João 9
Versão Católica (VC, 2024) vs NVT
1 Caminhando, viu Jesus um cego de nascença.
1 Enquanto caminhava, Jesus viu um homem cego de nascença.
2 Os seus discípulos indagaram dele: Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego?
2 Seus discípulos perguntaram: “Rabi, por que este homem nasceu cego? Foi por causa de seus próprios pecados ou dos pecados de seus pais?”.
3 Jesus respondeu: Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus.
3 Jesus respondeu: “Nem uma coisa nem outra. Isso aconteceu para que o poder de Deus se manifestasse nele.
4 Enquanto for dia, cumpre-me terminar as obras daquele que me enviou. Virá a noite, na qual já ninguém pode trabalhar.
4 Devemos cumprir logo as tarefas que nos foram dadas por aquele que me enviou. A noite se aproxima, quando ninguém pode trabalhar.
5 Por isso, enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
5 Mas, enquanto estou aqui no mundo, eu sou a luz do mundo”.
6 Dito isso, cuspiu no chão, fez um pouco de lodo com a saliva e com o lodo ungiu os olhos do cego.
6 Depois de dizer isso, Jesus cuspiu no chão, misturou a terra com saliva e aplicou-a nos olhos do cego.
7 Depois lhe disse: Vai, lava-te na piscina de Siloé {esta palavra significa emissário}. O cego foi, lavou-se e voltou vendo.
7 Em seguida, disse: “Vá lavar-se no tanque de Siloé” (que significa “enviado”). O homem foi, lavou-se e voltou enxergando.
8 Então os vizinhos e aqueles que antes o tinham visto mendigar perguntavam: Não é este aquele que, sentado, mendigava?
8 Seus vizinhos e outros que o conheciam como mendigo começaram a perguntar: “Não é este o homem que costumava ficar sentado pedindo esmolas?”.
9 Respondiam alguns: É ele. Outros contestavam: De nenhum modo, é um parecido com ele. Ele, porém, dizia: Sou eu mesmo.
9 Alguns diziam que sim, e outros diziam: “Não, apenas se parece com ele”. O mendigo, porém, insistia: “Sim, sou eu mesmo!”.
10 Perguntaram-lhe, então: Como te foram abertos os olhos?
10 “Quem curou você?”, perguntaram eles. “O que aconteceu?”
11 Respondeu ele: Aquele homem que se chama Jesus fez lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo.
11 Ele respondeu: “O homem chamado Jesus misturou terra com saliva, colocou-a em meus olhos e disse: ‘Vá lavar-se no tanque de Siloé’. Eu fui e me lavei, e agora posso ver!”.
12 Interrogaram-no: Onde está esse homem? Respondeu: Não o sei.
12 “Onde está esse homem?”, perguntaram. “Não sei”, respondeu ele.
13 Levaram então o que fora cego aos fariseus.
13 Então levaram aos fariseus o homem que havia sido cego,
14 Ora, era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos.
14 pois foi no sábado que Jesus misturou terra com saliva e o curou.
15 Os fariseus indagaram dele novamente de que modo ficara vendo. Respondeu-lhes: Pôs-me lodo nos olhos, lavei-me e vejo.
15 Os fariseus encheram o homem de perguntas sobre o que havia acontecido, e ele respondeu: “Ele colocou terra com saliva em meus olhos e, depois que eu me lavei, passei a enxergar!”.
16 Diziam alguns dos fariseus: Este homem não é o enviado de Deus, pois não guarda sábado. Outros replicavam: Como pode um pecador fazer tais prodígios? E havia desacordo entre eles.
16 Alguns dos fariseus disseram: “Esse homem não é de Deus, pois trabalha no sábado”. Outros disseram: “Mas como um pecador poderia fazer sinais como esse?”. E havia entre eles uma divergência de opiniões.
17 Perguntaram ainda ao cego: Que dizes tu daquele que te abriu os olhos? É um profeta, respondeu ele.
17 Os fariseus voltaram a perguntar ao homem que havia sido cego: “O que você diz desse homem que o curou?”. “Ele deve ser profeta”, respondeu o homem.
18 Mas os judeus não quiseram admitir que aquele homem tivesse sido cego e que tivesse recobrado a vista, até que chamaram seus pais.
18 Os líderes judeus se recusavam a crer que ele havia sido cego e estava curado, por isso mandaram chamar os pais dele
19 E os interrogaram: É este o vosso filho? Afirmais que ele nasceu cego? Pois como é que agora vê?
19 e perguntaram: “Ele é seu filho? Ele nasceu cego? Se foi, como pode ver agora?”.
20 Seus pais responderam: Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego.
20 Os pais responderam: “Sabemos que ele é nosso filho e que nasceu cego,
21 Mas não sabemos como agora ficou vendo, nem quem lhe abriu os olhos. Perguntai-o a ele. Tem idade. Que ele mesmo explique.
21 mas não sabemos como pode ver agora nem quem o curou. Ele tem idade suficiente para falar por si mesmo. Perguntem a ele”.
22 Seus pais disseram isso porque temiam os judeus, pois os judeus tinham ameaçado expulsar da sinagoga todo aquele que reconhecesse Jesus como o Cristo.
22 Seus pais disseram isso por medo dos líderes judeus, pois estes haviam anunciado que, se alguém dissesse que Jesus era o Cristo, seria expulso da sinagoga.
23 Por isso é que seus pais responderam: Ele tem idade, perguntai-lho.
23 Por isso disseram: “Ele tem idade suficiente. Perguntem a ele”.
24 Tornaram a chamar o homem que fora cego, dizendo-lhe: Dá glória a Deus! Nós sabemos que este homem é pecador.
24 Então, pela segunda vez, chamaram o homem que havia sido cego e lhe disseram: “Deus é quem deve receber glória por aquilo que aconteceu, pois sabemos que esse Jesus é pecador”.
25 Disse-lhes ele: Se esse homem é pecador, não o sei... Sei apenas isto: sendo eu antes cego, agora vejo.
25 “Não sei se ele é pecador”, respondeu o homem. “Mas uma coisa sei: eu era cego e agora vejo!”
26 Perguntaram-lhe ainda uma vez: Que foi que ele te fez? Como te abriu os olhos?
26 “Mas o que ele fez?”, perguntaram. “Como ele o curou?”
27 Respondeu-lhes: Eu já vo-lo disse e não me destes ouvidos. Por que quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, tornar-vos também seus discípulos?...
27 “Eu já lhes disse!”, exclamou o homem. “Vocês não ouviram? Por que querem ouvir outra vez? Por acaso também querem se tornar discípulos dele?”
28 Então eles o cobriram de injúrias e lhe disseram: Tu que és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés.
28 Então eles o insultaram e disseram: “Você é discípulo dele, mas nós somos discípulos de Moisés!
29 Sabemos que Deus falou a Moisés, mas deste não sabemos de onde ele é.
29 Sabemos que Deus falou a Moisés, mas nem sabemos de onde vem esse homem”.
30 Respondeu aquele homem: O que é de admirar em tudo isso é que não saibais de onde ele é, e entretanto ele me abriu os olhos.
30 “Que coisa mais estranha!”, respondeu o homem. “Ele curou meus olhos e vocês não sabem de onde ele vem?
31 Sabemos, porém, que Deus não ouve a pecadores, mas atende a quem lhe presta culto e faz a sua vontade.
31 Sabemos que Deus não atende pecadores, mas está pronto a ouvir aqueles que o adoram e fazem a sua vontade.
32 Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença.
32 Desde o princípio do mundo, ninguém foi capaz de abrir os olhos de um cego de nascença.
33 Se esse homem não fosse de Deus, não poderia fazer nada.
33 Se esse homem não fosse de Deus, não teria conseguido fazê-lo.”
34 Responderam-lhe eles: Tu nasceste todo em pecado e nos ensinas?... E expulsaram-no.
34 “Você nasceu inteiramente pecador!”, disseram eles. “E quer ensinar a nós?” Então o expulsaram da sinagoga.
35 Jesus soube que o tinham expulsado e, havendo-o encontrado, perguntou-lhe: Crês no Filho do Homem?
35 Quando Jesus soube do que havia acontecido, procurou o homem e lhe disse: “Você crê no Filho do Homem?”.
36 Respondeu ele: Quem é ele, Senhor, para que eu creia nele?
36 “Quem é ele, senhor?”, perguntou o homem. “Eu quero crer nele.”
37 Disse-lhe Jesus: Tu o vês, é o mesmo que fala contigo!
37 Jesus respondeu: “Você o viu, e ele está falando com você!”.
38 Creio, Senhor, disse ele. E, prostrando-se, o adorou.
38 “Sim, Senhor, eu creio!”, declarou o homem. E adorou a Jesus.
39 Jesus então disse: Vim a este mundo para fazer uma discriminação: os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos.
39 Então Jesus disse: “Eu vim a este mundo para julgar, para dar visão aos cegos e para fazer que os que veem se tornem cegos”.
40 Alguns dos fariseus, que estavam com ele, ouviram-no e perguntaram-lhe: Também nós somos, acaso, cegos?...
40 Alguns fariseus que estavam por perto o ouviram e perguntaram: “Você está dizendo que nós somos cegos?”.
41 Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado, mas agora pretendeis ver, e o vosso pecado subsiste.
41 “Se vocês fossem cegos, não seriam culpados”, respondeu Jesus. “Mas a culpa de vocês permanece, pois afirmam que podem ver.”
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