Lamentações 2

Versão Católica (VC, 2024) vs BKJ

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1 Alef. Como cobriu irritado o Senhor com uma nuvem a filha de Sião? Precipitou do céu à terra a gloria de Israel, e na sua cólera desinteressou-se do escabelo dos seus pés.
1 Como cobriu o Senhor a filha de Sião com uma nuvem em sua fúria, e arremessou desde o céu para a terra a beleza de Israel, e não lembrou-se do escabelo de seus pés no dia da sua fúria!
2 Bet. O Senhor destruiu sem piedade todas as moradias de Jacó. E em seu furor arruinou as fortificações da filha de Judá. Lançou por terra e conspurcou o reino e seus príncipes.
2 O Senhor devorou todas as habitações de Jacó, e não teve compaixão; ele abateu em sua ira as fortificações da filha de Judá; ele as derrubou ao chão; ele poluiu o reino e os seus príncipes.
3 Guimel. Na violência do seu furor, quebrou todo o poder de Israel. Ao aproximar-se o inimigo, retirou o apoio de sua mão, e provocou um incêndio em Jacó que devora tudo que o cerca.
3 Em sua ira feroz, ele cortou todo o chifre de Israel; retirou a sua mão direita de perante o inimigo, e queimou contra Jacó como um fogo flamejante, o qual devora em redor.
4 Dalet. Retesou o arco, qual inimigo; firmou o braço, qual adversário; e tudo quanto encantava os olhos ele degolou. Na tenda da filha de Sião lançou o fogo do seu furor.
4 Ele retesou o seu arco como um inimigo; ele levantou com a sua mão direita como um adversário, e matou tudo o que era agradável aos olhos; no tabernáculo da filha de Sião; ele derramou a sua fúria como fogo.
5 He. Semelhante a um inimigo o Senhor destruiu Israel. Demoliu seus edifícios, abateu suas fortalezas; sobre a filha de Sião acumulou dores sobre dores.
5 O Senhor foi como um inimigo; ele tragou Israel; ele tragou todos os seus palácios; ele destruiu as suas fortificações, e aumentou na filha de Judá o pranto e o lamento.
6 Vau. Arrombou-lhe a tenda, como um jardim, e devastou seu santuário. O Senhor aboliu em Sião festas e sábados. E no ardor de sua cólera repeliu rei e sacerdote.
6 E ele violentamente removeu o seu tabernáculo, como se fosse um jardim; ele destruiu o lugar da sua assembleia; o ­SENHOR fez as festas solenes e os shabats esquecidos em Sião, e desprezou na indignação da sua fúria o rei e o sacerdote.
7 Zaim. Desgostou-se do altar e rejeitou seu santuário. Entregou nas mãos dos inimigos as muralhas de seus fortes; elevaram-se gritos no templo, como nos dias de festas.
7 O Senhor desprezou o seu altar, ele detestou o seu santuário, ele entregou nas mãos do inimigo os muros dos seus palácios; eles fizeram um barulho na casa do ­SENHOR, como no dia de uma festa solene.
8 Het. Resolveu o Senhor demolir os muros da filha de Sião. Estendeu o cordel, sem deter-se antes que tudo destruísse, e derrubou o muro e o antemuro que, juntos, desabaram.
8 O ­SENHOR intentou destruir o muro da filha de Sião; ele estendeu um cordão, ele não retirou a sua mão da destruição; portanto ele fez lamentar o muro e a parede; eles definharam juntamente.
9 Tet. Jazem sob escombros as suas portas que ele quebrou, partindo as traves. Acham-se no estrangeiro seu rei e príncipes. Não há mais oráculos. Mesmo os profetas não mais recebem as visões do Senhor.
9 Os seus portões afundaram ao chão; ele destruiu e quebrou as suas barras; o seu rei e os príncipes estão no meio dos gentios; a lei não existe mais; os seus profetas também não encontram visão do ­SENHOR.
10 Iod. Sentados no chão, taciturnos, jazem os anciãos da filha de Sião. Jogaram poeira sobre os cabelos; vestiram-se com sacos; e as virgens de Jerusalém pendem a fronte para a terra.
10 Os anciãos da filha de Sião sentam-se no chão, e ficam em silêncio; eles lançaram pó sobre as suas cabeças; cingiram-se de pano de saco; as virgens de Jerusalém inclinam as suas cabeças ao chão.
11 Caf. Ardiam-me os olhos, de tantas lágrimas; fremiam minhas entranhas. Minha bílis se espalhou por terra, ante a ruína da filha de meu povo, quando nas ruas da cidade desfaleciam os meninos e as crianças de peito.
11 Os meus olhos falham com lágrimas, minhas entranhas estão atribuladas, meu fígado está derramado sobre a terra, pela destruição da filha do meu povo; porque as crianças e os que estão amamentando desmaiam nas ruas da cidade.
12 Lamed. Onde há pão {e onde há vinho}?!, diziam eles às mães, desfalecendo, quais feridos, nas ruas da cidade, e entregando a alma no regaço materno.
12 Eles dizem para suas mães: Onde está o trigo e o vinho? Quando eles desmaiaram como os feridos nas ruas da cidade, quando as suas almas foram derramadas no seio de suas mães.
13 Mem. Que dizer? A quem te comparar, filha de Jerusalém? Quem irá salvar-te e consolar-te, ó virgem, filha de Sião? É imensa como o mar tua ruína: quem poderá curar-te?
13 Que coisa deverei tomar para testemunhar por ti? A que coisa assemelhar-te-ei, ó filha de Jerusalém? A que comparar-te-ei, para que eu possa te confortar, ó virgem, filha de Sião? Pois a tua violação é grande como o mar. Quem pode curar-te?
14 Nun. Os teus profetas tinham visões apenas extravagantes e balofas. Não manifestaram tua malícia, o que teria poupado teu exílio. Os oráculos que te davam eram apenas mentiras e enganos.
14 Teus profetas viram coisas vãs e tolas para ti, e eles não descobriram a tua iniquidade, para remover o teu cativeiro; porém viram para ti falsos fardos e causas de banimento.
15 Samec. Todos os transeuntes, ao te verem, batem palmas, e assobiando meneiam a cabeça sobre a filha de Jerusalém. Eis a cidade da qual diziam ser a beleza perfeita, a alegria do universo.
15 Todos os que passam batem palmas; eles assobiam e meneiam as suas cabeças para a filha de Jerusalém, dizendo: É esta a cidade que os homens chamam de a perfeição da beleza, a alegria de toda a terra?
16 Pe. Abrem a boca contra ti todos os teus inimigos. Escarnecem e rangem os dentes. Nós destruímos, dizem eles, eis o dia esperado, estamos nele, estamos vendo!
16 Todos os teus inimigos abriram as suas bocas contra ti; eles assobiam e rangem os dentes; eles dizem: Nós a engolimos; certamente este é o dia que nós desejávamos; nós o encontramos, e nós o vimos.
17 Ain. Realizou o Senhor o seu desígnio, executando as ameaças que outrora proferira. E destruiu sem piedade. À tua custa contentou o inimigo, exaltando o poder de teus adversários.
17 O ­SENHOR fez aquilo que tinha planejado; ele cumpriu a palavra que ordenou nos tempos antigos; ele abateu, e não teve compaixão; e ele fez o teu inimigo regozijar-se sobre ti, ele estabeleceu o chifre de teus adversários.
18 Sade. Seu coração clama ao Senhor. Ó muralha da filha de Sião, transborda dia e noite a torrente de tuas lágrimas! Não te dês descanso, e teus olhos não cessem de chorar!
18 O seu coração clamou ao Senhor: ó muro da filha de Sião, desçam as lágrimas como um rio, dia e noite; não te dês repouso; não deixes a menina dos teus olhos cessar.
19 Cof. Levanta-te à noite; grita ao início de cada vigília; que se derrame teu coração ante a face do Senhor. Ergue para ele as mãos, pela vida de teus filhos que caem de inanição, em todos os cantos das ruas.
19 Levanta-te, clama na noite; no início das vigílias derrama o teu coração como água perante a face do Senhor; ergue as tuas mãos para ele pela vida de teus filhos pequenos, que desmaiam de fome no alto de cada rua.
20 Res. Olhai, Senhor, e considerai! A quem jamais tratastes assim? Como! Mães a devorar os seus frutos, suas criancinhas de colo! Foram massacrados sacerdotes e profetas no santuário do Senhor!
20 Contempla, ó ­SENHOR, e considera a quem fizeste isto. Deverão as mulheres comer o fruto do seu ventre, as crianças de colo? Deverão o sacerdote e o profeta serem mortos no santuário do Senhor?
21 Sin. Jazem pelo chão nas ruas o menino e o velho. Virgens e jovens pereceram pelo gládio. Matastes, no dia de vossa cólera, imolastes sem piedade.
21 O jovem e o velho deitam-se no chão nas ruas; as minhas virgens e os meus jovens caíram pela espada; tu os mataste no dia da tua fúria; tu os mataste, e não tiveste misericórdia.
22 Tau. Convocastes como para uma festa a multidão de terrores. No dia do furor divino ninguém fugiu, nenhum escapou. E aqueles que criei e eduquei meu inimigo os exterminou!
22 Tu convocaste, como em um dia solene, os meus terrores por todos os lados, para que no dia da fúria do ­SENHOR ninguém escapasse e nem restasse; aqueles que eu protegi e criei, o meu inimigo os consumiu.

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