-me o rei: Por que tens a face sombria? Não estás doente! Tens no entanto algum dissabor!
2 Porquanto, o rei me disse: Por que o teu semblante está triste, visto que não estás enfermo? Isto não é nada mais que tristeza de coração. Então eu fiquei muitíssimo temeroso,
3 Muito conturbado respondi ao rei: Viva o rei para sempre! Como não haveria eu de estar pesaroso, desde que a cidade onde se encontram os túmulos de meus pais está devastada e suas portas consumidas pelo fogo?
3 e disse ao rei: Que o rei viva para sempre; por que o meu semblante não estaria triste, quando a cidade, o lugar dos sepulcros dos meus pais, jaz em ruínas, e os seus portões estão consumidos pelo fogo?
4 Disse-me o rei: Que tens a me pedir?
4 Então, o rei me disse: Que me pedes tu? Assim, orei ao Deus do céu.
5 Então, fazendo uma prece ao Deus do céu, eu disse ao rei: Se aprouver ao rei, e se o teu servo te é agradável, permite-me ir para a terra de Judá, à cidade onde se encontram os túmulos de meus pais, para reconstruí-la.
5 E eu disse ao rei: Se for do agrado do rei, e se o teu servo tem achado graça a tua vista, que tu me envies a Judá, à cidade dos sepulcros dos meus pais, para que eu possa edificá-la.
6 O rei, junto de quem estava sentada a rainha, perguntou-me: Quanto tempo durará tua viagem? Quando voltarás? Ele consentiu que eu partisse, logo que lhe fixei certo prazo.
6 E o rei disse-me (estando a rainha também assentada junto a ele): Pois quanto tempo durará a viagem? E quando tu retornarás? Assim, aprouve ao rei me enviar; e eu lhe apontei um tempo.
7 Prossegui: Se o rei achar bom, que me dêem missivas para os governadores de além do rio, a fim de que me deixem passar para Judá;
7 Além disso, eu disse ao rei: Se for do agrado do rei, que me sejam dadas cartas aos governadores dalém do rio, para que eles me permitam passar até que eu entre em Judá;
8 e uma outra carta para Asaf, o intendente da floresta real, para que ele me forneça a madeira para a viga das portas da fortaleza vizinha ao templo, para as muralhas da cidade e para a casa em que eu habitar. O rei concordou com o meu pedido, porque a mão favorável de meu Deus estava comigo.
8 e uma carta para Asafe, o guarda da floresta do rei, para que ele me dê madeira para fazer vigas para os portões do palácio que pertenciam à casa, e para a muralha da cidade, e para a casa na qual entrarei. E o rei me concedeu, segundo a boa mão do meu Deus sobre mim.
9 Fui ter com os governadores de além do rio e entreguei-lhes as cartas do rei; ora, o rei fizera-me escoltar por alguns chefes militares e cavaleiros.
9 Então, cheguei até os governadores dalém do rio, e dei-lhes as cartas do rei. Ora, o rei tinha enviado comigo capitães do exército e cavaleiros.
10 Mas, quando Sanabalat, o horonita, e Tobias, o servo amonita, foram informados disso, ficaram grandemente despeitados por ter chegado um homem que procurava o bem dos filhos de Israel.
10 Quando Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, ouviu isto, afligiu-os muitíssimo que ali havia chegado um homem para buscar o bem-estar dos filhos de Israel.
11 Cheguei a Jerusalém e, depois de ter passado ali três dias,
11 Assim, eu vim até Jerusalém, e ali fiquei três dias.
12 levantei-me durante a noite acompanhado de um pequeno grupo de homens, sem dizer a ninguém o que o meu Deus me inspirara fazer por Jerusalém. Não tinha comigo outro animal, senão aquele em que montava.
12 E eu me levantei à noite, eu e alguns poucos homens comigo; não contei a homem algum o que o meu Deus havia posto no meu coração para fazer em Jerusalém; nem havia qualquer animal comigo, salvo aquele que eu montava.
13 Saí à noite pela porta do Vale, e dirigi-me à fonte do Dragão e à porta da Esterqueira; verifiquei que as muralhas de Jerusalém estavam arruinadas e que as portas estavam consumidas pelo fogo.
13 E eu saí à noite junto ao portão do vale, a saber, diante do poço do dragão, até a porta do esterco, e vi as muralhas de Jerusalém, as quais estavam demolidas, e os seus portões estavam consumidos pelo fogo.
14 Prossegui rumo à porta da Fonte e à piscina do Rei; mas não havia ali lugar para passagem com a minha montaria.
14 Então, segui adiante até o portão da fonte, e à piscina do rei; mas não havia lugar para o animal que estava debaixo de mim passar.
15 Subi então à noite ao barranco, examinei a muralha, retomei em seguida o mesmo caminho e reentrei pela porta do Vale.
15 Então, eu subi à noite pelo ribeiro, e vi a muralha, e voltei, e entrei pelo portão do vale, e assim retornei.
16 Os magistrados ignoravam onde eu tinha ido e o que queria fazer. Até aquele momento, eu nada havia deixado transparecer, nem aos Judeus, nem aos sacerdotes, nem aos homens importantes, nem aos magistrados, nem às demais pessoas do povo que se ocupavam dos trabalhos.
16 E os governantes não souberam aonde eu fui, nem o que fiz; tampouco eu tinha dito aos judeus, nem aos sacerdotes, nem aos nobres, nem aos governantes, nem aos mais que faziam a obra.
17 Disse-lhes então: Vede a miséria em que estamos; Jerusalém devastada, suas portas consumidas pelo fogo! Vinde; reconstruamos as muralhas da cidade e ponhamos termo a esta humilhante situação.
17 Então eu lhes disse: Vós vedes a angústia na qual estamos, como Jerusalém está assolada, e os seus portões estão queimados pelo fogo; vinde, e edifiquemos a muralha de Jerusalém, para que não sejamos mais um opróbrio.
18 Contei-lhes em seguida como a mão de meu Deus me favorecera e narrei-lhes tudo o que dissera o rei. Gritaram todos: Vamos! Reconstruamos! E com coragem puseram-se a trabalhar nessa boa obra.
18 Então eu lhes contei como a mão do meu Deus foi boa sobre mim; bem como as palavras que o rei me tinha falado. E eles disseram: Levantemo-nos e edifiquemos. Assim, eles fortaleceram as suas mãos para esta boa obra.
19 Quando Sanabalat, o horonita, Tobias, o servo amonita, e Gossem, o árabe, souberam disso, zombaram de nós e diziam num tom de desprezo: Que estais fazendo? Quereis revoltar-vos contra o rei?
19 Mas quando ouviu isto Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo, amonita, e Gesém, o árabe, riram de nós por escárnio, e nos desprezaram, e disseram: Que coisa é esta que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?
20 Respondi-lhes: O próprio Deus do céu é quem nos fará triunfar. Nós somos seus servos, e vamos reconstruir. Quanto a vós, não tendes parte, nem direito, nem lembrança em Jerusalém.
20 Então, lhes respondi e disse: O Deus do céu, ele nos fará prosperar; por isso nós, os seus servos, levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte alguma, nem direito, nem memorial em Jerusalém.

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