Mateus 26
Versão Católica (VC, 2024) vs NAA
1 — ausente —
1 Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, disse aos seus discípulos:
2 Ye know that after two days the passover takes place, and the Son of man is delivered up to be crucified.
2 — Vocês sabem que, daqui a dois dias, será celebrada a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.
3 Then the chief priests and the elders of the people were gathered together to the palace of the high priest who was called Caiaphas,
3 Então os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás,
4 and took counsel together in order that they might seize Jesus by subtlety and kill him;
4 e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo.
5 but they said, Not in the feast, that there be not a tumult among the people.
5 Mas diziam: — Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.
6 — ausente —
6 Quando Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso,
7 a woman, having an alabaster flask of very precious ointment, came to him and poured it out upon his head as he lay at table.
7 aproximou-se dele uma mulher, trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume precioso, que ela derramou sobre a cabeça de Jesus, estando ele à mesa.
8 But the disciples seeing it became indignant, saying, To what end {was} this waste?
8 Vendo isto, os discípulos ficaram indignados e disseram: — Para que este desperdício?
9 for this might have been sold for much and been given to the poor.
9 Este perfume poderia ter sido vendido por muito dinheiro, para ser dado aos pobres.
10 But Jesus knowing {it} said to them, Why do ye trouble the woman? for she has wrought a good work toward me.
10 Mas Jesus, sabendo disto, lhes disse:
11 For ye have the poor always with you, but me ye have not always.
11 Porque os pobres estarão sempre com vocês, mas a mim vocês nem sempre terão.
12 For in pouring out this ointment on my body, she has done it for my burying.
12 Porque, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento.
13 Verily I say to you, Wheresoever these glad tidings may be preached in the whole world, that also which this {woman} has done shall be spoken of for a memorial of her.
13 Em verdade lhes digo que, onde for pregado em todo o mundo este evangelho, também será contado o que ela fez, para memória dela.
14 — ausente —
14 Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi falar com os principais sacerdotes.
15 and said, What are ye willing to give me, and *I* will deliver him up to you? And they appointed to him thirty pieces of silver.
15 Ele disse: — Quanto me darão para que eu o entregue a vocês? E pagaram-lhe trinta moedas de prata.
16 And from that time he sought a good opportunity that he might deliver him up.
16 E, desse momento em diante, Judas buscava uma boa ocasião para entregar Jesus.
17 — ausente —
17 No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, os discípulos vieram a Jesus e lhe perguntaram: — Onde quer que façamos os preparativos para que o senhor possa comer a Páscoa?
18 And he said, Go into the city unto such a one, and say to him, The Teacher says, My time is near, I will keep the passover in thy house with my disciples.
18 E ele lhes respondeu:
19 And the disciples did as Jesus had directed them, and they prepared the passover.
19 E eles fizeram como Jesus lhes havia ordenado e prepararam a Páscoa.
20 And when the evening was come he lay down at table with the twelve.
20 Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos.
21 And as they were eating he said, Verily I say to you, that one of you shall deliver me up.
21 E, enquanto comiam, Jesus disse:
22 And being exceedingly grieved they began to say to him, each of them, Is it *I*, Lord?
22 E eles, muito entristecidos, começaram um por um a perguntar-lhe: — Por acaso seria eu, Senhor?
23 But he answering said, He that dips his hand with me in the dish, *he* it is who shall deliver me up.
23 Jesus respondeu:
24 The Son of man goes indeed, according as it is written concerning him, but woe to that man by whom the Son of man is delivered up; it were good for that man if he had not been born.
24 O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor seria para ele se nunca tivesse nascido!
25 And Judas, who delivered him up, answering said, Is it *I*, Rabbi? He says to him, *Thou* hast said.
25 Então Judas, que o traía, perguntou: — Por acaso sou eu, Mestre? Jesus respondeu:
26 — ausente —
26 Enquanto comiam, Jesus pegou um pão, e, abençoando-o, o partiu e deu aos discípulos, dizendo:
27 And having taken {the} cup and given thanks, he gave {it} to them, saying, Drink ye all of it.
27 A seguir, Jesus pegou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos, dizendo:
28 For this is my blood, that of the {new} covenant, that shed for many for remission of sins.
28 porque isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.
29 But I say to you, that I will not at all drink henceforth of this fruit of the vine, until that day when I drink it new with you in the kingdom of my Father.
29 E digo a vocês que, desta hora em diante, nunca mais beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que beberei com vocês o vinho novo, no Reino de meu Pai.
30 Depois do canto dos Salmos, dirigiram-se eles para o monte das Oliveiras.
30 E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
31 Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas {Zc 13,7}.
31 Então Jesus disse aos discípulos:
32 Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galiléia.
32 Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vocês para a Galileia.
33 Pedro interveio: Mesmo que sejas para todos uma ocasião de queda, para mim jamais o serás.
33 Mas Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: — Ainda que o senhor venha a ser um tropeço para todos, nunca o será para mim.
34 Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo: nesta noite mesma, antes que o galo cante, três vezes me negarás.
34 Mas Jesus lhe disse:
35 Respondeu-lhe Pedro: Mesmo que seja necessário morrer contigo, jamais te negarei! E todos os outros discípulos diziam-lhe o mesmo.
35 Pedro insistiu: — Ainda que me seja necessário morrer com o senhor, de modo nenhum o negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.
36 Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar.
36 Em seguida, Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani. E disse aos discípulos:
37 E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se.
37 E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a sentir-se tomado de tristeza e de angústia.
38 Disse-lhes, então: Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo.
38 Então lhes disse:
39 Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres.
39 E, adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo:
40 Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro: Então não pudestes vigiar uma hora comigo...
40 E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo. E disse a Pedro:
41 Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.
41 Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
42 Afastou-se pela segunda vez e orou, dizendo: Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!
42 Retirando-se pela segunda vez, orou de novo, dizendo:
43 Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo, porque seus olhos estavam pesados.
43 E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os olhos deles estavam pesados.
44 Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
44 Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras.
45 Voltou então para os seus discípulos e disse-lhes: Dormi agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores...
45 Então voltou para os discípulos e lhes disse:
46 Levantai-vos, vamos! Aquele que me trai está perto daqui.
46 Levantem-se, vamos embora! Eis que o traidor se aproxima.
47 Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo.
47 E enquanto Jesus ainda falava, eis que chegou Judas, um dos doze, e, com ele, grande multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo.
48 O traidor combinara com eles este sinal: Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o!
48 Ora, o traidor tinha dado a eles um sinal: “Aquele que eu beijar, é esse; prendam-no.”
49 Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: Salve, Mestre. E beijou-o.
49 E logo, aproximando-se de Jesus, Judas disse: — Salve, Mestre! E o beijou.
50 Disse-lhe Jesus: É, então, para isso que vens aqui? Em seguida, adiantaram-se eles e lançaram mão em Jesus para prendê-lo.
50 Jesus, porém, lhe disse: Nisto, aproximando-se eles, agarraram Jesus e o prenderam.
51 Mas um dos companheiros de Jesus desembainhou a espada e feriu um servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha.
51 E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha.
52 Jesus, no entanto, lhe disse: Embainha tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão.
52 Então Jesus lhe disse:
53 Crês tu que não posso invocar meu Pai e ele não me enviaria imediatamente mais de doze legiões de anjos?
53 Ou você acha que não posso pedir a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?
54 Mas como se cumpririam então as Escrituras, segundo as quais é preciso que seja assim?
54 Mas como, então, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim deve acontecer?
55 Depois, voltando-se para a turba, falou: Saístes armados de espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um malfeitor. Entretanto, todos os dias estava eu sentado entre vós ensinando no templo e não me prendestes.
55 Naquele momento, Jesus disse às multidões:
56 Mas tudo isto aconteceu porque era necessário que se cumprissem os oráculos dos profetas. Então os discípulos o abandonaram e fugiram.
56 Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então todos os discípulos o deixaram e fugiram.
57 Os que haviam prendido Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os escribas e os anciãos do povo.
57 E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos.
58 Pedro seguia-o de longe, até o pátio do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se junto aos criados para ver como terminaria aquilo.
58 Pedro o seguia de longe até o pátio do sumo sacerdote. E, tendo entrado, assentou-se entre os servos, para ver como aquilo ia terminar.
59 Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de o levarem à morte.
59 E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte.
60 Mas não o conseguiram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas.
60 E não acharam, apesar de terem sido apresentadas muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando:
61 Por fim, apresentaram-se duas testemunhas, que disseram: Este homem disse: Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias.
61 — Este disse: “Posso destruir o santuário de Deus e reconstruí-lo em três dias.”
62 Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou: Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti?
62 E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: — Você não diz nada em resposta ao que estes depõem contra você?
63 Jesus, no entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote: Por Deus vivo, conjuro-te que nos digas se és o Cristo, o Filho de Deus?
63 Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: — Eu exijo que nos diga, tendo o Deus vivo por testemunha, se você é o Cristo, o Filho de Deus.
64 Jesus respondeu: Sim. Além disso, eu vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem sentar-se à direita do Todo-poderoso, e voltar sobre as nuvens do céu.
64 Jesus respondeu:
65 A estas palavras, o sumo sacerdote rasgou suas vestes, exclamando: Que necessidade temos ainda de testemunhas? Acabastes de ouvir a blasfêmia!
65 Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: — Blasfemou! Por que ainda precisamos de testemunhas? Eis que agora mesmo vocês ouviram a blasfêmia!
66 Qual o vosso parecer? Eles responderam: Merece a morte!
66 O que vocês acham? E eles responderam: — É réu de morte.
67 Cuspiram-lhe então na face, bateram-lhe com os punhos e deram-lhe tapas,
67 Então alguns cuspiram no rosto de Jesus e bateram nele. E outros o esbofeteavam, dizendo:
68 dizendo: Adivinha, ó Cristo: quem te bateu?
68 — Profetize para nós, ó Cristo! Quem foi que bateu em você?
69 Enquanto isso, Pedro estava sentado no pátio. Aproximou-se dele uma das servas, dizendo: Também tu estavas com Jesus, o Galileu.
69 Pedro estava sentado fora no pátio. Uma empregada se aproximou e lhe disse: — Você também estava com Jesus, o galileu.
70 Mas ele negou publicamente, nestes termos: Não sei o que dizes.
70 Mas ele negou diante de todos e disse: — Não sei o que você está dizendo.
71 Dirigia-se ele para a porta, a fim de sair, quando outra criada o viu e disse aos que lá estavam: Este homem também estava com Jesus de Nazaré.
71 Quando se dirigia para a porta, Pedro foi visto por outra empregada, que disse aos que estavam ali: — Este também estava com Jesus, o Nazareno.
72 Pedro, pela segunda vez, negou com juramento: Eu nem conheço tal homem.
72 E ele negou outra vez, com juramento: — Não conheço esse homem.
73 Pouco depois, os que ali estavam aproximaram-se de Pedro e disseram: Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer.
73 Pouco depois, aproximando-se os que estavam ali, disseram a Pedro: — Com certeza você também é um deles, porque o seu modo de falar o denuncia.
74 Pedro então começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo.
74 Então ele começou a praguejar e a jurar: — Não conheço esse homem! E no mesmo instante o galo cantou.
75 Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. E saindo, chorou amargamente.
75 Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe tinha dito: “Antes que o galo cante, você me negará três vezes.” E Pedro, saindo dali, chorou amargamente.
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