Jó 29

Versão Católica (VC, 2024) vs BKJ

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1 Jó continuou seu discurso nestes termos:
1 Então Jó continuou sua parábola, e disse:
2 Quem me tornará tal como antes, nos dias em que Deus me protegia,
2 Ah! Se eu estivesse como em meses passados, como nos dias quando Deus me preservava;
3 quando a sua lâmpada luzia sobre a minha cabeça, e a sua luz me guiava nas trevas?
3 quando sua candeia brilhava sobre minha cabeça, e quando pela sua luz eu andava através das trevas.
4 Tal como eu era nos dias de meu outono, quando Deus velava como um amigo sobre minha tenda,
4 Como eu fui nos dias da minha juventude, quando o segredo de Deus estava sobre o meu tabernáculo;
5 quando o Todo-poderoso estava ainda comigo, e meus filhos em volta de mim;
5 quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo; quando os meus filhos estavam ao meu redor;
6 quando os meus pés se banhavam no creme, e o rochedo em mim derramava ondas de óleo;
6 quando eu lavava os meus passos com manteiga, e a rocha me derramava rios de óleo;
7 quando eu saía para ir à porta da cidade, e me assentava na praça pública?
7 quando eu saía através da cidade até o portão; quando eu preparava meu assento na rua!
8 Viam-me os jovens e se escondiam, os velhos levantavam-se e ficavam de pé;
8 Os homens jovens me viam, e se escondiam, e os idosos se levantavam e punham-se em pé;
9 os chefes interrompiam suas conversas, e punham a mão sobre a boca;
9 os príncipes continham o falar, e punham sua mão sobre a boca;
10 calava-se a voz dos príncipes, a língua colava-se-lhes no céu da boca.
10 os nobres ficavam quietos, e sua língua se prendia ao céu de sua boca.
11 Quem me ouvia felicitava-me, quem me via dava testemunho de mim.
11 Quando o ouvido me ouvia, então me abençoava; e quando o olho me via, dava-me testemunho.
12 Livrava o pobre que pedia socorro, e o órfão que não tinha apoio.
12 Porque eu livrava o pobre que clamava, e o órfão, e aquele que não tinha ninguém para ajudá-lo.
13 A bênção do que estava a perecer vinha sobre mim, e eu dava alegria ao coração da viúva.
13 A bênção daquele que estava pronto para perecer vinha sobre mim, e eu fazia com que o coração da viúva cantasse de alegria.
14 Revestia-me de justiça, e a eqüidade era para mim como uma roupa e um turbante.
14 Eu punha a justiça sobre mim e ela me vestia; meu julgamento era como um manto e um diadema.
15 Era os olhos do cego e os pés daquele que manca;
15 Eu era os olhos do cego, e pés eu era para o coxo.
16 era um pai para os pobres, examinava a fundo a causa dos desconhecidos.
16 Eu era um pai para os pobres; e a causa que eu não conhecia, eu examinava.
17 Quebrava o queixo do perverso, e arrancava-lhe a presa de entre os dentes.
17 E eu quebrava as mandíbulas do perverso, e arrancava a presa de seus dentes.
18 Eu dizia: Morrerei em meu ninho, meus dias serão tão numerosos quanto os da fênix.
18 Então eu dizia: Morrerei no meu ninho, e multiplicarei os meus dias como a areia.
19 Minha raiz atinge as águas, o orvalho ficará durante a noite sobre meus ramos.
19 A minha raiz estava espalhada pelas águas, e o orvalho permanecia toda a noite sobre meu galho.
20 Minha glória será sempre jovem, e meu arco sempre forte em minha mão.
20 Minha glória estava fresca em mim, e o meu arco se renovava na minha mão.
21 Escutavam-me, esperavam, recolhiam em silêncio meu conselho;
21 A mim os homens davam ouvidos, e esperavam, e faziam silêncio pelo meu conselho.
22 quando acabava de falar, não acrescentavam nada, minhas palavras eram recebidas como orvalho.
22 Depois de minhas palavras eles não falavam novamente, e meu discurso caía sobre eles.
23 Esperavam-me como a chuva e abriam a boca como se fosse para as águas da primavera.
23 E esperavam por mim como que pela chuva; e abriam a sua boca amplamente, como para a chuva serôdia.
24 Sorria para aqueles que perdiam coragem; ante o meu ar benevolente, deixavam de estar abatidos.
24 Se eu risse para eles, não o criam, e a luz do meu semblante eles não diminuíam.
25 Quando eu ia ter com eles, tinha o primeiro lugar, era importante como um rei no meio de suas tropas, como o consolador dos aflitos.
25 Eu escolhia o seu caminho, assentava-me como chefe, e habitava como um rei no exército; como aquele que consola os que pranteiam.

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