Juízes 8
Versão Católica (VC, 2024) vs ARA
1 Os homens de Efraim disseram a Gedeão: Por que nos trataste assim, não nos chamando a pelejar contigo contra Madiã? E houve entre eles uma violenta discussão.
1 Então, os homens de Efraim disseram a Gideão: Que é isto que nos fizeste, que não nos chamaste quando foste pelejar contra os midianitas? E contenderam fortemente com ele.
2 Gedeão respondeu-lhes: Que fiz eu, ao lado do que vós fizestes? Porventura não valem mais os cachos de Efraim que as vindimas de Abieser?
2 Porém ele lhes disse: Que mais fiz eu, agora, do que vós? Não são, porventura, os rabiscos de Efraim melhores do que a vindima de Abiezer?
3 Foi nas vossas mãos que o Senhor entregou os príncipes de Madiã, Oreb e Zeb. Que pude eu, pois, fazer em comparação do que vós fizestes? E com estas palavras aquietaram-se.
3 Deus entregou nas vossas mãos os príncipes dos midianitas, Orebe e Zeebe; que pude eu fazer comparável com o que fizestes? Então, com falar-lhes esta palavra, abrandou-se-lhes a ira para com ele.
4 Gedeão chegou ao Jordão e passou-o com seus trezentos homens, continuando a perseguir o inimigo, apesar de sua fadiga.
4 Vindo Gideão ao Jordão, passou com os trezentos homens que com ele estavam, cansados mas ainda perseguindo.
5 Chegando a Socot, disse aos seus moradores: Dai, peço-vos, pão aos homens que me acompanham, porque estão muito cansados; estou perseguindo Zebéia e Salmana, reis de Madiã.
5 E disse aos homens de Sucote: Dai, peço-vos, alguns pães para estes que me seguem, pois estão cansados, e eu vou ao encalço de Zeba e Salmuna, reis dos midianitas.
6 Os chefes de Socot responderam-lhe: Tens já talvez em teu poder o punho de Zebéia e de Salmana para que possamos dar pão à tua tropa?
6 Porém os príncipes de Sucote disseram: Porventura, tens já sob teu poder o punho de Zeba e de Salmuna, para que demos pão ao teu exército?
7 Pois bem, replicou Gedeão, quando o Senhor me houver entregue nas mãos Zebéia e Salmana, eu vos rasgarei a pele com espinhos e abrolhos do deserto!
7 Então, disse Gideão: Por isso, quando o Senhor entregar nas minhas mãos Zeba e Salmuna, trilharei a vossa carne com os espinhos do deserto e com os abrolhos.
8 Dali subiu a Fanuel, onde fez o mesmo pedido, mas obteve a mesma resposta que em Socot.
8 Dali subiu a Penuel e de igual modo falou a seus homens; estes de Penuel lhe responderam como os homens de Sucote lhe haviam respondido.
9 Gedeão disse-lhes: Quando eu voltar vitorioso, destruirei esta torre.
9 Pelo que também falou aos homens de Penuel, dizendo: Quando eu voltar em paz, derribarei esta torre.
10 Zebéia e Salmana estavam então em Carcor com o seu forte exército, cerca de quinze mil homens, que eram o restante de todo o exército dos filhos do oriente, pois haviam já perecido cento e vinte mil combatentes que manejavam a espada.
10 Estavam, pois, Zeba e Salmuna em Carcor, e os seus exércitos, com eles, uns quinze mil homens, todos os que restaram do exército de povos do Oriente; e os que caíram foram cento e vinte mil homens que puxavam da espada.
11 Gedeão subiu pelo caminho dos nômades, a oriente de Nobe e de Jegba, e feriu o acampamento dos inimigos que se julgavam perfeitamente seguros.
11 Subiu Gideão pelo caminho dos nômades, ao oriente de Noba e Jogbeá, e feriu aquele exército, que se achava descuidado.
12 Zebéia e Salmana, reis de Madiã, fugiram, mas foram perseguidos e presos por Gedeão, depois de ter derrotado toda a sua guarnição.
12 Fugiram Zeba e Salmuna; porém ele os perseguiu, e prendeu os dois reis dos midianitas, Zeba e Salmuna, e desbaratou todo o exército.
13 Gedeão, filho de Joás, voltou da batalha pela subida de Hares.
13 Voltando, pois, Gideão, filho de Joás, da peleja, pela subida de Heres,
14 Deteve um jovem entre os habitantes de Socot e fez-lhe perguntas. Este escreveu-lhe uma lista com setenta e sete nomes dos chefes de Socot e dos anciãos.
14 deteve a um moço de Sucote e lhe fez perguntas; o moço deu por escrito o nome dos príncipes e anciãos de Sucote, setenta e sete homens.
15 Gedeão veio ter com os habitantes de Socot e disse-lhes: Eis aqui Zebéia e Salmana a respeito dos quais me insultastes, dizendo: tens já talvez em teu poder o punho de Zebéia e de Salmana, para que possamos dar pão aos teus homens fatigados?
15 Então, veio Gideão aos homens de Sucote e disse: Vedes aqui Zeba e Salmuna, a respeito dos quais motejastes de mim, dizendo: Porventura, tens tu já sob teu poder o punho de Zeba e Salmuna para que demos pão aos teus homens cansados?
16 Tomou então os anciãos da cidade e açoitou-os com espinhos e abrolhos do deserto.
16 E tomou os anciãos da cidade, e espinhos do deserto, e abrolhos e, com eles, deu severa lição aos homens de Sucote.
17 Destruiu também a torre de Fanuel e matou os habitantes da cidade.
17 Derribou a torre de Penuel e matou os homens da cidade.
18 E disse a Zebéia e a Salmana: Como eram aqueles homens que matastes no Tabor? Eram, responderam-lhe, semelhantes a ti; cada um deles parecia um filho de rei
18 Depois disse a Zeba e a Salmuna: Que homens eram os que matastes em Tabor? Responderam: Como tu és, assim eram eles; cada um se assemelhava a filho de rei.
19 Eram meus irmãos, filhos de minha mãe! Juro pelo Senhor, se os tivésseis deixado com vida, eu não vos mataria.
19 Então, disse ele: Eram meus irmãos, filhos de minha mãe. Tão certo como vive o Senhor , se os tivésseis deixado com vida, eu não vos mataria a vós outros.
20 E disse a Jeter, seu filho primogênito: Levanta-te e mata-os! Mas o jovem não ousou tirar a espada, porque, sendo ainda muito novo, tinha medo.
20 E disse a Jéter, seu primogênito: Dispõe-te e mata-os. Porém o moço não arrancou da sua espada, porque temia, porquanto ainda era jovem.
21 Vem tu mesmo, disseram-lhe Zebéia e Salmana, e mata-nos; porque, tal o homem, tal a sua força. Gedeão matou Zebéia e Salmana, e tomou os colares que os camelos traziam ao pescoço.
21 Então, disseram Zeba e Salmuna: Levanta-te e arremete contra nós, porque qual o homem, tal a sua valentia. Dispôs-se, pois, Gideão, e matou a Zeba e a Salmuna, e tomou os ornamentos em forma de meia-lua que estavam no pescoço dos seus camelos.
22 Os israelitas disseram a Gedeão: Sê o nosso rei, tu e teu filho, e o filho de teu filho, porque tu nos livraste das mãos dos madianitas.
22 Então, os homens de Israel disseram a Gideão: Domina sobre nós, tanto tu como teu filho e o filho de teu filho, porque nos livraste do poder dos midianitas.
23 Não, respondeu ele, não reinarei sobre vós, nem meu filho tampouco; é o Senhor quem será o vosso rei.
23 Porém Gideão lhes disse: Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o Senhor vos dominará.
24 E ajuntou: Tenho um pedido a vos fazer: que cada um de vós me dê as argolas de vosso despojo. Os inimigos, que eram os ismaelitas, usavam argolas de ouro.
24 Disse-lhes mais Gideão: Um pedido vos farei: dai-me vós, cada um as argolas do seu despojo (porque tinham argolas de ouro, pois eram ismaelitas).
25 Eles responderam: Nós tas daremos de muito boa vontade. E, estendendo no chão um manto, lançaram nele as argolas de sua presa.
25 Disseram eles: De bom grado as daremos. E estenderam uma capa, e cada um deles deitou ali uma argola do seu despojo.
26 O peso das argolas de ouro que ele tinha pedido era de mil e setecentos siclos de ouro, sem contar os colares, brincos e ornamentos de púrpura que costumavam usar os reis de Madiã, afora ainda os colares que traziam seus camelos no pescoço.
26 O peso das argolas de ouro que pediu foram mil e setecentos siclos de ouro (afora os ornamentos em forma de meia-lua, as arrecadas e as vestes de púrpura que traziam os reis dos midianitas, e afora os ornamentos que os camelos traziam ao pescoço).
27 Gedeão fez de tudo isso um efod e o expôs em sua cidade de Efra. Mas todos os israelitas se prostituíram ante esse efod que se tornou, assim, um laço para Gedeão e sua casa.
27 Desse peso fez Gideão uma estola sacerdotal e a pôs na sua cidade, em Ofra; e todo o Israel se prostituiu ali após ela; a estola veio a ser um laço a Gideão e à sua casa.
28 Os madianitas foram humilhados diante dos israelitas e não puderam mais levantar a cabeça, de sorte que a terra pôde gozar um repouso de quarenta anos no tempo de Gedeão.
28 Assim, foram abatidos os midianitas diante dos filhos de Israel e nunca mais levantaram a cabeça; e ficou a terra em paz durante quarenta anos nos dias de Gideão.
29 Jerobaal, filho de Joás, retirou-se e foi habitar em sua casa.
29 Retirou-se Jerubaal, filho de Joás, e habitou em sua casa.
30 Teve setenta filhos, saídos todos dele, porque tinha numerosas mulheres.
30 Teve Gideão setenta filhos, todos provindos dele, porque tinha muitas mulheres.
31 Sua concubina, que estava em Siquém, deu-lhe também um filho, que foi chamado Abimelec.
31 A sua concubina, que estava em Siquém, lhe deu também à luz um filho; e ele lhe pôs por nome Abimeleque.
32 Morreu Gedeão, filho de Joás, numa ditosa velhice, e foi sepultado no túmulo de Joás, seu pai, em Efra de Abieser.
32 Faleceu Gideão, filho de Joás, em boa velhice; e foi sepultado no sepulcro de Joás, seu pai, em Ofra dos abiezritas.
33 Depois de sua morte, os filhos de Israel prostituíram-se de novo com os baal, e tomaram Baal-Berit por seu deus.
33 Morto Gideão, tornaram a prostituir-se os filhos de Israel após os baalins e puseram Baal-Berite por deus.
34 Não se lembraram os israelitas do Senhor, seu Deus, que os tinha livrado das mãos de todos os inimigos que os cercavam,
34 Os filhos de Israel não se lembraram do Senhor , seu Deus, que os livrara do poder de todos os seus inimigos ao redor;
35 nem testemunharam gratidão alguma pela casa de Jerobaal-Gedeão por todos os benefícios que ele tinha feito a Israel.
35 nem usaram de benevolência com a casa de Jerubaal, a saber, Gideão, segundo todo o bem que ele fizera a Israel.
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