Mateus 15
Versão Católica (VC, 2024) vs NAA
1 Alguns fariseus e escribas de Jerusalém vieram um dia ter com Jesus e lhe disseram:
1 Então alguns fariseus e escribas vieram de Jerusalém até Jesus e perguntaram:
2 Por que transgridem teus discípulos a tradição dos antigos? Nem mesmo lavam as mãos antes de comer.
2 — Por que os seus discípulos transgridem a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem.
3 Jesus respondeu-lhes: E vós, por que violais os preceitos de Deus, por causa de vossa tradição?
3 Jesus, porém, lhes respondeu:
4 Deus disse: Honra teu pai e tua mãe; aquele que amaldiçoar seu pai ou sua mãe será castigado de morte {Ex 20,12; 21,17}.
4 Porque Deus disse: “Honre o seu pai e a sua mãe.” E: “Quem maldisser o seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.”
5 Mas vós dizeis: Aquele que disser a seu pai ou a sua mãe: aquilo com que eu vos poderia assistir, já ofereci a Deus,
5 Vocês, porém, dizem que, se alguém disser ao seu pai ou à sua mãe: “A ajuda que você poderia receber de mim é oferta ao Senhor”,
6 esse já não é obrigado a socorrer de outro modo a seus pais. Assim, por causa de vossa tradição, anulais a palavra de Deus.
6 esse não precisará mais honrar os seus pais. E, assim, vocês invalidam a palavra de Deus, por causa da tradição de vocês.
7 Hipócritas! É bem de vós que fala o profeta Isaías:
7 Hipócritas! Bem profetizou Isaías a respeito de vocês, dizendo:
8 Este povo somente me honra com os lábios; seu coração, porém, está longe de mim.
8 “Este povo me honra
9 Vão é o culto que me prestam, porque ensinam preceitos que só vêm dos homens {Is 29,13}.
9 E em vão me adoram,
10 Depois, reuniu os assistentes e disse-lhes:
10 E, convocando a multidão, Jesus disse:
11 Ouvi e compreendei. Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas aquilo que sai dele. Eis o que mancha o homem.
11 o que contamina a pessoa não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca; isto, sim, contamina a pessoa.
12 Então se aproximaram dele seus discípulos e disseram-lhe: Sabes que os fariseus se escandalizaram com as palavras que ouviram?
12 Então, aproximando-se dele os discípulos, disseram: — Sabia que os fariseus, ouvindo o que o senhor disse, ficaram escandalizados?
13 Jesus respondeu: Toda planta que meu Pai celeste não plantou será arrancada pela raiz.
13 Mas ele respondeu:
14 Deixai-os. São cegos e guias de cegos. Ora, se um cego conduz a outro, tombarão ambos na mesma vala.
14 Esqueçam os fariseus; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão num buraco.
15 Tomando então a palavra, Pedro disse: Explica-nos esta parábola.
15 Então Pedro disse a Jesus: — Explique-nos esta parábola.
16 Jesus respondeu: Sois também vós de tão pouca compreensão?
16 Jesus, porém, disse:
17 Não compreendeis que tudo o que entra pela boca vai ao ventre e depois é lançado num lugar secreto?
17 Não compreendem que tudo o que entra pela boca desce para o estômago e depois é eliminado?
18 Ao contrário, aquilo que sai da boca provém do coração, e é isso o que mancha o homem.
18 Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina a pessoa.
19 Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias.
19 Porque do coração procedem maus pensamentos, homicídios, adultérios, imoralidade sexual, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.
20 Eis o que mancha o homem. Comer, porém, sem ter lavado as mãos, isso não mancha o homem.
20 São estas as coisas que contaminam a pessoa; mas o comer sem lavar as mãos não a contamina.
21 Jesus partiu dali e retirou-se para os arredores de Tiro e Sidônia.
21 Saindo dali, Jesus foi para a região de Tiro e Sidom.
22 E eis que uma cananéia, originária daquela terra, gritava: Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demônio.
22 E eis que uma mulher cananeia, que tinha vindo daqueles lados, clamava: — Senhor, Filho de Davi, tenha compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoniada.
23 Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Seus discípulos vieram a ele e lhe disseram com insistência: Despede-a, ela nos persegue com seus gritos.
23 Jesus, porém, não lhe respondeu palavra. Então os seus discípulos, aproximando-se, disseram: — Mande-a embora, pois vem gritando atrás de nós.
24 Jesus respondeu-lhes: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.
24 Mas Jesus respondeu:
25 Mas aquela mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: Senhor, ajuda-me!
25 Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: — Senhor, me ajude!
26 Jesus respondeu-lhe: Não convém jogar aos cachorrinhos o pão dos filhos. _
26 Jesus respondeu:
27 Certamente, Senhor, replicou-lhe ela; mas os cachorrinhos ao menos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos...
27 A mulher disse: — É verdade, Senhor, pois os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos.
28 Disse-lhe, então, Jesus: Ó mulher, grande é tua fé! Seja-te feito como desejas. E na mesma hora sua filha ficou curada.
28 Então Jesus exclamou: E, desde aquele momento, a filha dela ficou curada.
29 Jesus saiu daquela região e voltou para perto do mar da Galiléia. Subiu a uma colina e sentou-se ali.
29 Saindo dali, Jesus foi para junto do mar da Galileia; e, subindo ao monte, assentou-se ali.
30 Então numerosa multidão aproximou-se dele, trazendo consigo mudos, cegos, coxos, aleijados e muitos outros enfermos. Puseram-nos aos seus pés e ele os curou,
30 E vieram a ele muitas multidões trazendo consigo coxos, cegos, aleijados, mudos e muitos outros e os deixaram junto aos pés de Jesus; e ele os curou.
31 de sorte que o povo estava admirado ante o espetáculo dos mudos que falavam, daqueles aleijados curados, de coxos que andavam, dos cegos que viam; e glorificavam ao Deus de Israel.
31 O povo ficou maravilhado ao ver que os mudos falavam, os aleijados recuperavam a saúde, os coxos andavam e os cegos viam. E glorificavam o Deus de Israel.
32 Jesus, porém, reuniu os seus discípulos e disse-lhes: Tenho piedade esta multidão: eis que há três dias está perto de mim e não tem nada para comer. Não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho.
32 Então Jesus chamou os seus discípulos e disse:
33 Disseram-lhe os discípulos: De que maneira procuraremos neste lugar deserto pão bastante para saciar tal multidão?
33 Mas os discípulos lhe disseram: — Onde haverá neste deserto pão suficiente para saciar tão grande multidão?
34 Pergunta-lhes Jesus: Quantos pães tendes? Sete, e alguns peixinhos, responderam eles.
34 Jesus perguntou: Eles responderam: — Sete pães e alguns peixinhos.
35 Mandou, então, a multidão assentar-se no chão,
35 Então, tendo mandado o povo assentar-se no chão,
36 tomou os sete pães e os peixes e abençoou-os. Depois os partiu e os deu aos discípulos, que os distribuíram à multidão.
36 pegou os sete pães e os peixes e, tendo dado graças, os partiu e deu aos discípulos, e estes distribuíram ao povo.
37 Todos comeram e ficaram saciados, e, dos pedaços que restaram, encheram sete cestos.
37 Todos comeram e se fartaram; e, dos pedaços que sobraram, recolheram sete cestos cheios.
38 Ora, os que se alimentaram foram quatro mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.
38 Ora, os que comeram eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças.
39 Jesus então despediu o povo, subiu para a barca e retornou à região de Magadã.
39 E, tendo despedido as multidões, Jesus entrou no barco e foi para o território de Magadã.
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